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A Psicogênese da Língua Escrita

Por:   •  24/12/2018  •  1.423 Palavras (6 Páginas)  •  93 Visualizações

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Ao que se refere no campo educacional, o estudo apresentado por Ferreiro e Teberosky, induz a preocupação advinda dos educadores de encontrar o melhor e eficaz método de alfabetização, permitindo desde a pré-escola a aceitação de que todos podem produzir e interpretar escritas cada qual em seu nível, estimulando a criança para que ocorra a interação com a língua escrita e permitir o acesso o mais breve possível à escrita do nome próprio. Alfabetizar é um processo de construção contínuo que se inicia muito antes do ingresso da criança da escola, acontece simultaneamente em todos os espaços e contextos que a criança vive. No campo educacional, o educador deve possibilitar ao aluno a construção de seus conhecimentos. A criança, ao tentar compreender a língua falada a sua volta deverá formular hipóteses, buscar regularidades e criar sua própria gramática, através de um conhecimento que visa buscar a construção social com foco na reconstrução hipóteses da criança.

“Os motivos pelo quais este assunto se apresenta tão relevante estaria ligado aos resultados de pesquisas e estudos que tem comprovado como esse processo é influenciador na vida social dos indivíduos em longo prazo, e ao índice elevado de indivíduos que apresentam ter uma apropriação da leitura e escrita de forma mecânica, tendo diversas dificuldades em compreender ou fazer uso pleno da língua que se mostra tão presente em sua vida cotidiana” (FERREIRO, 2000).

A relevância da Psicogênese da língua escrita evidencia em relação a educação pública brasileira que os alunos não são identificados enquanto papel ativo no aprendizado e observa-se que ainda atua em escolas o método monótono de alfabetização, ou seja, o aprendizado adquirido por meio da técnica de cópia, de forma que os alunos acabam por ser repetidores de ideias ao invés de pensadores, fato que impossibilita a construção do próprio conhecimento e dificuldade na identificação de erros, uma vez que é essencial ao evidenciar como o aluno “releu” o conteúdo aprendido. Outro aspecto é a não identificação do próprio ritmo do aluno na aprendizagem da escrita, acarretando na atuação incorreta por parte do educador por não aplicar métodos para que cada aluno avance conforme o seu ritmo. (Questão Individual: Júlia Bonilha Medeiros)

A Psicogênese da língua escrita em relação à educação pública apresentou um grande nível de fracasso escolar em relação aos métodos tradicionais utilizados na alfabetização. Os alunos possuíam muita dificuldade devido ao método monótono de cópias e memorizações no qual os mesmos não seguiam um papel ativo na aprendizagem.

Alfabetizar deve ser um processo de construção contínua que se inicia antes do ingresso da criança da escola. A criança se apropria do sistema alfabético segundo as autoras através da interação com a língua escrita, a contemplação de usos e funções em diversas situações comunicativas.

É possível ressaltar a relevância da apropriação do novo método de alfabetização citado pelas autoras que desmistificam essa visão de certo ou errado, mostrando que a aquisição do sistema escrito realmente não se reduz ao domínio da fonética e gramática, mas sim ao que se caracteriza como um processo ativo onde a criança constrói as hipóteses de escritas. Os conceitos de Ferreiro e Teberosky apontam na direção de uma compreensão cada vez maior dos processos de aprendizagem dos diferentes conteúdos, sem distorcer o objeto a ser ensinado. (Questão Individual: Paola Geraldini de Araujo)

Bibliografia

Soares, Magda. Alfabetização e Letramento. Alfabetização e Letramento. Livro, online. 2010. Disponível em: . Acesso em 01 de Dez. de 2016.

Teberosky, Ana e Ferreiro, Emilia. A Psicogênese da Língua Escrita. Livro, 1979. Acesso em 01 de Dez. de 2016.

Melanias, Abner. Psicogênese da língua escrita, de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky. Online. 2009. Disponível em: https://letracao.wordpress.com/2009/12/25/psicogenese-da-lingua-escrita-de-emilia-ferreiro-e-ana-teberosky/>. Acesso em 01 de Dez. de 2016.

Matos, Havila de Almeida. Os Impactos Da Teoria Da Psicogênese Da Língua Escrita No Processo De Alfabetização No Brasil: Uma Revisão Bibliográfica Para Articulação Do Ensino-Aprendizagem. Revista Ceduce. Online, 2010. Disponível em: . Acesso em 01 de Dez. de 2016.

Souza, Marlon A. Pereira. A Evolução Da Escrita: A Psicogênese Da Língua Escrita. Online. 2012. Disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/a-evolucao-da-escrita-a-psicogenese-da-lingua-escrita/95930/#ixzz4RcxngNQu>. Acesso em 01 de Dez. de 2016.

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