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Resumo redes capitulo 4 Kurosawa

Por:   •  22/8/2017  •  7.017 Palavras (29 Páginas)  •  290 Visualizações

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Em uma rede de circuitos virtuais, os roteadores da rede devem manter informação de estado de conexão, especificamente, cada vez, que uma conexão for estabelecida através de um roteador, um novo registro de conexão deve ser adicionado a tabela de repasse, de forma semelhantes, quando for terminada a conexão, esse registro deve ser excluído da tabela. Há três fases que podem ser identificadas num circuito virtual:

- Estabelecimento de CV: Durante a fase de estabelecimento, a camada de transporte remetente contata a camada de rede, especifica o endereço do receptor e espera até a rede estabelecer o CV. A camada de rede determina o caminho entre remetente e destinatário, ou seja, a série de enlaces e roteadores pelos quais todos os pacotes do CV trafegarão. A camada de rede também determina o numero de CV para cada enlace ao longo do caminho e, finalmente, adiciona o registro a tabela de repasse.

- Transferência de dados: pacotes podem começar a fluir ao longo do CV.

- Encerramento do CV: Começa quando o remetente informa a camada de rede seu desejo de desativar o CV, a camada de rede então informa ao outro lado da conexão o seu termino, e atualiza as tabelas de repasse ao longo do caminho.

Há uma distinção sutil entre o estabelecimento de CV na camada de redes e o estabelecimento de conexão na camada de transporte. Na camada de rede de CV, os roteadores ao longo do caminho entre dois sistemas finais estão envolvidos no estabelecimento de CV e cada roteador fica totalmente ciente de todos os CVS que passam por ele, diferentes da camada de transporte, que, envolve apenas os dois sistemas finais.

As mensagens que os sistemas finais enviam a rede para iniciar ou encerrar um CV e as mensagens passadas entre os roteadores para estabelecer o CV são conhecidas como mensagens de sinalização, e os protocolos usados para trocar essas mensagens frequentemente, são conhecidos como protocolos de sinalização.

4.2.2 – Rede de Datagramas:

Em uma rede de datagramas, toda vez que um sistema final quer enviar um pacote, ele marca o pacote com o endereço do sistema final de destino e então o envia para dentro da rede. Ao ser transmitido da fonte ao destino, um pacote passa por uma serie de roteadores. Cada um desses roteadores usa o endereço de destino do pacote para repassa lo. Especificamente, cada roteador tem uma tabela de repasse que mapeia endereços de destino para interfaces de enlaces; quando um pacote chega ao roteador, este usa o endereço de destino do pacote para procurar a interface de enlace de saída apropriada na tabela de repasse. Então, o roteador transmite o pacote para aquela interface de enlace de saída. Com a tabela de repasse a baixo, podemos identificar que o endereço de destino tem 32 bits. Com esse tipo de tabela, o roteador compara um prefixo do endereço de destino do pacote com os registros na tabela; se houver uma concordância de prefixos, o roteador transmite o pacote para o enlace associado àquele prefixo compatível. Por exemplo, suponha que o endereço de destino é :11001000 00010111 0000101100 10100001, como o prefixo de 21 bits desse endereço é igual ao primeiro registro da tabela, o roteador transmite o pacote para a interface de enlace 0. Porem, há exemplos de prefixos que se repetem, e a maneira de escolher é utilizando a regra da concordância do prefixo mais longo, isto é, encontra o registro cujo prefixo tem mais números de bits compatíveis com os bits do endereço do pacote e envia o pacote a interface de enlace associada com esse prefixo mais longo compatível. Embora em redes de datagramas os roteadores não mantenham nenhuma informação de estado de conexão, ainda assim mantem informação de estado de repasse em suas tabelas de repasse.

[pic 2][pic 3]

4.2.3- Origens das redes de circuitos virtuais e de datagramas:

Circuitos virtuais são utilizados nas redes de telefonia pois precisa da garantia de serviços, tempo de atraso controlado, porem, a complexidade das redes telefônicas é grande pois conectam sistemas finais não inteligentes.

Datagramas são utilizados na internet, apesar de oferecer garantias mínimas , facilita a conexão de redes que usam tecnologia de camada de enlace muito diferente e cujas taxas de transmissão e garantias de perda também são muito distintas.

4.3 – O que há dentro de um roteador?

Quatro componentes podem ser identificados:

- Porta de entrada: ela realiza as funções de camada física de determinar um enlace físico de entrada em um roteador. Realiza também funções da camada de enlace necessárias para interoperar com as funções da camada de enlace do outro lado do enlace de entrada. Realiza ainda uma função de exame e de repasse, de modo que um pacote repassado ao elemento de comutação do roteador surja na porta de saída apropriada. Pacotes de controle, são repassados de uma porta de entrada ate o processador de roteamento. Na pratica, varias portas são frequentemente reunidas em uma única placa de linha no interior de um roteador.

- Elemento de comutação: Conecta as portas de entrada de um roteador as portas de saída. Ele esta integralmente contido no interior do roteador, uma rede dentro de uma rede.

- Portas de saída: Armazena os pacotes que foram repassados para ela através do elemento de comutação e, então, transmite ate o enlace de saída. Assim, a porta de saída realiza o inverso da funcionalidade da camada de enlace e da camada física da porta de entrada.

- Processador de roteamento: Roda os protocolos de roteamento e mantem as informações de roteamento e tabela de repasse e executa funções de gerenciamento de rede dentro do roteador.

4.3.1 – Portas de entrada:

A escolha da porta de saída é feita usando informação contida na tabela de repasse. Embora a tabela de repasse seja calculada pelo processador de roteamento, uma copia da tabela é comumente armazenada em cada porta de entrada e atualizada, quando necessário, pelo processador de roteamento. Com copias locais da tabela de repasse, as decisões de repasse podem ser tomadas localmente em cada porta de entrada, sem chamar o processador de roteamento centralizado. Esse repasse descentralizado evita a criação de um gargalo de processamento de repasse em um único ponto no interior do roteador.

Em roteadores com capacidade limitada de processamento na porta de entrada, a porta pode simplesmente repassar o pacote para o processador de roteamento centralizado, que então,

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