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Discurso do Método - Resenha

Por:   •  26/3/2019  •  Resenha  •  1.688 Palavras (7 Páginas)  •  25 Visualizações

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Resenha:  Discurso do Método

O livro Discurso do Método de René Descartes, trata-se de um dos maiores marcos da filosofia, apontado por estudiosos e especialistas como o divisor de águas na filosofia moderna, no qual é composto por seis partes e em cada uma se é narrado experiências pessoais do autor de modo que fora desenvolvido um método através de sua análise do contexto externo e interno. O método em questão se trata do racionalismo, também citado como racionalismo de descartes.

Na primeira parte, Descartes apresenta ao leitor de forma clara e direta, seus anseios e pensamentos que o fizeste buscar entender se as verdades que lhe eram ditas, eram realmente verdades, ou se tratava de conhecimento que deveria ser descartado, o autor conta como foi sua infância e a educação que lhe recebeu, contando detalhes sobre o que aprendia e gostava na escola e logo se nota o prazer do mesmo em narrar sua paixão pelos livros, e sua facilidade com línguas. É interessante a forma que o mesmo coloca em pé de igualdade a leitura com a viagem, percebe-se tal comparação no seguinte trecho: “Mas eu já julgava ter gasto bastante tempo com línguas, e também com a leitura dos livros antigos, com suas histórias e fábulas. Pois quase a mesma coisa que conversar com os homens de outro século é viajar. É bom saber alguma coisa dos hábitos de diferentes povos, para que julguemos os nossos mais justamente e não pensemos que tudo quanto é diferente dos nossos costumes é ridículo e contrário a razão, como soem fazer os que nada viram.” Entretanto o autor faz uma reflexão sobre a cautela que se deve ter no excesso de leitura de livros antigos e o excesso de viagens, visto que ao se ler livros antigos, se fica ignorante com os acontecimentos do presente, e ao se viajar e conhecer várias culturas, a pessoa corre o risco de se tornar estrangeiro em sua própria terra.  Contudo o que chama atenção nesta parte do livro é como o autor explica de forma direta o que busca atingir com o seu método, o mesmo diz: “Portanto, meu propósito não é ensinar aqui o método que cada qual deve seguir para conduzir sua razão, mas somente mostrar de que modo me esforcei para conduzir a minha.”

Já na segunda parte, o autor explica que está na Alemanha, pois o mesmo se sentia atraídos pelas guerras que ainda não terminaram, e o mesmo ficava, a maior parte do tempo, sozinho em um quarto, e o que chama atenção é a sua satisfação por isso, visto que o mesmo, no momento de solidão, consegue conhecer melhor o seu interior e continuar sua buscar pelo método da razão plena, método esse que levaria o seu ser ao mundo inteligível, o transformaria em um ser superior aos demais homens. Em determinado momento se é citado que quando criança e ao longo de sua vida estudou três áreas que poderiam contribuir para o seu propósito, são elas, Filosofia, estudo da lógica e matemática em geral, logo percebeu que estas três ciências não seriam capazes de se completarem e completar o seu método, que até então se trata somente de um propósito. Nesse momento Descartes apresenta quatro conceitos indispensáveis pare se atingir a razão absoluta e de suma importância para o método cartesiano, é descrito pelo autor. “O primeiro era o de nunca aceitar algo como verdadeiro que eu não conhecesse claramente como tal; ou seja, de evitar cuidadosamente a pressa e a prevenção, e de nada fazer constar de meus juízos que não se apresentasse tão clara e distintamente a meu espírito que eu não tivesse motivo algum de duvidar dele. O segundo, o de repartir cada uma das dificuldades que eu analisasse em tantas parcelas quantas fossem possíveis e necessárias a fim de melhor solucioná-las. O terceiro, o de conduzir por ordem meus pensamentos, iniciando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para elevar-me, pouco a pouco, como galgando degraus, até o conhecimento mais composto. E o último, o de efetuar em toda parte relações metódicas tão completas e revisões tão gerais nas quais eu tivesse a certeza de nada omitir.

Tais conceitos ou regras, são de suma importância para o método cartesiano do racionalismo, pois são capazes de conduzir o espirito na busca pela verdade. Importante salientar que apesar de Descartes dizer que somente a filosofia, a lógica e a matemática não seriam capazes de sozinhas fornecer todas as ferramentas para o racionalismo, foram utilizados vários preceitos, principalmente matemáticos, para se criar os conceitos (regras) citadas acima.

Após ter sido apresentado os conceitos do método, na terceira parte do livro Descartes, traz a aplicabilidade do mesmo, no qual se é explicado a importância de se reconstruir. O autor concebeu então o que chamou de moral provisória, partindo dos conceitos (regras) que já foram citados, mas de forma prática. O mesmo cita: “A primeira máxima foi obedecer as leis do meu país, mantendo-me na religião na qual Deus me concedera a graça de ser instruído a partir da infância, e conduzi-me, em tudo mais, de acordo com as opiniões mais moderadas e as mais distantes do excesso. Minha segunda máxima consistia em ser o mais firme e decidido possível em minhas ações, e em não seguir menos constantemente do que se fossem muito seguras as opiniões mais duvidosas, sempre que me tivesse decidido a tanto. Minha terceira máxima era de procurar sempre antes vencer a mim próprio do que ao destino, e de antes modificar os meus desejos do que a ordem do mundo; e, em geral, a de habituar-se a acreditar eu nada existe que esteja completamente em nosso poder, salvo os nossos pensamentos.

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