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Projeto de Ensino de Historia

Por:   •  9/2/2018  •  2.698 Palavras (11 Páginas)  •  157 Visualizações

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Maquiavel diz em seu livro que:

“Os principados que deixaram memória de si foram governados de dois modos diversos: ou por um príncipe e seus súditos, os quais, por graça e concessão sua, o ajudam a governar o reino como delegados; ou por um príncipe e vários barões, os quais, não por graça do soberano, mas por antiguidade de sangue, mantêm aquele titulo. Esses barões tem seus próprios Estados ou súditos, que os reconhecem como senhores e lhes devotam uma natural afeição. Os Estados que são governados por um príncipe e seus súditos concentram maior autoridade na figura do príncipe, porque em seus territórios não há homem que seja considerado superior a ele; e, se acaso obedecem a algum outro, o fazem por este ser delegado ou oficial daquele,devotando uma especial veneração ao soberano.”

Sendo assim as duas formas existentes o soberano que dá ordens, aos súditos e aos barões e delegados, pois a ele cabem as maiores autoridades. Sendo o poder concentrado nas mãos do soberano: poder absoluto.

Maquiavel faz comparações de governos que em nossos tempos são a Turquia e frança e diz que na frança o rei está posto no centro reconhecido e amado pelos vassalos e os turcos são governados por um único senhor e divide seu reino em departamentos administrativos do império otomano, contudo é mais difícil conquistar o Estado turco, porem depois de conquistado é fácil de mantê-lo. Já a frança sobre alguns aspectos é fácil de ser conquistado e difícil se mantido.

Ao decorrer de seu livro Maquiavel demonstra os modos que se podem administrar cidades ou principados que tinham suas próprias leis, como são conquistadas por virtudes, armas próprias ou alheias, pela fortuna focando em como se dão essas conquistas.

Mostra também aqueles que, por atos criminosos, chegaram ao principado e aqueles que não por crueldade ou atos violentos e sim pelo favor de seus cidadãos colocando um cidadão comum como príncipe, chamado esse ato de principado civil e também falam de outro modo: principados eclesiásticos.

Assim ele também em sua obra “O príncipe” mostra de que modo devemos avaliar a força de um principado, os tipos de milícias existentes e como os príncipes devem se posicionar frente a elas.

Maquiavel em sua época descreve em seu livro formas que mostram onde os príncipes acertam ou erram em suas escolhas, em quais atitudes homens e príncipes são louvados ou desaprovados e injuriados; se é melhor ser amado ou temido; a honra da palavra de um príncipe e as suas vontades; como escapar do desprezo e do ódio, mostrando assim por esses tópicos que pela sua observação “uma vez que não se atente nem contra a honra nem contra os bens dos homens, a maioria deles viverá satisfeita; há somente que combater a ambição de uns poucos, o que de muitos modos facilmente se refreia”.

Maquiavel em seu livro descreve coisas que parecem ser um manual para príncipes, de como agir para obter honra e poder absoluto sobre seus súditos e como poderão perder o respeito, a dignidade também.

Mais o interessante sobre essa obra de Maquiavel é que ele abrange no contexto de seu livro a forma de governo em muitos reinos como França, Itália, Turquia, Espanha usando como exemplos reinados de poderosos absolutistas dando em carta para o Magnífico Lourenço de Médice o que tinha de mais valioso para ele que eram seus “entendimentos sobre as ações dos grandes homens” pelos seus testemunhos.

Outro autor que defendeu o absolutismo em seu livro “Leviatã” foi Thomas Hobbes, em seu livro ele enfatiza que somente a autoridade concentrada garante a paz e a união de um reino.

Hobbes diz que “o objetivo do Estado é o bem comum” e seu papel é buscar uma melhor condição de vida como sustentador da sociedade civil, evitando guerras. E para isso o Estado dever ter poder absoluto para que seja um organizador da sociedade.

No livro “Leviatã” ele fala também sobre as doenças de um Estado que seja mal administrado e até de seu fim caso o governo seja dividido, essa seria a pior doença segundo Hobbes.

O poder do soberano era ilimitado e o individuo limitado com a criação do Estado, o individuo deveria sempre obedecer ao soberano para que houvesse paz na sociedade e segundo Hobbes era essencial que esse poder fosse absoluto. Fala em seu livro sobre dois tipos de Estado, assim como Maquiavel demonstra também esses tipos: o eclesiástico e o civil. A diferença é que Hobbes fala sobre estrutura da sociedade organizada por um rei absoluto e Maquiavel faz de seu livro um manual para principados de como ser vitorioso em seu absolutismo.

Segundo Hobbes em seu livro Leviatã:

“O maior dos poderes humanos é aquele que é composto pelos poderes de vários homens, unidos por consentimento numa só pessoa, natural ou civil, que tem o uso de todos os seus poderes na dependência de sua vontade: é o caso do poder de um Estado.”

Foram através de teses liberalistas que começaram a questionar os poderes absolutistas.

Vários autores defendiam o absolutismo como uma forma de governar o povo com autoridade que cabia a quem queria obter sucesso, para que a sociedade tivesse uma organização que com varias pessoas no poder não aconteceria pelas suas visões. Mas pelas visões desses autores o poder concentrado na mão de uma só pessoa seria fácil conter certas vontades dos homens que são ambiciosos e se revoltam facilmente quando algo não esta de acordo com suas vontades.

Vygotsky, teórico da psicologia cognitiva, fez sua analise sobre as imagens e diz que ela é importante na construção do conhecimento, pois as imagens são transformadas em representações mentais que ajudam na construção do conhecimento.

A imagem é de grande importância, pois através delas podemos facilitar o registro de acontecimentos, transformando a comunicação e interagindo com algo real ou expressivo.

Ao analisar uma imagem podemos ver aspectos expressivos, alem de possibilitar a comunicação entre as pessoas ela pode ser analisada de formas diferentes por pessoas diferentes, mais sempre de acordo com sua época e o contexto histórico. Também deve se tomar cuidado, pois a analise deve ser feita, principalmente em sala de aula com cautela, para passar a informação correta do fato e não fazer anacronismo.

Ao utilizar imagens e filmes para atrair a atenção dos alunos podemos citar Mendes (2004): “... estabelecer uma problematização que estimule o aluno a sair da curiosidade ingênua...”. E utilizando

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