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DESENVOLVIMENTO DA LITERATURA INFANTIL: INSERÇÃO DAS MÍDIAS NA ESCOLA

Por:   •  8/11/2018  •  4.103 Palavras (17 Páginas)  •  3 Visualizações

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Dentro da perspectiva social, econômica vemos que a criança, não tinha o direito de ser criança, já que não existia uma classificação por faixa etária, o que acabava por limitar o acesso à leitura, e muitas vezes partilhando de literatura adulta, mas que também era o privilégio de poucos, pois aqueles que estavam as margens da sociedade não tinham acesso a literatura.

Portanto o que percebemos é uma desvalorização da criança, a caracterizando como um adulto, pronta para contribuir com o grupo e/ou sociedade a que pertence. O trabalho infantil, nesse contexto não pode ser considerado, já que nesse período o termo infância não era reconhecido como uma fase e parte do desenvolvimento da criança.

A educação se viu no patamar em que poderia utilizar os contos de fadas em favor da educação das crianças e jovens. Essa visão tornou-se exclusivamente endereçada ao público infantil. No entanto, tal direcionamento já era apregoado na sociedade sem fins educativos, mas sim, moralizadores. No ano de 1970 já no Brasil surge um avanço nas histórias infantis das autoras Ana Maria Machado[6] e Ruth Rocha[7]. Só então, no século XX a leitura infantil passa ser valorizada como todos estavam preocupados com a busca do saber, da criticidade, pois a leitura produzia o ato de educar.

No Brasil a literatura seguia o padrão europeu, em que a literatura era destinada a classe burguesa e o grupo de adultos, até o reconhecimento da infância. Conforme Albino (2010, p.4) embora a literatura infantil tenha surgido no século XVIII, foi só no século XIX que com instituições envolvidas com educação infantil, se define os tipos de livros que agradam as crianças, determinando que histórias fantásticas, aventuras que retratem o cotidiano infantil são os principais exemplos para o gênero literatura infantil.

Foi na segunda metade do século XIX que autores brasileiros começaram a se dedicar ao tema da literatura infantil. Seguindo o contexto histórico, onde nesse período se tinha a abolição da escravidão, a transformação da sociedade rural em urbana, houve a necessidade de meios de implementar a cultura por meio de livros.

Como elementos auxiliares nesse processo, os livros infantis e escolares são dois gêneros que saem fortalecidos das várias campanhas de alfabetização deflagradas e lideradas, nessa época, por intelectuais, políticos e educadores, abrindo espaço, nas letras brasileiras, para um tipo de produção didática e literária dirigida especificamente ao público infantil. (ALBINO, 2010, p. 5).

Desse modo, não podemos deixar de citar Monteiro Lobato[8] um grande ícone da literatura infantil brasileira, que em suas obras buscava denunciar o contexto, social, econômico, político da época, principalmente a ditadura militar, dentre suas obras, podemos citar o Sitio do Pica-Pau Amarelo que retrata a cultura e folclore brasileiro e Jeca Tatu que foi um personagem criado para denunciar a saúde pública, e contexto social em que o trabalhador rural vivia.

Figura 1.

[pic 1]

Fonte: memoriaglobo.globo.com[9]

Figura 2.

[pic 2]

Fonte: miniweb.com.br/

Dessarte vemos que Monteiro Lobato se utiliza de signos e simbologias para denunciar o retrato de uma época, ou seja, suas grandes obras além de alcançar as crianças também atingem outros grupos.

A industrialização e vendas de livros, tem dois pontos nesse período o positivo pois o comércio de livros abre um leque maior para o incentivo à cultura e aquisição de livros e o negativo onde as pessoas que não possuem condições financeiras o que mostra um contexto econômico e social dos indivíduos, pois adquirir esses livros demanda gastos. Conforme Zilbermann e Lajolo a literatura infantil sempre caminhou com a escola, pois para se criar leitores é necessário a alfabetização das crianças.

Numa sociedade que cresce por meio da industrialização e se moderniza em decorrência dos novos recursos tecnológicos disponíveis, a literatura infantil assume, desde o começo, a condição de mercadoria. No século XVIII, aperfeiçoa-se a tipografia e expande-se a produção de livros, facultando a proliferação dos gêneros literários que, com ela, se adequam à situação recente. Por outro lado, porque a literatura infantil trabalha sobre a língua escrita, ela depende da capacidade de leitura das crianças, ou seja, supõe terem estas passado pelo crivo da escola. (ZILBERMANN, Regina e LAJOLO, Marisa, 2007, p.17).

Ao fazer-se um retrospecto da história da literatura infantil relacionada a concepção da infância desde seus primórdios, essa é uma temática que alcançou várias conquistas para o direito e respeito ao público infantil, onde através de séculos a literatura infantil se tornou suporte didático para o professor.

O professor como mediador e a introdução das mídias na escola

Segundo o dicionário de português Aurélio, entende-se por Literatura o conjunto de obras literárias de um país ou de uma época, sendo eles de cunho narrativo, crítico, histórico, de fantasia entre outros. Assim a literatura está vinculada a um tempo, cultura e tradições, portando é uma manifestação e/ou reprodução artística de palavras e expressão de uma época.

A Literatura infantil deve ser estimulada, sendo muito importante adequar a leitura a faixa etária da criança, em que a escola passa a ter um papel fundamental que é tornar a leitura um hábito para o processo de aprendizagem para isso professores trabalham de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s, que os orientam de forma didática como trabalhar em sala de aula.

A aprendizagem significativa depende de uma motivação intrínseca, isto é, o aluno precisa tomar para si a necessidade e a vontade de aprender. Aquele que estuda apenas para passar de ano, ou para tirar notas, não terá motivos suficientes para empenhar-se em profundidade na aprendizagem. A disposição para a aprendizagem não depende exclusivamente do aluno, demanda que a prática didática garanta condições para que essa atitude favorável se manifeste e prevaleça. Primeiramente, a expectativa que o professor tem do tipo de aprendizagem de seus alunos fica definida no contrato didático estabelecido. Se o professor espera uma atitude curiosa e investigativa, deve propor prioritariamente atividades que exijam essa postura, e não a passividade. Deve valorizar o processo e a qualidade,

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