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A Participação do Idoso no Mercado de Trabalho Brasileiro

Por:   •  7/9/2017  •  3.738 Palavras (15 Páginas)  •  230 Visualizações

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- Perfil dos idosos brasileiros

Segundo o Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano 2000, a população brasileira tinha aproximadamente 170 milhões de habitantes, dos quais 14,5 milhões eram idosos. Tal quantidade de pessoas com 60 anos ou mais, representava algo em torno de 8,5 % do total da população brasileira.

Em torno de 13 anos decorridos, a população brasileira aumentou expressivamente atingindo a cifra de 201,5 milhões de habitantes segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2013. O fato de destaque é que não só a população idosa cresceu, mas também aumentou sua participação no total da população, atingindo os 13%.

Tabela 1 – População brasileira e população idosa brasileira de 2000 a 2013

Ano

População de idosos

População brasileira

% do total

2000

14.536.029

169.799.170

8,560718524

2001

15.332.772

169.369.557

9,052850035

2002

16.022.231

171.667.536

9,333291182

2003

16.732.547

173.966.052

9,618282882

2004

17.662.715

182.060.108

9,70158438

2005

18.193.915

184.388.620

9,867157203

2006

19.077.000

187.228.000

10,18918111

2007

19.955.000

189.820.000

10,51259088

2008

21.039.000

189.953.000

11,07589772

2009

21.736.000

191.796.000

11,33287451

2010

20 590 597

190 755 799

10,79421811

2011

23.536.000

195.242.800

12,0547339

2012

25.218.270

199.688.907

12,62877862

2013

26.279.000

201 467 084

13,04381812

Fonte: Elaboração dos autores com base nos Censos 2000 e 2010 e PNADS de 2001 a 2009 e 2011 a 2013

O aumento da proporção de idosos na população brasileira reflete avanços sociais como aumento da expectativa de vida e redução na taxa de natalidade. O crescimento da população idosa refletiu no mercado de trabalho, onde a presença da terceira idade se faz cada vez mais presente, sendo composta por pessoas que se aposentam e retornam ao mercado de trabalho e por aqueles que optaram por não se aposentar.

A escolha pelo retorno às atividades profissionais ou pelo adiamento da aposentadoria reflete não somente motivos financeiros, mas também a percepção do individuo sobre o conceito de trabalho e a relação do mesmo com a atividade profissional que exerceu outrora.

Para a maioria de nós, o trabalho ocupa um espaço maior da vida do que qualquer outro tipo de atividade. É comum associarmos a noção de trabalho a uma atividade maçante – um conjunto de tarefas que queremos minimizar e do qual, se possível, procuramos escapar. No entanto, há mais implicações no trabalho do que nessa atividade maçante: não fosse assim, as pessoas não se sentiriam tão perdidas e desorientadas ao ficarem desempregadas. Como você se sentiria se imaginasse que nunca mais arranjaria um emprego. (GIDDENS apud COSTA LIMA, 2014, p.74).

Se a experiência do indivíduo com o trabalho foi algo penoso durante a juventude, a aposentadoria se apresenta como alívio e fim do sofrimento para o trabalhador. Tal relação com a atividade profissional credencia o indivíduo a se aposentar o quanto antes e torna difícil a hipótese do mesmo um dia voltar a exercer atividade profissional.

Quando nos referimos às experiências de trabalho alienado, reforçamos a característica de incômodo destas experiências, encaradas como mal necessário, como calvário, sendo que o sonho de seu término para se viver uma vida mais leve é algo imperativo. (COSTA LIMA, 2014, p.76).

Ao passo que se o indivíduo apresentou uma relação harmônica com a atividade profissional na juventude, o mesmo sente necessidade de possuir uma ocupação que o realize e por isso adia a aposentadoria ou mesmo retorna ao mercado de trabalho independente da situação financeira vivida.

“Para estes, ficar parado toma um significado de se anular como individuo, pois passa-se a ser uma pessoa improdutiva, que perdeu sua autonomia em muitos sentidos” (COSTA LIMA, 2014, p.79).

Segundo Vanzella, Silva e Lima Neto (2011), os idosos permanecem no mercado de trabalho ou retornam a ele devido a motivos financeiros, necessidade de ocupação do

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