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FEIRA LIVRE: FATORES QUE INFLUÊNCIAM JOVENS FEIRANTES A INGRESSAREM EM INSTITUIÇÕES DE ENSINOSUPEROR

Por:   •  1/6/2018  •  2.647 Palavras (11 Páginas)  •  139 Visualizações

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Nessa contextualização nota-se que há uma constante quebra de paradigmas dos jovens feirantes modificando, assim, a associação de trabalho e profissão. O trabalho aqui em foco considera-se o espaço ocupado por esses jovens enquanto participador ativo no meio da feira livre, entretanto, a profissão é considerada como seus projetos de vida na condição de seres influenciáveis e participador ativo do constante conflito de classes nesse jogo dinâmico chamado sociedade capitalista (MARX, 1999).

É importante considerar que cada vez mais ocorre rupturas de conceitos sociais, os quais influenciam tanto os trabalhadores mais velhos quanto os mais jovens em relação as suas perspectivas sociais, já que modificou-se o quadro de classes, mencionado aqui como conceitos, onde o rico é a classe que nasceu para ter todos os benefícios possíveis tal como educação, aqui em foco o nível superior. [pic 5]

Essas rupturas de conceitos pelo qual fizeram com que seus receios diante da sua estrutura familiar e meio social se modificassem, advém de uma alienação social, que quer queira quer não, influência a acentuação do antagonismo de classes, nesse espaço social aonde a relação estabelecida entre o feirante e seus possíveis fregueses os tornam evidentes (MARX,1999).[pic 6]

Sendo assim, nota-se o quão os indivíduos são influenciáveis pelo entorno social em que se encontram, logo, suas ações são dotadas de intencionalidades individuais, porém orientadas pela ação de outros (WEBER,ANO,P).

Nessa rede de relações sociais vê-se que a busca de condições por melhoria de vida, ocorre pela falta de uma maior confiabilidade na continuação da feira-livre, resultados que podem ser observados pelas ações que os indivíduos envolvidos nesse nicho apresentam, a exemplo, da procura por inserção dos jovens feirantes delmirenses em IES que configuraria para estes um novo status e uma maior inserção no mercado de trabalho.

Logo, não mais teriam uma maior preocupação de estabilidade financeira, por mais que esses jovens tenham o apoio de familiares, amigos, além da influência de seus fregueses e do próprio sistema econômico, suas ações são de caráteres individuais.

Ações essas cada vez mais influenciadas pela compreensão das mais diversas relações interpessoais presentes nessa nova contextualização do necessário para que uma sociedade seja desenvolvida, ou seja, esse novo encaixe social vem a ter como foco a inserção da classe média no ciclo universitário.

Essa inserção tornou-se mais fácil com a criação de programas educacionais e a liberação de crédito nas mais diversas Instituições de Ensino Superior, além da criação do sistema de cotas e programas assistenciais como bolsa permanência, auxílio moradia e auxílio transporte fizeram com que esses jovens e seus familiares tivessem novos conceitos e ações antes pouco imaginadas para seu padrão social.

Nesse sentido é importante frisar que a feira livre tem sua própria forma de sociabilidade, e que focalizar e descrever como se relacionam seus agentes e atores sociais fez compreender a quebra de paradigmas ocorridas com alguns indivíduos da feira livre de Delmiro Gouveia-AL.

Logo, os jovens feirantes da feira livre delmirense tem o constante dever de lhe dar com seus diversos rótulos, fatores influenciáveis na sua inserção em IES e seus novos paradigmas sociais.

- ESTUDO ANALÍTICO DOS DADOS DA PESQUISA DE CAMPO

No Gráfico 1, a seguir, tem-se o percentual de homens e mulheres que trabalham na feira-livre de Delmiro Gouveia-AL.

Gráfico 1: Percentual de trabalhadores do sexo masculino e feminino presentes na feira-livre de Delmiro Gouveia-AL.

[pic 7]

Realizada de forma aleatória, 55% das pessoas entrevistadas eram mulheres e 45% homens. Desta forma, percebeu-se que na feira-livre delmirense não há distinção de sexo. Homens e mulheres dividem o mesmo espaço e desempenham as mesmas funções.

O Gráfico 2, abaixo, mostra o percentual de trabalhadores da feira-livre que se autodeclaram brancos, pretos, pardos ou indígenas.

Gráfico 2: Trabalhadores autodeclarados brancos, pretos, pardos ou indígenas.

[pic 8]

Quanto à cor notou-se que quase metade dos feirantes consideram-se negros (40%), seguidos de pardos (35%) e brancos (25%). Não houve registro de pessoas que se autodeclaram indígenas.

Sendo assim, observa-se que os atributos referentes ao perfil social dos entrevistados não se remete a uma distinção racial, mas a um antagonismo de classes, onde, ocorre a predominância de uma classe média baixa. Ou seja, são famílias que em sua maioria possuem renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo, conforme demonstra o Gráfico 3.

A renda familiar dos pesquisados é no máximo de 01 (um) salário mínimo (50%). Uma pequena parte declarou receber um pouco mais de um salário (15%). Enquanto uma outra parcela disse ter uma renda mensal maior que 02 (dois) salários mínimos.

Gráfico 3: Renda familiar dos feirantes delmirenses.

[pic 9]

O grau de escolaridade tanto dos pais feirantes quanto dos filhos está evidenciado no Gráfico 4, a seguir.

Gráfico 4: Grau de escolaridade dos pais e dos seus respectivos filhos.

[pic 10]

No quesito escolaridade quanto menor o grau de instrução dos pais maior o grau dos filhos. Enquanto a maioria de seus genitores dotavam-se apenas do ensino fundamental incompleto (47%) ou sequer tiveram acesso à escola (19%), paralelamente, os filhos possuíam o ensino médio completo (55%) ou estavam para concluir (25%).

O Gráfico 5, mostra o percentual de filhos de pais feirantes que pensam em ingressar em Instituições de Ensino Superior (IES).

Gráfico 5: Percentual de filhos de pais feirantes que pensam em ingressar em IES.

[pic 11]

Quando a pesquisa foi direcionada aos filhos dos feirantes detectou-se que a grande maioria dos pesquisados (65%) planejam ingressar numa Instituição de Ensino Superior. Os fatores que influenciam esta escolha podem ser melhor observados no Gráfico 6, abaixo.

Gráfico

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