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RESENHA LIVRO: ÉTICA HUMANISTA E PSICOTERAPIA

Por:   •  8/4/2022  •  Artigo  •  1.379 Palavras (6 Páginas)  •  116 Visualizações

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HINGRID MAYARA ANTONOVICZ DUARTE ANTONIO

RESENHA LIVRO: ÉTICA HUMANISTA E PSICOTERAPIA

                                                     Professora: Martinha Costa Rego

FOZ DO IGUAÇU

2020

A RESENHA LIVRO: ÉTICA HUMANISTA E PSICOTERAPIA  

Carls Rogers (1902-1987) foi um revolucionário em prática em atendimento psicológico, no que consiste em um atendimento sem limitações, no particular de cada indivíduo tentando encontrar uma solução e superar suas dificuldades. As contribuições que os psicólogos tinham antigamente em outras formas se resumiam em que o profissional tinha um saber absoluto e que só o profissional tinha a solução dos problemas, em que a pessoa não conseguia ver. Rogers sem negar os valores do saber psicológico, ele foi radical e trouxe outra forma de atendimento, ele queria facilitar em relação à ajuda do profissional com o paciente, o mesmo gerou umas preposições paradoxais, sendo elas: que o saber do psicólogo de nada serve, o psicodiagnóstico limita o paciente e acaba sendo um contraponto para a melhora do mesmo, na relação de ajuda o profissional deve abandonar todas as técnicas e procedimentos padronizados, o cliente é que sabe quando se termina o atendimento. Rogers diz que não queria ser um revolucionário, ele queria propor um atendimento acolhedor para os indivíduos, a contribuição dele não foi técnica, mas sim ética, mudando o modo de receber e solucionar um problema, Rogers diz que quando os profissionais se depararam com um problema, temos a tendência construída de pensar sobre objetivamente assim depois de analisar, formular uma solução objetiva, assim deixando outras formas de pensamentos virem átona.

A partir dos pensamentos de Rogers, o próprio humanismo se torna mais claro. O indivíduo e suas decisões são determinados por causas manipuláveis causas internas e externas, motivações inconscientes e representações, memórias passadas e da história do cliente, lhe da o nome desse atendimento psicológico como determinista. O atendimento determinista compreende-se em um sistema no qual tudo vem a ser por causas anteriores, tornando os efeitos que se seguem destas causas necessários e inevitáveis, tem um olhar analítico afim de um diagnóstico e a partir dele parte uma estratégia de intervenção, o homem concreto é visto como resultado ou efeito de causas anteriores. O pressuposto humanista é diferente, é um princípio norteador de uma prática psicológica que ratifica a vida e as inúmeras possibilidades que o ser humano tem de operar mudanças em seu autoconceito, em seu comportamento e em suas atitudes diante das situações vividas, uma vez dadas às condições necessárias de forma “otimista”, onde o ser humano tem capacidade de orientar sua própria vida de forma positiva para si mesmo, o homem é visto como livre ou causa de suas ações.
Ao contrário de outros estudiosos que focavam sua atenção no ser humano “doente”, Rogers concentrava-se no estudo do homem sadio, não daquele indivíduo passivo à espera de uma “cura milagrosa”, mas de um homem em processo de mudança. A esse indivíduo dominou cliente, surgindo, assim, um novo conceito de psicoterapia, a Terapia Centrada no Cliente (ou na Pessoa).

Tal abordagem via no processo psicoterapêutico uma relação de cooperação entre psicólogo e cliente, visando o desenvolvimento pleno, a descoberta do “Eu” e a autorrealização. Tal qual o movimento que lhe deu origem, a Terapia Centrada no Cliente via o homem de maneira global, respeitando sua individualidade e acreditando em suas potencialidades. O autor defendia que a psicoterapia não deveria se concentrar em um problema específico, mas sim todos os sentimentos que estão em torno daquele problema, e como o indivíduo se sente a partir dele.

A abordagem central da pessoa (ACP) se encontra nas atitudes e das ações, Rogers

 defendeu a idéia de que o núcleo básico da personalidade humana era a tendência à saúde e ao crescimento. Há três pressupostos básicos e simultâneos que devem acontecer para que o relacionamento entre terapeuta e cliente ocorra e para que haja a descoberta desse núcleo positivo que há dentro de cada sujeito. Sendo elas: a consideração positiva, incondicional empatia e a congruência.

Se insere na corrente da Psicologia Humanista, a Abordagem Centrada na Pessoa desenvolve-se a partir da década de 40 nos Estados Unidos da América. Como reação às práticas e aos modelos teóricos que então dominavam a Psicologia e a psicoterapia ( Comportamentalista e Psicanálise), Carl Rogers, traz para a psicoterapia uma diferente perspectiva do Homem e, consequentemente, uma forma diversa de encarar a pessoa que pede ajuda e a relação terapeuta/cliente, com a ideia que reduz o Homem a uma existência fatalmente determinada por fatores que, quer do exterior (por exemplo pressões sociais ou culturais), quer do interior (impulsos inconscientes ou características herdadas) o condicionam na sua capacidade de livre arbítrio, Carl Rogers vê o ser humano como próprio dotado de liberdade e de poder de escolha. Para ele ACP não é uma psicologia, nem uma linha psicológica.

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