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Resenha livro professora sim tia não

Por:   •  11/12/2017  •  1.864 Palavras (8 Páginas)  •  229 Visualizações

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entre a paciência e a impaciência – a paciência sozinha pode levar à acomodação; a impaciência, por sua vez, a um ativismo irresponsável.

Quinta carta

O Primeiro dia de aula

É normal surgir sentimentos de insegurança, timidez e até medo. Mas é preciso assumir para assim vencer. O professor deve estar sempre atento, para que com o tempo na classe, possa identificar cada aluno, as diferentes necessidades e diferentes histórias de vida. É preciso ganhar a confiança dos educandos e, para isso deve-se permitir que eles se vejam respeitados, inclusive frente ao que é imposto como realidade e que muitas vezes se distancia da verdadeira vida que o mesmo leva.

Sexta carta

Relações entre a educadora e os educandos

Os laços entre a educadora e os educandos envolvem a questão da aprendizagem, do processo do conhecer – ensinar – aprender, da autoridade, da liberdade, da leitura, da escrita, das virtudes da educadora, da identidade cultural dos educandos e do respeito devido a ela.

A prática educativa é um desastre quando deixa de existir uma relação coerente entre o que a educadora diz e o que ela faz. Por exemplo: “O que se pode esperar para a formação dos alunos de uma professora que protesta contra as restrições a sua liberdade por parte da direção escolar, mas ao mesmo tempo interfere a liberdade dos educandos?”

Diante dessa contradição o educando tende a não acreditar no que a mesma diz. Acaba esperando o próximo deslize. E como afirma Paulo Freire: “Se esta coisa que está sendo proclamada mas, ao mesmo tempo, tão fortemente negada na prática, fosse realmente boa, ela não seria apenas dita mas vivida” (p.76).

Sétima carta

De falar ao educando a falar a ele e com ele; de ouvir o educando a ser ouvido por ele

Existem momentos em que o professor como autoridade na sala de aula fala com o educando, dizendo o que deve ser feito; em outros, fala com o aluno. A experiência equilibrada, entre o falar ao e o falar com os educandos é essencial para a formação de cidadãos responsáveis e críticos.“É ouvindo o educando, tarefa inaceitável por uma educadora autoritária, tal que não aceita ou não admite os próprios erros, que a professora democrática se prepara cada vez mais para ser ouvida pelo educando. Mas, ao aprender com o educando a falar com ele porque o ouviu, ensina o educando a ouvi-la também”

Oitava carta

Identidade cultural e educação

A identidade é a relação contraditória entre o que herdamos e o que adquirimos em nossas experiências sociais, culturais, ideológicas e de classe. O primeiro passo para o respeito à identidade cultural dos educandos é o reconhecimento de nossa identidade. É na prática de experimentarmos as diferenças que nos descobrimos como “eus’ e “tus”. Pois “é sempre o outro enquanto tu que me constitui como eu na medida em que eu, como tu do outro, o constituo como eu” (p. 96).

Sendo assim, é destacado a importância de se respeitar as diferenças e valorizar o contexto social dos alunos, tal como a maneira como cada um se expressa, como cada um fala.

Nona carta

Contexto concreto – contexto teórico

Paulo Freire ressalta a importância de procurar sempre entrelaçar os dois contextos concreto e o teórico, pois é impossível ensinar conteúdos sem saber como pensam os alunos (contexto concreto), ou seja, no seu cotidiano. Assim, é importante saber o que eles já sabem para, a partir daí, ajudá-los a aprofundar os conhecimentos que já possuem bem como apresentar a eles aquilo que ainda não sabem.

Décima carta

Mais uma vez a questão da disciplina

A disciplina é um dos mais básicos princípios, seja no trabalho intelectual, na leitura séria de textos, na escrita cuidada, na observação e análise de fatos e no estabelecimento de relações entre eles.

Ao professor cabe ensinar, e não transmitir conhecimento. E para que se consiga, de fato, ensinar (ou seja, para que o educando realmente aprenda), antes é preciso que ele se prepare, invista numa formação rica, sólida e abrangente, tornando-se, enfim, produtor do conhecimento que lhe foi ensinado.

Última palavras

Saber e crescer – tudo a ver

Para saber é preciso crescer. Não é possível saber sem crescimento, e não é possível crescer sem sabedoria. Absorver o que é proposto desde que nascemos e aprender porém questionar, ser crítico quanto ao mundo e as coisas ao nosso redor. O saber é um processo social e individual ao mesmo tempo. Mas para isso é preciso que o saber de minorias dominantes não proíba o crescer das imensas minorias dominadas.

FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não – cartas a quem ousa ensinar. São Paulo, Editora olha D´água. 1997.

Biografia

Paulo Reglus Neves Freire nasceu em19 de setembro de 1921 em Recife - São Paulo 2 de maio de 1997 Filho de Joaquim Temístocles Freire, capitão da Polícia Militar de Pernambuco e de Edeltrudes Neves Freire, Dona Tudinha, Paulo teve uma irmã, Stela, e dois irmãos, Armando e Temístocles.

Foi um educador, pedagogista e filósofo brasileiro. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial,tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. É também o Patrono da Educação Brasileira. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política.

Autor de Pedagogia do Oprimido, livro que propõe um método de alfabetização dialético, se diferenciou do "vanguardismo" dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo

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