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O PAPEL FORMADOR E TRANSFORMADOR DA ESCOLA NA PREVENÇÃO ÀS DROGAS

Por:   •  6/12/2018  •  4.909 Palavras (20 Páginas)  •  2 Visualizações

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Muitas instituições buscam promover ações no intuito de encarar esse grave problema social motivado pelo consumo de drogas de forma sincrônica, a primeira forma diz respeito à prevenção, levam informação e explicações aos estudantes sobre os riscos de consumir tais substâncias entorpecentes. A outra forma faz alusão aos tratamentos de desintoxicação que procuram resgatar a saúde dos que se tornaram dependentes químicos e, de certo modo, valorizar a vida. Segundo especialistas, a prevenção é a melhor maneira de enfrentar essa questão, pois acreditam e veem na escola uma parceria essencial e também um local adequado no processo por ser uma instituição responsável pelo desenvolvimento dos estudantes para inserção em meio social, onde crianças e adolescentes passam a maior parte do tempo por haver escola integral pela ausência dos pais que trabalham e outras razões que caracterizam a família pós-moderna. Esse contexto favorece a informação e a permuta de conhecimentos entre família e sociedade (Müller; Paul; Santos, 2008).

Por outro lado, as drogas vêm adquirindo ampla importância no contexto escolar, de forma dicotômica conforme supracitado, pois essa se alastrou também no âmbito escolar e de forma tão contundente que choca os profissionais da educação, que muitas vezes se sentem incapazes de agir e até mesmo reagir diante desta realidade, ainda que a escola venha a ser apontada como um dos principais espaços para iniciação ao uso de drogas, ali também deve ser o lugar de prevenção.

Segundo a Psicologia, a adolescência é uma fase de crises e complexidades por haver muitas dúvidas pela busca da identidade, da autoafirmação, mediante o contexto familiar, suas inseguranças e inquietações quanto aos aspectos físicos e psicológicos. Todos esses sentimentos contribuem para o uso de substâncias psicotrópicas por oferecer uma falsa sensação de segurança, bem-estar, prazer, segurança e até mesmo ousadia para agir ou reagir diante de uma situação. No entanto, os primeiros passos para uma jornada de vícios também agregam vários efeitos como aflição, loucura, desamparo e até medo de morrer.

Desse modo, sugere-se que uma possível solução seja através de um projeto de intervenção preventivo fundamentado na informação sobre as drogas e as consequências tanto à saúde quanto as relações sociais, permeando o aspecto jurídico do usuário e atentando para a possibilidade desse menor se tornar infrator diante da impossibilidade de custear seu vício. Vislumbra-se na educação a esperança de êxito por entender o importante papel formador dos professores que tem contato e de certo modo conhece seu aluno, assim, a escola hoje apresenta essa característica formadora que extrapola a transmissão de conhecimentos como função fundamental, ela mantem a responsabilidade e o compromisso de formar cidadãos autônomos e independentes.

Diante do exposto, este estudo tem por objetivo verificar o que dizem os estudiosos e suas bibliografias sobre adolescentes, drogas e o papel da escola, corroborando e também elucidando inquietações quanto a esse sério problema social, bem como a busca de informações e conduta para promover ações/métodos preventivos ao uso de drogas psicotrópicas.

2. O QUE SÃO DROGAS PSICOTRÓPICAS?

O CEBRID (2017) busca, informalmente, dar uma ideia do significado da palavra droga. Em expressões da linguagem coloquial e cotidiana utilizamos -"Ah, mas que droga" ou "logo agora, droga...", ou ainda, "esta droga não vale nada!"-, droga tem um significado de coisa ruim, sem qualidade. Logo, na linguagem técnica ou médica droga é sinônimo de medicamento ou remédio, denotando uma antagônica questão: Por que uma palavra destinada para estabelecer algo bom e curativo como o medicamento - auxilia na cura de doenças – na linguagem informal tem significado tão distinto.

Etimologicamente, a expressão droga oriunda da palavra droog (holandês antigo) que quer dizer “folha seca”; aludindo à Antiguidade onde a maioria dos medicamentos era preparada a partir de substrato de plantas. Atualmente, a Medicina explica que droga é qualquer substância capaz de alterar o funcionamento do organismo, ocasionando mudança fisiológica ou comportamental. Por exemplo, uma substância consumida leva as células do nosso cérebro (os neurônios) a ficarem mais ativas, faz com que "dispare"(modificam a função) e, consequentemente, a pessoa fica desperta, perdendo o sono (mudança comportamental) (CEBRID, 2017).

Conforme compêndio do CEBRID (2017), a palavra psicotrópica é composta por duas outras palavras: psico e trópico. Psico deriva do grego e refere-se ao psiquismo – o que fazemos, pensamos e sentimos -, e trópico relaciona-se ao termo tropismo que quer dizer: “ter atração por”. Portanto, psicotrópico reporta a atração pelo psiquismo, ou seja, as drogas psicotrópicas são substâncias que agem no cérebro, mudando de alguma forma o psiquismo do usuário.

As modificações causadas no psiquismo não são sempre as mesmas, dependerá do tipo de droga consumida e também do comportamento do indivíduo. Existem três tipos de grupos psicotrópicos, conforme CEBRID (2017) e Carlini (1994), são os seguintes:

O primeiro tipo são as Depressoras da Atividade do Sistema Nervoso Central – Depressoras da Atividade do SNC, podendo ser chamadas de psicolépticos. As causas são a diminuição da atividade cerebral, enfraquecendo seu funcionamento, fazendo com que o usuário fique em estado “desligado”, “devagar” ou displicente. A substância mais conhecida desse grupo são as bebidas alcoólicas – álcool etílico: etanol.

Alguns registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6000 A.C., caracterizando, portanto, um costume extremamente antigo e que persistiu por milhares de anos.

Inicialmente, as bebidas tinham teor alcoólico relativamente baixo, como o vinho e a cerveja, já que dependiam exclusivamente do processo natural de fermentação e com o advento do processo de destilação, introduzido na Europa pelos árabes na Idade Média, surgiram outros tipos de bebidas alcoólicas. Nessa época, essas bebidas passaram a ser consideradas remédio para as doenças porque dissipavam as preocupações mais rápido que o vinho e a cerveja, além de produzirem um alívio mais eficiente da dor, surgindo assim a palavra uísque que do gálico usquebaugh significa “água da vida”.

A partir da Revolução Industrial, registrou-se o aumento na oferta desse tipo de bebida, o que contribuiu para um maior

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