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“O PECADO: UMA PERSPECTIVA BÍBLICA DE SEU CONCEITO, ORIGEM E EFEITOS”

Por:   •  13/3/2018  •  9.980 Palavras (40 Páginas)  •  5 Visualizações

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Como respostas às questões levantadas no parágrafo anterior, o estudo procura demonstrar que: os conceitos variam dependendo da situação em que o pecado é cometido, podendo ser uma transgressão, ou um rompimento, ou mesmo um mal causado pela iniqüidade humana. No Antigo Testamento, assim como no Novo Testamento, existem aproximadamente vinte termos para definir o pecado. Outra questão importante que se buscará responder é a origem do pecado. Neste ponto, o que se tentará provar é que entre os escritores cristãos há uma unanimidade: o pecado tem sua origem na queda de Adão no paraíso. E finalmente a pesquisa expõe, a partir da apresentação de argumentos baseados na Bíblia Sagrada, que os efeitos do pecado são sentidos por todos os seres humanos, tanto individual quanto coletivamente. A universalidade do pecado é um fato, de acordo com as Sagradas Escrituras.

A pesquisa é bibliográfica é se utilizará de literatura de teor teológico, comentários bíblicos, dicionários bíblicos e bíblias de estudo.

No primeiro capítulo, que tem por objetivo apresentar os conceitos de pecado, serão vistos os termos que designam o pecado no Antigo e no Novo Testamento, e algumas tentativas humanas, muitas vezes no uso equivocado das palavras, de atenuar o problema do pecado. inclusive expondo a visão de um monge bretão, conhecido por sua visão equivocada, segundo os padrões bíblicos, do pecado original. Em seguida se trará uma investigação pela origem do pecado, que segundo a concordância dos autores, teve seu início da queda de Adão. Estuda-se também neste capítulo a respeito da natureza do pecado. Por fim, no capítulo três, é apresentada uma análise do pecado em seu estado, os aspectos afetados pelo pecado e as conseqüências do pecado para toda a raça humana.

Não se tem a pretensão de apresentar um “comentário exaustivo” a respeito do tema, mas antes propor um ponto de partida para o leitor, que o estimule a continuar em sua busca pelo conhecimento, e que pode ajudá-lo em seu processo de aperfeiçoamento pessoal.

1 CONCEITUANDO O PECADO

“Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade;

porque o pecado é iniqüidade”.1 João 3:4

Millard Erickson comenta que o pecado não e um assunto fácil de discutir nos dias atuais porque, assim como a morte, ele deprime. Não é agradável pensar em si mesmo como ruim ou mau, mas este estudo ensina o que o ser humano é por natureza. E a consciência de sua natureza pecaminosa tem seu lado positivo, quando leva o homem a uma busca por se achegar mais perto de Deus. Para o autor, outro motivo que traz dificuldade para a discussão do pecado é que, na atualidade, o pecado é um conceito estranho, principalmente por haver uma constante perda do sentimento de culpa. E realça:

E mais, muitas pessoas são incapazes de compreender o conceito de pecado. a idéia do pecado, como uma força interior, uma condição inerente, um poder controlador, é em grande parte desconhecida. As pessoas hoje pensam mais em pecados, ou seja, atos errados isolados. Os pecados são algo externo e concreto; são logicamente separados da pessoa. Baseando-se nisso, pessoas que não fizeram nada de errado (geralmente entendidos como atos externos) consideram-se boas; não se pensa em pecado[2]

Sabendo-se das várias perspectivas quanto à essência do pecado, se passará agora a desenvolver o assunto a partir da perspectiva bíblica de sua natureza.

1.1 A PERSPECTIVA BÍBLICA.

Erickson assevera que o pecado é uma inclinação interior. Não é, portanto, simplesmente atos externos, mas atos que refletem a pecaminosidade interna do ser humano. Uma disposição interior que inclina o ser para atos errados. De outra forma, pode-se dizer que não são as ações em si que são consideradas como pecado e sim a motivação que levou a essas ações. O autor comenta que Jesus usou a mesma veemência para condenar tanto a cobiça quanto o adultério, agiu da mesma forma com a ira e com o homicídio. Ressalta outra definição:- “pecado é qualquer falta de conformidade, ativa ou passiva, com a lei moral de Deus. Isso pode ser uma questão de ato, de pensamento ou de disposição ou estado interior”. Erickson comenta ainda que o pecado diz respeito à incapacidade humana de viver da forma que Deus espera, no que se refere ao que fazer, pensar e ser. O pecado também é, segundo Erickson, rebelião e desobediência, pois a Bíblia entende que se todas as pessoas tem acesso à verdade de Deus, quando pecam, o estão fazendo de maneira intencional, deliberada. O exemplo típico, segundo o autor, é o caso de Adão e Eva, que embora pudessem comer de todas as frutas do jardim, decidiram provar justamente da fruta proibida, rejeitando a prerrogativa de Deus de lhes dizer o que era certo e o que era errado. Rebelaram-se contra a autoridade de Deus, desobedecendo-O. Erickson observa que o pecado implica incapacidade espiritual, pois altera a condição interior, o caráter. No momento em que acontece o pecado o ser humano torna-se como que deformado ou distorcido, e a imagem segundo a qual foi criado fica prejudicada, e assegura que:

Deus os entregou a uma mente reprovável (Rm 1.28), na realidade uma mente não qualificada ou desqualificada. Deixada ao seu critério, a mente humana não é adequada para informar corretamente e orientar nossa conduta. As conseqüências dessa incapacidade espiritual são os pecados alistados nos versículos 29-31. Somente por meio de uma renovação da mente, promovida por Deus, os indivíduos podem ser restaurados a uma condição espiritual não distorcida, saudável (Rm 12.2)[3]

Ainda de acordo com Erickson, o pecado é o cumprimento incompleto dos padrões de Deus, ou seja, o pecador falhou no cumprimento da vontade de Deus através de Sua lei. Para o autor, há muitas formas de se deixar de atingir os padrões de justiça divinos, ficando aquém do que foi estabelecido ou não fazer o que Deus ordena e espera. Como exemplo, segundo o autor, pode-se citar Saul, quando este poupou o rei Agague e o melhor gado, Deus o rejeitou (1Sm 15.23). É possível fazer o que é certo, ressalta, pelo motivo errado, de modo a cumprir a lei, mão não seu espírito, e cita o caso descrito em Mateus 6 onde Jesus condena os bons atos praticados com a intenção de obter a aprovação dos outros ao invés de agradar a Deus. A última perspectiva, segundo Erickson, quanto à natureza do pecado diz que “pecado é desalojar Deus”, colocar outra coisa em Seu lugar, qualquer coisa, no lugar que pertence a Deus. Assegura que preferir

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