Essays.club - TCC, Modelos de monografias, Trabalhos de universidades, Ensaios, Bibliografias
Pesquisar

ESTRUTURA MODELO PARA A ELABORAÇÃO DO TRABALHO FINAL DA DISCIPLINA

Por:   •  8/11/2017  •  3.539 Palavras (15 Páginas)  •  199 Visualizações

Página 1 de 15

...

No contexto acadêmico, este estudo possibilita uma reflexão por parte de estudantes, acerca das características de perfil que os empreendedores possuem e uma possível auto avaliação, tornando possível, a busca por treinamento e desenvolvimento nas áreas em que podem possuir fragilidades enquanto ao perfil empreendedor e as características avaliadas neste estudo.

No contexto social, o estudo contribui com os empresários do município, apresentando de uma forma geral quais as características predominantes no perfil dos empreendedores locais, abrindo possibilidades de identificar as fraquezas e fortalezas existentes, assim como os oportunidades de melhorias no que tange ao desenvolvimento pessoal dos gestores e para um possível próximo estudo, buscar relacionar as características identificadas com o desempenho das organizações assim, como ao modelo de gestão e as formas de negócio existentes na região do Alto Uruguai.

Para os pesquisadores, o estudo possibilitou uma ampliação do conhecimento científico na área do empreendedorismo, assim como uma evolução no que tange a todos os aspectos envolvidos na realização do trabalho.

---------------------------------------------------------------

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O presente trabalho tem por intuito abarcar a temática empreendedorismo e o perfil do empreendedor, apresentando conceitos e pesquisas que embasem o trabalho a ser realizado.

2.1 EMPREENDEDORISMO

O termo empreendedorismo tem origem Francesa (entrepreneur) que quer dizer "aquele que assume riscos para começar algo novo". Antigamente o termo empreendedor era dado as pessoas que comandavam os grandes centros de produção, mas essas pessoas não assumiam grandes riscos apenas supervisionavam e gerenciavam projetos (DORNELAS, 2005). Segundo Cunha (2004), a palavra empreender, imprehendere, tem origem no latim medieval, antes do século XV e significa tentar “empresa laboriosa e difícil”, ou ainda, “pôr em execução” (p.293).

Dornelas (2005) destaca ainda, que o primeiro uso do termo empreendedorismo pode ser creditado a Marco Polo, devido a seu papel entendido como aventureiro empreendedor, quando tentou estabelecer uma rota comercial para o Oriente com o intuito de comercializar mercadorias para um "homem que possuía dinheiro". Hoje mais conhecido como "capitalista"; o autor destaca ainda que na Idade Média o termo empreendedor estava vinculado à definição daquele que gerenciava grandes projetos de produção, mesmo que este individuo não assumisse grandes riscos. De acordo com o mesmo autor, no século XVII o empreendedor tinha um pacto com o governo onde era firmado um acordo contratual, antes da realização de qualquer serviço ou fornecimento de produtos. Como os preços eram pré-fixados, qualquer lucro ou prejuízo era por conta do empreendedor. Ainda de acordo, com Dornelas (2005, p. 30),

Richard Cantillon, importante escritor e economista do século XVII, é considerado por muitos como um dos criadores do termo empreendedorismo, tendo sido um dos primeiros a diferenciar um empreender - aquele que assume riscos -, do capitalista - aquele que fornecia o capital.

No que se refere ao século XVIII, um ponto importante a ser destacado foi a diferenciação entre o capitalista e o empreendedor, oriunda do processo de industrialização que ocorria no mundo. Nos séculos XIX e XX, houve uma frequente confusão de papéis entre administradores e empreendedores, o que conforme Dornelas (2005), ocorre até os dias de hoje, destacando ainda que todo empreendedor necessariamente deve ser um bom administrador, porém, nem todo bom administrador será um bom empreendedor.

O surgimento do empreendedorismo no Brasil se deu por volta da década de 1990 quando o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e a Sociedade Brasileira para Exportação de Software (SOFTEX), começaram a dar os primeiros incentivos ao empreendedorismo e à criação de micro e pequenas empresas. Naquela época o empreendedor não encontrava apoio e informações para dar inicio a sua empresa devido ao ambiente político e econômico do pais naquela época (DORNELAS, 2005).

Segundo Dornelas (2005), após o surgimento do conceito de empreendedorismo, o mesmo foi rapidamente expandido pelo pais, tendo como foco principalmente a classe média – baixa da sociedade. Um dos motivos, desta expansão, foi a grande taxa de desemprego que veio surgindo daquela época até hoje; os ex-funcionários das empresas tentavam por si próprios montar novos negócios, muitas vezes sem experiência no ramo. Para criação destes negócios, utilizavam como investimento inicial reservas que possuíam através do Fundo de Garantia por Tempo Serviço (FGTS) ou mesmo valores oriundos das rescisões de trabalho. Quando se davam de conta que não eram mais funcionários e sim proprietários também se deram de conta que por trás de uma empresa existem varias taxas de juros e impostos a serem pagos levando-os assim a um pedido de concordata. Esse pode ser indicado como o maior ponto que deu inicio a discussões a respeito do termo empreendedorismo.

2.2 PERFIL DO EMPREENDEDOR

Após um breve apanhado histórico acerca do empreendedorismo, faz-se necessário conceituar o tema. No decorrer das leituras observa-se que existem inúmeros conceitos e formas de entender a temática, de acordo com Schumpeter (1952, p.72): "O empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e materiais".

Dornelas (2005), define o empreendedorismo enquanto a transformação de ideias em oportunidades através do envolvimento de pessoas e processos. Para Degen (2005), o empreendedor é o agente do processo de destruição de forma criativa.

Quando comparado às outras áreas, Rizzato e Moran (2013) destacam que o empreendedor difere-se do administrador, pois o primeiro é capaz de inovar, assumir riscos e buscar independência, características tais que nem sempre são prioridades para o segundo. Em acordo no que se refere às características, Hashimoto (2006) destaca o fato de que esses três elementos (inovar, assumir riscos e buscar independência) só qualificam o empreendedorismo quando estão juntos.

De acordo com o SEBRAE (2015), empreendedor é aquele que inicia algo novo, que se antecipa aos demais no âmbito dos negócios, e ainda, o profissional que parte do sonho e do desejo para

...

Baixar como  txt (26.6 Kb)   pdf (145.1 Kb)   docx (23.6 Kb)  
Continuar por mais 14 páginas »
Disponível apenas no Essays.club