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A WEBSERIE DESENVOLVIMENTO URBANO

Por:   •  20/12/2018  •  1.262 Palavras (6 Páginas)  •  53 Visualizações

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O segundo episódio da série Desenvolvimento Urbano chamado crescimento das cidades e periferização mostra como as cidades brasileiras o tempo todo se modofica, e em grande maioria crescem de forma espraiada, ou seja, horizontalmente em área e população mais rarefeita. Onde é um tipo de cidade cara e onde não há controle urbano e social nas periferias.

Já a cidade compacta seria um lugar onde há uma mistura maior de serviços e habitação, o que os urbanistas chama de mix de uso, de forma que as pessoas não precisam utilizar automóveis para ir de casa até um supermercado, por exemplo. As cidades são dinâmicas e estão sempre em evolução.

O documentário traz também depoimentos que reforçam a tese de que a maioria das cidades brasileiras não permite que as classes menos favorecidas permaneçam nas regiões que se valorizam. É a chamada periferização criada pelas forças da especulação imobiliária. Um exemplo vem da Região Norte do Brasil. Em Belém, no Pará, uma área habitada por ocupações irregulares há várias décadas está sendo removida para que a região possa ser reurbanizada de forma a absorver os interesses do mercado imobiliário.

A cidade é organismo vivo e dinâmico nas suas contradições e disputas pelos melhores lugares e maiores valorizações.

As cidades vão crescendo de acordo de direção das novas frentes imobiliárias. Mas esse processo em que a pobreza vai para periferia estende a cidade e se torna um modelo caro, estende as redes de agua, esgoto, drenagem, energia e pavimentação. Uma ocupação extensiva, espalhada pelo território.

Com essa expansão acaba que a cidade vai tendo novos centros que vão surgindo mais para a periferia e como isso essa periferia se torna visada pelos agentes imobiliários, com uma processo de urbanização com exclusão onde se retira a população mais carente nesses lugares, para dar vez a grandes investimentos imobiliários nesse locais.

Nas cidade neoliberal como abordado no documentário na fala do Professor Carlos Vainer, afirma que é a “cidade do mercado”, onde o mercado se impõe sobre toda e qualquer outro valor, sentido e significado. Por que está baseado no pressuposto de que o mercado funciona por si só, as livres forças do mercado ordenam da melhor maneira o espaço urbano. A forma pela qual o mercado ordena é segregando e aprofundando a desigualdade.

A característica mais perversa da expansão urbana no Brasil é pelo fato é de que não tem lugar para todo mundo, ondes os pobres são destinada a periferia mais desvalorizadas, as áreas ambientais mais sensíveis como encostas, topos de morros, a margem de rios como única opção. Por conta do fato do Estado não oferecer espaços habitacionais para todos e mais acessíveis.

Nas cidades brasileira existe dois modelos de segregação: o primeiro modelo mais clássico, onde São Paulo tem essa característica, que é o da expulsão dos pobres para a periferia. Já no segundo modelo, como é o que acontece em maioria das principais cidades brasileiras, é fato de uma combinação de favelização das regiões centrais com formação também de alguns anéis periféricos.

O principal papel do Poder Público para a reforma urbana é de qualificar as áreas desqualificadas e não qualificar mais as áreas já urbanizadas, a melhor para desmontar essa segregação é fazer com que cidade toda tenha uma qualidade urbanística básica, uma qualidade que seja o mínimo que qualquer cidadão tenha o direito de ter, com infraestrutura, com calçadas adequadas, com áreas verdes e também promover polos de desenvolvimento econômico fazendo com que essa população possa ter um emprego mais próximos da sua casa, com isso, rompendo essa polarização de centro-periferia.

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