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ANÁLISE E APLICAÇÃO DE FERRAMENTAS ESTRATÉGICAS DA ADMINISTRAÇÃO: UM ESTUDO DE CASO NUMA FÁBRICA DE CACHAÇA NO MUNICÍPIO DE AREIA-PB.

Por:   •  17/11/2017  •  3.943 Palavras (16 Páginas)  •  166 Visualizações

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Segundo Dias (2005), acredita-se que por meio de uma análise do ambiente externo é verificado fatores como economia, política, aspectos sociais, demográficos, culturais e tecnológicos, sendo possível mostrar à empresa os caminhos que devem ser seguidos por ela, tendo sempre uma perspectiva de crescimento da empresa e de todos os envolvidos nesse processo de produção.

[pic 1]

Figura 1- Modelo Ilustrativo da matriz de SWOT padrão

Fonte: Adaptado de Ferrell (2000).

Onde analisando a figura temos:

- Forças - Correspondem aos recursos e capacidades da empresa que podem ser combinados para gerar vantagens competitivas com relação a seus competidores. Incluem: marcas de produtos, conceito da empresa, participação de mercado, vantagens de custos, localização, fontes exclusivas de matérias-primas e grau de controlo sobre a rede de distribuição.

- Fraquezas - Os pontos mais vulneráveis da empresa em comparação com os mesmos pontos de competidores atuais ou em potencial: Incluem: pouca força de marca, baixo conceito junto ao mercado, custos elevados, localização não favorável, falta de acesso a fontes de matérias-primas e pouco controle sobre a rede de distribuição.

- Oportunidades - Correspondem às oportunidades para crescimento, lucro e fortalecimento da empresa, tais como: necessidades não satisfeitas do consumidor, aumento do poder de compra do mercado e disponibilidade de linhas de crédito.

- Ameaças - Correspondem a mudanças no ambiente que apresentam ameaças à sobrevivência da empresa, tais como: mudanças nos padrões de consumo, lançamento de produtos substitutivos no mercado e redução no poder de compra dos consumidores.

2.3.2. Análise de Porter

O modelo das Cinco Forças de Porter (1986) pode ser compreendido como uma ferramenta que auxilia a definição de estratégia da empresa e leva em consideração tanto o ambiente externo como o interno. O conhecimento das fontes subterrâneas da pressão competitiva constitui-se nos pilares da agenda estratégica para a ação. Elas realçam os pontos fortes e os pontos fracos mais importantes da empresa, inspiram seu posicionamento no setor, ilumina as áreas em que as mudanças estratégicas talvez proporcionem o maior retorno e identificam os pontos em que as tendências setoriais são mais significativas em termos de oportunidades ou ameaças.

As Cinco Forças de Porter (1986) causam impacto sobre a lucratividade em um dado setor. Cada uma delas deve ser analisada em um nível de detalhamento considerável, pois para uma empresa desenvolver uma estratégia competitiva precisa estar em consonância com tal estrutura. Tais influências externas são:

- As ameaças de novos entrantes;

- O poder de negociação dos fornecedores;

- O poder de negociação dos compradores;

- As ameaças de serviços substitutos;

- A rivalidade entre as empresas existentes.

A figura 2 a seguir mostra essas influências externas:

[pic 2]

Figura 2 - As cinco forças competitivas da Análise do mercado de Porter

Fonte: Porter (1986)

O conjunto dessas forças determina o potencial de desempenho. A análise das ameaças relacionadas ao modelo de Porter permite identificar os elementos da estrutura de um dado setor e determinar a importância de cada um deles nesse contexto. Desta forma, é possível compreender a complexidade e os fatores críticos dos concorrentes internos e externos que ameaçam o desempenho e desenvolver estratégias para neutralizá-los.

Analisando as forças uma por uma, temos:

- As ameaças de novos entrantes:

Esta força refere-se ao grau de competitividade do mercado ou até que ponto as empresas são capazes de entrar no mesmo e concorrer por clientes. Para Porter, os novos entrantes em um setor trazem novas capacidades, o desejo de ganhar participações no mercado e, em geral, recursos substanciais.

Por outro lado, existem duas expectativas dos entrantes em relação às barreiras: a existência já consolidada de barreiras de entrada e a ameaça de reação dos competidores já estabelecidos (PORTER, 1986).

- O poder de negociação dos fornecedores:

O poder de negociação dos fornecedores é capaz de exercer ameaça ao desempenho das empresas de uma indústria através da elevação dos preços ou da redução da qualidade dos bens e serviços. Assim, os fornecedores poderosos dispõem de condições para espremer a rentabilidade de um setor que não consiga compensar os aumentos de custos nos próprios preços.

Segundo Porter (1999), um grupo de fornecedores é poderoso se:

- O mercado for dominado por poucas empresas e se for mais concentrado do que o setor comprador;

- O seu produto for diferenciado ou se ele desenvolveu custo de mudança;

- Esses produtos não serão obrigados a competir com outros produtos nas vendas ao setor de varejo;

- Esses fatores representam uma ameaça concreta de integração para frente.

- O poder de negociação dos compradores:

Da mesma forma que os fornecedores possuem poder de negociação, os clientes também são capazes de forçar a baixa dos preços, de exigir melhor qualidade ou de cobrar mais prestação de serviços, jogando os concorrentes (fornecedores) uns contra os outros – em detrimento dos lucros do setor.

Segundo Porter (1999) um grupo de comprador é poderoso se:

- Os compradores forem mais concentrados ou comprarem em grandes volumes;

- Os produtos adquiridos no setor forem padronizados ou não diferenciados;

- A certeza de que sempre disporão de fornecedores alternativos, os compradores jogam um fornecedor contra o outro;

- Os produtos adquiridos no setor forem componentes dos produtos dos compradores e representarem

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