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PSICOPEDAGOGIA OS JOGOS NA EDUCAÇÃO

Por:   •  17/10/2017  •  15.900 Palavras (64 Páginas)  •  142 Visualizações

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3.3.1. O Jogo Como Recurso Pedagógico

3.3.2. Jogo: Função Lúdica X Função educativa

3.3.3. O Jogo na Educação Especial

3.3.4. Papel do Educador Nos Jogos

3.3.5. Como Usar A Brincadeira Na Sala De Aula

3.3.6. Tipos de Jogos e Áreas Desenvolvidas

4 CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS

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1. INTRODUÇÃO

Brincar era atividade prioritária na vida da criança. Havia espaço nos quintais, nas ruas, nos parques. Amarelinha... pique-esconde... mãe da rua... roda.. rouba-bandeira... e tantas outras brincadeiras fundamentais no desenvolvimento da criança estão sendo esquecidas. A TV, o computador, a internet, o vídeo-game se instalaram no dia-a-dia das crianças com tanta naturalidade (comodidade) afetando o desenvolvimento físico-mental, deixando-as mais inquietas, hiperativas, desinteressadas a ponto de serem prejudicadas na trajetória escolar.

E o jogo é mais que brincar pois possibilita à criança a comunicação com o mundo, desenvolvendo a expressão oral e corporal. Sabemos que o desenvolvimento social das crianças é vital em qualquer programa escolar, tanto no aspecto moral como no cognitivo quanto no político e no emocional.

Os jogos constituem então um conteúdo natural no qual as crianças são motivadas a cooperar para elaborar/seguir regras. E a escola é o lugar que poderá oferecer ao aluno o contato criterioso com os jogos.

Considerando esses fatores, escolhemos buscar argumentos que enfatizassem a importância dos jogos na educação. E para aprofundar nossos conhecimentos nesse assunto selecionamos diferentes autores com bibliografia específica sobre o tema e, buscamos nos principais teóricos da educação, embasamento para essa nossa investigação.

Apresentamos, também, brincadeiras e jogos que fazem parte do patrimônio histórico-social que estão sendo esquecidos com o passar do tempo. Acreditamos que trazendo para as aulas atividades que são fonte de alegria estaremos resgatando o prazer da aprendizagem. O jogo, além de ser uma atividade lúdica, é um desafio permanente ao raciocínio e um exercício poderoso para estimular a socialização e a capacidade construtiva da criança.

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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. VISÃO HISTÓRICA DOS JOGOS NA EDUCAÇÃO

Por que você pergunta sobre os significados do brincar? Quando é o que eu penso e faço cada dia. ‘Brincar’ é fazer o que minha natureza deseja. ‘Trabalhar’ é fazer o que minhas aptidões conseguem. (CHESTER, 1915 apud FRIEDMANN, 1996, p. ?????? não temos mais – retirar ou deixar sem).

O jogo e sua utilidade na educação aparece desde a antiguidade greco-romana sendo utilizado como relaxamento necessário a atividades que exigem esforço físico, intelectual e escolar. Era visto nesta época como atividade recreativa.

Durante a Idade Média, foi considerado como algo “não sério” por associação ao jogo de azar, muito difundido na época.

O jogo serviu para divulgar princípios de moral, ética e conteúdos de historia, geografia e outros, no Renascimento, que vê a brincadeira como conduta livre, que favorece o desenvolvimento da inteligência e facilita o estudo. Foi o período da “Compulsão lúdica”.

É no Renascimento que o jogo aparece como conduta típica e espontânea da criança. Com sua consciência poética do mundo, reconhece na criança uma natureza boa, semelhante a alma do poeta, considerando o jogo sua forma de expressão, espontânea e livre.

Adriana Friedmann (1996, p. ????? idem) diz que “esse novo lugar dado à criança e seu jogo tem como representantes filósofos e educadores como Jean-Paul Richter, Hoffmann e Fröebel.

Por influencia de Rosseau que inicia a perspectiva genética, o séc.XVII exige o conhecimento da criança como via de acesso à origem da humanidade, num axioma que parte do principio de que toda mundo criança é naturalmente poetas.

O papel educativo do jogo no Brasil do século passado foi influenciado por Fröebel que definia a prática de uma pedagogia do jogo espontâneo, cujo conteúdo envolvia a movimentação das crianças de acordo com os versos por elas contados. Acreditava-se que, desenvolvido livremente pela criança, o jogo tinha efeitos positivos na esfera cognitiva, social e moral.

Com a infância do Positivismo e do Darwinismo (séc. XIX) o jogo recebe um estatuto cientifico nos quadros da Biologia, sendo considerado uma necessidade biológica, um instinto e, psicologicamente, um ato voluntário. Teóricos como Gross relaciona o jogo com a educação, como treino de instintos herdados.

Claperéde recorre à Psicologia infantil, com influências do Romantismo e da Biologia, onde o jogo infantil desempenha papel importante como motor do auto-desenvolvimento e, em conseqüência, método natural da educação.

Piaget (1978, 1977) adota em parte o referencial “escolanovista” dando destaque à imitação que participa de processos de acomodação, na forma de assimilação. Kishimoto (1996, p. ?????? idem – FORNECER DADOS PARA REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA KISHIMOTO, Tzuko Morchida : Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação – Editora Cortez????) esclarece que, na teoria de Piaget, a brincadeira não recebe uma conceituação especifica, aparece como “forma de expressão da conduta, dotada de características metafóricas como espontânea, prazerosa, semelhantes às do Romantismo e às da Biologia”.

Para psicólogos freudianos, a brincadeira infantil é o meio de estudar a criança e perceber seus comportamentos, usando-a como meio de diagnóstico e tratamento de problemas da criança.

Os paradigmas para explicitar o jogo infantil em Vigotsky baseiam-se na filosofia marxistalenista, que acredita que o mundo é resultado de processos históricos sociais que alteram o modo de vida e de pensar do homem. Dessa forma, até mesmo as brincadeiras são condutas construídas como resultados de processos

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