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Corredor Cultural no Centro de Vitória, ES

Por:   •  11/4/2018  •  2.225 Palavras (9 Páginas)  •  380 Visualizações

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Do ponto de vista histórico, observamos que ocorreram alterações no traçado urbano, que expandiu devido ao crescimento populacional, através de aterros dos mangues que circundavam a Cidade Alta, levando a população a ocupar novas áreas para moradia.

Com o objetivo de categorizar racionalmente as características que tornam o Centro habitável ou ermo, recorremos a estudos existentes que relacionam o usuário com o espaço habitado, sendo a principal referência a obra de Jan Gehl (2014), Cidades para pessoas.

A obra explora, dentro da microescala, os fatores necessários para um espaço público de qualidade, que crie oportunidades entre as várias camadas da sociedade e funcionando como uma ferramenta de combate à segregação social, além da criação de espaços que permitam o desfrute do lazer, história e cultura, criando relações com os usuários, na medida em que estes estabelecem uma identidade social, cognitiva e sensorial com o mesmo.

Além disso, Jan Gehl (2014) disserta sobre a hierarquia dos sistemas viários e qual o tipo de sistema que beneficia a cidade e tem influência positiva na qualidade de vida dos cidadãos, o que nos ajudou a identificar problemas de funcionamento tanto do fluxo de pedestres, quanto do sistema de mobilidade pública atual.

Com a integração das disciplinas deAtelier de Urbanismo I e Geoprocessamento, trabalhamos de modo a recuperar o patrimônio histórico, identificando oportunidades e potenciais a serem explorados, mobilizando hora o poder público, hora o privado. A nossa proposta não se limita à valorização do ambiente socioespacial,mas se estendeaté a redefinição de funções e planejamento de novos usos a serem implantados, indo além do resgate do pólo comercial, em direção à uma redefinição que torne o Centro completamente funcional, sem perder sua identidade.

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2 –Metodologia

O processo metodológico para a constituição do catálogo de intervenções foi baseado num diagnóstico do território, seguindo os parâmetros de análise do Jan Ghel (2014),que resultou na elaboração das propostas para o Corredor Cultural, discutidas no próximo ponto.

2.1 – Diagnóstico

2.1.1 – Pontos de atração

Para entender o funcionamento do movimento existente no território, não podemos apenas considerar os residentes e trabalhadores do mesmo, visto que a proposta do Corredor Cultural é integrar todos os transeuntes e usuários do espaço urbano, devem também ser considerados os usuários externos ao território, que usufruem do mesmo ainda que de maneira pontual e esporádica.

Assim sendo, foram reunidos os equipamentos urbanos culturais que constituem pontos de atração de usuários externos ao território, identificados no mapa da Figura 1.

[pic 1]

Figura 1. Pontos atrativos.

Fonte: Acervo pessoal.

Uma análise do funcionamento, público e freqüência, nos permite dividir o funcionamento em três categorias: diurno, noturno e misto, conforme identificados na Figura 2.

[pic 2]

Figura 2. Pontos atrativos.

Fonte: Acervo pessoal.

2.2 – Sistema viário

2.2.1 – Hierarquia das vias

As principais vias que cortam o traçado urbano são as Av. Jerônimo Monteiro e Av. Princesa Isabel consideradas vias arteriais: destinada a circulação de veículos entre áreas distintas da cidade.

[pic 3]

Figura 3. Vias arteriais e vias secundárias.

Fonte: Acervo pessoal.

2.2.2 – Acidentes de trânsito

Os atropelamentos possuem índices alarmantes com relação à quantidade de vítimas que geram, tendo em vista que no conflito veículo Vs. pedestre, o pedestre sempre sai perdendo devido a sua fragilidade em relação ao automóvel. De acordo com os dados obtidos, dentre as 1.718 ocorrências de atropelamentos registradas entre 2005 - 2008, 100 vítimas foram fatais.

A região que aparece como a zona de maior perigo, é o trecho da Av. Jerônimo Monteiro, próximo à Praça Costa Pereira, há desrespeito às normas de segurança no trânsito, tanto por parte do pedestre, como também por parte dos veículos que por lá circulam.

[pic 4]

Figura 4. Pontos críticos de Atropelamento na Grande Vitória.

Fonte: SIG Segurança no Trânsito - Rodrigo Bettim Bergamaschi.

2.3 – Mobilidade urbana

2.3.1 – Ciclovias e ciclorrotas

No centro de Vitória o suporte para ciclistas é quase inexistente. Não se vêem ciclovias implantadas nas principais avenidas nem nas secundárias, a presença realmente delimitada encontra-se na beira-mar e, mais recentemente, junto ao porto de Vitória.

Enquanto as ciclovias estão lentamente sendo implantadas, já existe um percurso de ciclorrota atualmente em uso e observamos que existe um potencial imediato de implantação no território, no SESC Glória.

[pic 5]

Figura 5. Ciclovias e Ciclorrotas.

Fonte: Acervo pessoal

2.3.2 – Transporte público: ônibus e pontos

O território é atendido por dois tipos de transporte público inter-municipal: Transcol (Ceturb) e Grande Vitória (SET-PES). Os ônibus da Ceturb possuem circulação de caráter periférico, ou seja, de maior abrangência, fazendo ligação entre os terminais de Itaparica, Campo Grande, Vila Velha, Carapina, Laranjeiras e Itacibá, atendendo aos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica. Já os ônibus da Grande Vitória possuem circulação de caráter local, rodando dentro dos bairros divididos em linhas de percurso menor.

[pic 6]

Figura 6. Linhas de ônibus e pontos de parada.

Fonte: Acervo pessoal.

De

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