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A inclusão do aluno surdo no ensino regular

Por:   •  2/5/2018  •  1.478 Palavras (6 Páginas)  •  309 Visualizações

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- Surdez leve- Perda auditiva de até 40 dB;

O indivíduo não ouve sons muito baixos, e não percebe todos os fonemas, pedindo para que se repita o que é dito diversas vezes.

- Surdez Moderada- Perda auditiva entre 40 dB e 70 dB;

O indivíduo apenas ouve os sons mais altos, apresenta dificuldades ao falar no telefone, conversar e etc.

- Surdez severa- Perda auditiva entre 70 dB e 90 dB;

O indivíduo ouve apenas sons mais altos como a turbina de um avião.

- Surdez profunda- Com perda superior a 90 dB.

A pessoa ouve apenas alguns ruídos de sons muito altos.

As perdas auditivas são diagnosticadas com exame de Audiometria.

Segundo LANDIN, existe uma relação entre deficiência auditiva e pobreza, pois em cidades mais ricas existe uma relação de uma pessoa com deficiência a cada 1.000 habitantes, já em cidades mais pobres existe uma relação de quatro pessoas a cada 1.000 habitantes, e isso pode ter relação com infecções como rubéola, e falta de acompanhamento durante a gestação.

Dados sobre prevalência da deficiência auditiva

Com uma população estimada em 187.281.040 habitantes, há um percentual de 3,04%. O censo escolar de 2005 mostrou que em um total de matricula de 640.317 são matriculas de alunos com algum tipo de necessidade educacional especial no sistema de ensino regular. O número de matriculas de alunos com deficiência auditiva chega 19.646 ou 3,06% (perda parcial).

Dessas 640.317 matriculas 80% são matriculas feitas no sistema público de educacional e apenas 20% são feitas na rede particular.

Inclusão do aluno surdo

A educação inclusiva garante a adaptação e o atendimento educacional especializado, entende que o aluno com deficiência deve frequentar o ensino regular, com o mínimo de distorção entre idade e escolaridade.

Um dos desafios que o professor enfrenta em uma classe onde existe um aluno com deficiência auditiva é a comunicação, isso ocorre, pois, a maioria dos profissionais da educação não possuem preparo para auxiliar este aluno. Muitas vezes esse aluno é deixado de lado, ou entregue a mediadores quem em sua maioria são estagiários que não possuem nenhum tipo de experiências e acabam por ter que aprender no dia a dia a lidar com este aluno.

O aluno com deficiência auditiva possui a mesma possibilidade de aprendizagem que um aluno ouvinte, mas necessita de atendimento especializado para a compreensão dos conteúdos ali ensinado.

O surdo não é diferente unicamente porque não ouve, mas porque desenvolve potencialidades psicoculturais diferentes das dos ouvintes. Nas expressões clínicas do tipo de “deficiência auditiva” se desconhece esta diferença e se caracteriza a surdez desta maneira : o surdo é fundamentalmente como o ouvinte, porém, se tomarmos o ouvinte como modelo, então ao surdo lhe falta “algo” ( o funcionamento do ouvido); portanto o surdo é um ouvinte imperfeito. Trata-se de um procedimento de diminuição, que leva ao conceito de menos-valia. Behares (1993)

Mesmo que o aluno surdo não possua domínio da língua oral predominante, esse aluno precisa de um apoio especializado, se este aluno possui domínio da LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais – ele tem direito a um interprete que o apoie nas tarefas diárias escolares.

Talvez um dos fatores que mais influencie na adaptação seja a disponibilidade do professor de se manter sempre aberto a novas ideias, e pensar sempre em novas adaptações e acolher este aluno, reconhecendo suas especificidades, mas não o diferenciando dos demais, entendendo que aquele aluno precisa de uma atenção especializada para entender o mesmo conteúdo que os demais.

A Adaptação dos conteúdos para palavras de mais clara compreensão, a adaptação as provas, entender que a explicação das disciplinas deve ser feita de forma clara e adaptar tudo o que for possível.

Algumas das adaptações para alunos surdos é o uso de legendas em filmes, caso esse aluno possua domínio do português, é importante ressaltar que o português vem como segunda língua, pois o surdo tem sua língua própria que é a Língua de sinais, por isso é importante o incentivo para que este aluno aprenda português.

Conclusão

A pratica pedagógica deve valorizar as especificidades de cada aluno, no caso do aluno surdo, é importante entender que este aluno necessita de apoio e atendimento educacional especializado, isto não quer dizer que ele será tratado diferente dos outros ou que mereça regalias. Precisar de apoio quer dizer que este aluno precisa de adaptações para conseguir chegar ao mesmo desempenho dos demais, não diminuindo seu esforço ou participação.

Para que as práticas pedagógicas sejam realmente eficaz para este aluno, é necessário que o professor esteja motivado para enfrentar este desafio, pois não é uma tarefa difícil, mas estar sempre disposto a auxiliar, a adaptar

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