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TRABALHO FINAL DE GOVERNANÇA CORPORATIVA E EXCELÊNCIA EMPRESARIAL

Por:   •  11/3/2018  •  3.301 Palavras (14 Páginas)  •  194 Visualizações

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Diante desses avisos, os conselhos de administração das empresas poderiam realizar manobras e ações na tentativa de evitar ou mesmo minimizar os efeitos da crise financeira internacional desencadeada no ano de 2008. Os Erros de regulamentação do Governo Americano de certa forma, o governo americano incentivou os bancos a concederem empréstimos às pessoas com perfil relatado anteriormente. Talvez tenha sido esse o maior erro

O período entre 2007 e 2009 foi o auge de uma das maiores crises financeiras que o mundo presenciou. Empresas globais encararam diversas dificuldades frente às reduções de consumo, queda nas exportações e oscilações cambiais que trouxeram prejuízos, muitos deles irreversíveis. Neste momento onde a calmaria começa a apontar é possível tirar algumas lições para um futuro mais responsável. As características dessa crise nos leva a refletir sobre o papel da governança corporativa, sua aplicação prática e seu papel responsável na gestão das empresas. Antes de iniciar essa reflexão precisamos rever os fatos que resultaram nessa crise.

A velocidade da internet e das transações eletrônicas disseminou rapidamente pelo mundo os efeitos da crise, alastrada pelo capital financeiro, interconectado globalmente. Governos e suas equipes econômicas começaram a discutir o real impacto da crise para o mundo e para suas economias, enquanto bolsas de valores caíam vertiginosamente em diferentes regiões do planeta. O Lehman Brothers era um dos principais bancos dos EUA, e se enquadrava em uma categoria de empresas e instituições financeiras consideradas, até então, muito grandes para quebrar. Não foi o que se viu, e a debacle que se seguiu a este evento mostrou que muitos conceitos econômicos seriam seriamente reconsiderados nos anos seguintes, e os reflexos da crise podem ser sentidos até hoje em praticamente todo o globo.

A crise estendia-se do mercado financeiro à economia real, afetando diretamente o setor industrial, de serviços, empregos, consumo e renda. "A economia mundial não é mais apenas de fluxos, mas de estoques. Há o fluxo da renda nova, e da produção, mas também uma economia de estoques, sobretudo os estoques financeiros. Ele destaca que essa macroeconomia dos ativos financeiros funciona “como uma espécie de grande sanfona mundial, que infla e desinfla, interligando todas as bolsas mundiais”. O mundo está conectado". Bancos e instituições não bancárias interagiram nos mercados de derivativos de balcão, em especial nos mercados de derivativos de crédito.

Os impactos que a crise teve em cada país dependeram da exposição dos bancos a estes ativos tóxicos, da robustez do sistema financeiro de cada nação para suportar os efeitos iniciais, e das medidas adotaras por cada governo para responder aos desafios colocados pela turbulência financeira que se seguiu à quebra do banco norte-americano. Diferente das crises antecessoras, esta se concentrou, desde o primeiro momento, nos países centrais do capitalismo, com sistemas bancários mais comprometidos com os ativos tóxicos, cujos valores se erodiam em velocidade recorde. Mas a crise não se restringiu apenas a bancos americanos e europeus, alcançando também instituições não bancárias - fundos de investimento, hedge funds, private equities funds, instituições especializadas em hipotecas. Bancos ícones do capitalismo moderno, especialmente dos EUA, foram negociados, reduzidos, ou tiveram que receber recursos do governo para manterem-se de pé.

O segundo canal de transmissão foi o sistema financeiro, que no caso brasileiro atuou de forma distinta quando comparada aos países do centro capitalista. "Se por um lado os grandes bancos [brasileiros] não se envolveram com ativos de alto risco como os subprime, dada a existência de alternativa mais segura e rentável oferecida pelos títulos públicos, por outro os bancos de menor porte, com menor estrutura de captação de recursos no mercado de varejo, adotavam estratégias mais arriscadas, captando recursos via emissão de CDBs (Crédito de Depósitos Bancários) e vinculando-os a contratos de derivativos cambiais" citam os pesquisadores no texto, destacando como consequência o aumento da aversão ao risco e a preferência pela liquidez no sistema bancário nacional. "A contração do crédito atingiria empresas e consumidores, provocando redução da demanda agregada e desaceleração econômica".

A volta ao normal também se deu em setores da economia real. Dados da Confederação Nacional da Indústria apontam que em julho de 2009 o Brasil já havia recuperado metade dos quase 800 mil empregos perdidos nos primeiros meses da crise, e um ano depois a totalidade dos empregos foi recuperada. A partir de então o saldo entre vagas abertas e fechadas no país começou a ficar fortemente positivo, encerrando o ano de 2010 com a criação de mais de 2,5 milhões de empregos formais. Após perdas iniciais no comércio exterior, com diminuição das exportações e do saldo comercial, a balança comercial brasileira fechou 2010 com superávit de US$ 20,1 bilhões e as exportações brasileiras no ano passado somaram o recorde de US$ 201,9 bilhões, segundo dados do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

-Em nossa opinião, isso acontece devido a inúmeras razões, que procuraremos descrever a seguir, sem que a ordem de abordagem dessas razões, implique em maior ou menor importância das mesmas, para o bom funcionamento de um conselho de administração. Essas razões podem ser agrupadas em três grandes blocos, a saber: a metodologia utilizada na estruturação inicial ou na introdução de melhorias no funcionamento do conselho de administração; a qualificação e atuação dos seus membros; e finalmente, a natureza das funções desempenhadas por esse conselho de administração. Estruturação do conselho de administração. Qualquer conselho de administração ao ser implantado em uma empresa, ou mesmo, ao ser avaliado periodicamente, não pode deixar de levar em consideração, os aspectos determinantes para o seu bom funcionamento, a saber: Desenvolvimento conjunto e a formulação da estrutura básica devem ser feita com a participação ativa dos acionistas ou grupo de acionistas relevantes, uma vez que, o conselho de administração é o seu instrumento de atuação na empresa, além de que, esta participação na formulação, gera comprometimento com a estrutura proposta e com o seu bom funcionamento por parte desses acionistas.

Perfil e interesse dos principais acionistas da empresa. Um conselho de administração que conta com a participação de acionistas relevantes e conhecedores da empresa e de seus negócios e que tenham real interesse em atuar como conselheiro

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