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A Inserção da Mulher no Mercado de Trabalho

Por:   •  3/10/2017  •  3.857 Palavras (16 Páginas)  •  239 Visualizações

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As condições do local de trabalho eram precárias, ambientes sujos, abafados e de péssima iluminação. Não havia direitos trabalhistas e a carga horária de trabalho chegava a ser de 18 horas por dia.

A mulher passou a ter dupla jornada, pois, além da tarefa de cuidar da casa e da educação dos filhos, ainda tinha que cumprir a carga horária de trabalho nas fábricas. As mulheres começaram uma luta por melhores condições de trabalho e, com a dificuldade em trabalhar e cuidar da prole partiram em busca de escolas, creches e queriam o direito da maternidade.

No século XIX, o motivo de suas lutas era por igualdade de jornada de trabalho para homens e mulheres e direito a voto.

De acordo com um artigo publicado no site rede mulher[2], em 8 de março de 1857, houve a primeira greve norte-americana conduzida somente por mulheres, 129 tecelãs da fábrica de tecidos Cotton, em Nova Iorque, pararam de trabalhar, com o propósito de reivindicar uma jornada de trabalho de 10 horas. A polícia reprimiu violentamente a manifestação fazendo com que as operárias se refugiassem dentro da fábrica. E juntamente com os donos das fábricas trancaram-nas no local e atearam fogo, matando carbonizadas todas as tecelãs. Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operarias de Nova Iorque.

3. O TRABALHO DA MULHER NO BRASIL

As mulheres vêm aumentando sua participação em todas as formas de ocupação no mercado de trabalho. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2003, a proporção de mulheres com carteira assinada no setor privado era de 37,7%. Em 2011, essa proporção foi de 40,4%.

A mulher, com o passar dos anos, tem deixado de ser só uma parte da família para se tornar o comandante dela em algumas situações, o que torna seu ingresso no mercado de trabalho uma vitória. Além das tarefas na empresa, precisa cuidar dos afazeres domésticos.

O marco para as mulheres na década de 90 foi o fortalecimento de sua participação no mercado de trabalho e o aumento da responsabilidade no comando das famílias. Sendo a maior parcela da população, viu aumentar o seu poder aquisitivo, o nível de escolaridade e conseguiu reduzir a defasagem salarial que ainda existe em relação aos homens.

Outra característica da década foi consolidar a tendência de queda da taxa de fecundidade iniciada em meados dos anos 60.

Sua história vem sendo escrita, baseando-se na queda da taxa de fecundidade e o aumento do nível de instrução da população feminina. Estes fatores vêm acompanhando a crescente inserção da mulher no mercado e a elevação de sua renda. A redução do número de filhos tem facilitado a presença da mão de obra feminina no mercado de trabalho, mas para os técnicos do IBGE, isso não é visto como uma das causas da maior participação das mulheres no mercado.

Segundo o IBGE (2012) as mulheres trabalharam, em média, 39,2 horas por semana em 2011, não apresentando variação significativa em relação a 2003. Em 2011, as mulheres que tinham de 8 a 10 anos de estudo, apresentaram a maior média de horas semanais habitualmente trabalhadas (39,8 horas) assim como em 2003. O grupo de mulheres que concluiu o nível superior, em 2003, apresentava a menor média de horas trabalhadas semanalmente, 37,2 horas. Entretanto, entre 2003 e 2011, este grupo apresentou aumento de 0,7 horas na média de horas trabalhadas, sendo o maior aumento entre todos os grupos de anos de estudo.

Para os grupos de mulheres com mais escolaridade, a média do número de horas trabalhadas aumentou, ao passo que, para aqueles que tinham menos que 8 anos de estudo foi possível verificar redução. As mulheres com nível superior completo apresentaram 0,7 horas de aumento. Já aquelas com 4 a 7 anos de estudo, 1 a 3 anos de estudo e sem instrução e menos de 1 ano de estudo apresentaram reduções de 0,4, 0,3 e 1,1 horas, respectivamente.

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4. DESIGUALDADES DE GÊNERO NO TRABALHO

Segundo artigo “Desigualdade entre homens e mulheres no Brasil está entre as piores do mundo” publicado no site O GLOBO online, publicado em 24 de julho de 2007.

”O Brasil está entre os dez países do mundo com os piores indicadores de desigualdade de gênero entre 58 países, segundo Pesquisa Executiva de Opinião, do Fórum Econômico Mundial, de 2006. O Brasil ficou na 51ª posição, atrás da Venezuela e Grécia e à frente de países muçulmanos como o Paquistão e Jordânia”.

Uma reportagem feita por Antônio Gois da Folha de São Paulo em 08 de abril de 2009 mostrou que, mesmo a mulher obtendo conquistas, há muito ainda a se avançar para igualarem suas rendas às dos homens.

A Pesquisa Nacional por Amostra dos Domicílios PNDA, do IBGE (2009) fez uma comparação de 62 profissões, onde ambos os gêneros ocupam o mesmo cargo, e foi constatado que, em apenas um caso a renda do trabalho delas era superior, sendo este de somente 2% a mais para elas, considerando a margem de erro da pesquisa. Foram comparados somente profissões com mais de 100 mil trabalhadores.

Essa desigualdade ocorre até em ocupações em que as mulheres são majoritárias, como trabalhadores de serviços domésticos (94% de mulheres trabalhando) ou costureiros (89%).

A PNAD (2009) mostrou, por exemplo, que as mulheres já representam 43% dos advogados, mas o rendimento delas equivale a apenas 72% do que recebe um homem na mesma ocupação. Essa diferença muitas vezes se dá em função da discriminação.

A diferença na média de rendimentos do trabalho ocorre também em profissões de menor qualificação. Um dos casos mais desiguais é o de trabalhadores na agropecuária. Nessa ocupação, a renda mensal das mulheres é de apenas R$ 27, ante R$ 190 dos homens.

Segundo reportagem “IBGE: no mercado de trabalho, permanece a desigualdade entre homens e mulheres” publicada no site UOL[3], 07 de março de 2008, um estudo feito pelo IBGE de 2003 a 2008, constatou que a porcentagem de mulheres com ensino médio completo é superior aos dos homens, aumentando de 51,3% para 59,9, enquanto que o dos homens foi de 41,9% para 51,9%.

Mesmo com maior índice de escolaridade, isso não fez garantidas melhores condições de emprego para elas. Estudos mostram também que a diferença de rendimentos entre os gêneros é ainda maior nas classes mais escolarizadas.

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