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Democracia e terror

Por:   •  13/3/2018  •  1.470 Palavras (6 Páginas)  •  4 Visualizações

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Ainda, é importante ressaltar que esta influência exercida pela mídia é de extrema importância, visto que, um Estado Nacional não consegue funcionar sem a participação e o apoio de grande parte da sua população. O que, segundo Hobsbawm cita em seu texto, é um dos pontos que, de certo modo, enfraquece a democracia atualmente em diversas localidades. Como exemplo, ele questiona a legitimidade democrática na eleição de autoridades, como o congresso dos Estados Unidos, que foi eleito por apenas um terço do eleitorado, diante à premissa de eleição popular como principal critério democrático. E também cita o caso da União Europeia, que não está tão sujeita à opinião pública, visto que, a participação popular nas eleições parlamentares da Europa foi de menos de 50%.

Apesar disso, ainda na perspectiva do autor de “Globalização, democracia e terrorismo”, tanto a UE quanto os Estados Unidos, quando postos diante de qualquer sinal de falta de outros países para com a democracia, insistem em se posicionar contra, e até tomar medidas repressoras. Deste modo, ignorando a complexidade que envolve o nosso planeta, e que a democracia não pode ser simplesmente implantada à força, o que inclusive vai contra os princípios da mesma. Inclusive, se voltarmos um pouco na história, nos depararemos com um cenário no qual países como Estados Unidos e Reino Unido invadiram o Iraque em 2003, mesmo com o aval de um reduzido número de pessoas, assim como ocorre em um estado não democrático, o que mostra no mínimo uma certa seletividade na hora de decidir o que entra ou não como democracia na concepção de certos países.

Em sala, muito foi discutido este tipo de ação, principalmente se tratando dos EUA. Os alunos, assim como o autor do texto, colocaram o país como messiânico, sempre à procura de um arqui-inimigo para sair como uma espécie de herói, de modo a justificar diversas medidas extremamente questionáveis que foram por ele tomadas ao longo de sua história. Como exemplos foram postos: capitalismo X comunismo, a guerra às drogas, democracia X governos ditatoriais, além da guerra ao terror.

Também foi debatido em sala o texto “Guerra do Golfo: a crise da nova ordem mundial” de Virgílio Arraes. A Guerra do Golfo ocorreu quando o Iraque de Saddam Hussein invadiu o Kuwait, sob acusação de que o segundo estava prejudicando a economia iraquiana, visto que, o país estava extraindo petróleo excessivamente, causando assim a desvalorização da commoditie. O que houve de “especial” quanto à essa guerra foi o fato de ter sido a primeira a ser transmitida ao vivo, o que dava a impressão às pessoas que todas as informações estavam sendo noticiadas, quando na verdade os interesses, tanto por parte da imprensa quanto por parte do governo, eram políticos. Portanto, ocorreram diversas distorções de informações quanto à população e cultura iraquiana.

Como foi mencionado anteriormente, a mídia tem um poder de influência enorme sobre as massas, e os Estados Unidos tem um caráter messiânico. Estes dois fatores combinados levaram à uma onda de preconceito em relação aos iraquianos, colocando-os como inimigos e malvados, enquanto os americanos eram feitos heróis. Quando na verdade o caso era que existiam dois países diferentes que pretendiam, através da força militar, atingir os mesmos objetivos (capital e petróleo).

Minha conclusão quanto aos textos e ao debate é de que os Estados Unidos é um país genial quando se fala em utilização da imprensa para a reafirmação e continuidade da sua hegemonia enquanto potência mundial. O que não é necessariamente bom, visto que seus “arqui-inimigos” do ISIS apresentam esta mesma característica. Fato que me faz questionar se é afinal o Estado Islâmico que se deve temer, sendo que, quem manipula outros países de formas diversas para continuar como hegemônico não é o estado tido pelo ocidente como terrorista, mas sim um estado que se diz apoiador de direitos humanos, perpetuador da paz, e, acima de tudo, democrático.

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