O Retorno do Ator, Alain Tourraine
Por: Salezio.Francisco • 21/12/2017 • 1.039 Palavras (5 Páginas) • 368 Visualizações
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De certa maneira o racionalismo se foi, temos agora algo novo registrado da seguinte maneira: “Um dos grandes relatos da modernidade mostra a secularização conduzindo do mundo encantado dos deuses ao mundo desencantado mas cognicível das coisas.” (Será que existe algo cognicível que não seja racional?) Saímos do mundo “encantado” para o mundo auferível a partir do “sujeito”.
Estamos no fim de toda a escravidão possível e concebível, nas palavras finais do autor neste ensaio: “ O que melhor define a modernidade não é o progresso das técnicas, nem o individualismo crescente dos consumidores, mas a exigência de liberdade e sua defesa contra tudo o que transforma o ser humano em instrumento, em objeto, ou em um absoluto estranho”.
COMENTÁRIOS PESSOAIS
Portanto o que nos cabe? Aguardar que este novo “sujeito” possa nos trazer as maravilhosas respostas que a civilização ainda não conquistou, aguardar que este antropocentrismo temperado com um liberalismo requentado a moda francesa possa nos trazer enfim o absoluto! Um mundo de “sujeitos” não mais um mundo de atores ou indivíduos e Deus fica do lado de fora como um ídolo desnecessário que desgraçadamente nos oprimiu durante toda a idade média, no que pese o fato de que o constructo teológico romano não possui nem uma coerência com o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo.
Aguardemos que o “sujeito” responda a proposição de Ainsten cuja qual afirmou – sendo ele por quase toda sua vida um ateu – que “Existe um princípio inteligente no universo.”
Podemos aguardar agora com maior tranquilidade esse mundo novo e livre do “sujeito” que não é mais um objeto (a não ser dele mesmo). Esse mundo parece estar em perfeita sintonia com o ideal filosófico grego que preconiza a razão como capaz de descortinar todos os mistérios do universo e da vida! Será mesmo?
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