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Experiencias com seres humanos

Por:   •  1/1/2018  •  1.525 Palavras (7 Páginas)  •  125 Visualizações

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momento , para cada um de nós , a morte precisa ser reconhecida.O sofrimento é um grande mal do qual JESUS mesmo quis se esquivar, e precisamos fazer o possível – inclusive nos empenhar na pesquisa médica – para aliviá-lo. Mas a marcha do progresso ao longo da história humana não é em si redentora , e DEUS, afinal lida com o sofrimento misteriosamente, à sua própria maneira.Os cristãos portanto , não tem um bom motivo para renunciar à causa da pesquisa médica, mas nosso compromisso com ela deve ser limitado , livre do temor que a transforme em um ídolo de nossas esperanças. É difícil saber se nossa sociedade conseguirá lidar com isso , mas precisamos ajudar a moldar essa compreensão restrita da pesquisa médica. A terrível história dos experimentos médicos realizados pelo governo alemão no regime nazista em meados do século passado serve de instrumento para moldar nossa ética nas pesquisas. No centro dessa ética , coloca-se a exigência do consentimento .Os que se sujeitam a pesquisas devem ser capazes de consentir e não devem ser alistados ou ousados sem consentimento prévio.Como observei no capitulo inicial , a perspectiva cristã entende nossa natureza como algo finito e livre . Sendo seres limitados e finitos, é bem natural que cuidemos de nossos próprios interesses e dos interesses dos mais ligados a nós por laços de parentesco e amor. Se participo de uma pesquisa que pouco deve me beneficiar , mas que pode ajudar futuras vítimas, não preciso me enganar com a vã esperança de que o meu caso pode ser um daqueles excepcionais que serão beneficiados de imediato. Antes, essa é uma forma de servir ao estranho aquela vitima futura desconhecida por quem não me sinto natural ou imediatamente atraído. Se os cristãos devem amar qualquer próximo necessitado, isso pode ser motivo suficiente para considerar a participação em pesquisas quando houver oportunidade. Por esse motivo , devemos fazer mais que incentivar a nós mesmos e aos outros para que aceitem participar. Precisamos também garantir que o consentimento continue sendo uma exigência para haver participação. Sabendo o quanto nos apressamos em usar algumas pessoas para o bem de outras o quanto podemos estar dispostos a recrutar indivíduos relutantes para uma causa que não abraçaram , só podemos nos guardar contra essa tendência garantindo a nós mesmos que os que se submetem às pesquisas consentiram em fazê-lo – e que consentiram de modo livre e consciente.Não podemos esperar que os projetos de pesquisas em andamento em nossa sociedade sejam uma benção para nós, se forem construídos sobre falsas esperanças ou sobre consentimento duvidosos.Nossa sociedade vem gradualmente se afastando da interpretação estrita do Código de Nuremberg , formulado depois da Segunda Guerra. Tal código, caso as exigências de consentimento fossem seguidas à risca se tornaria impossível o uso de crianças como objetos de pesquisa. Passamos gradualmente a aceitar o consentimento dado pelo pais , por procuração, como garantia suficiente para empregar crianças nas pesquisas.O consentimento por procuração em tais circunstâncias parece razoável. Mas uma vez que somos por demais ávidos por usar aqueles que não podem responder por si mesmos, e uma vez que a percentagem de crianças participantes de pesquisas é muito maior que a de adultos, precisamos parar e refletir se essa linguagem de consentimento por procuração não se tornou enganosa e ilusória. E mais, as crianças que sofrem de doenças graves não deviam ser sobrecarregadas em sua morte, participando de pesquisas – como se ao contrario do que se indicam os fatos, elas pudessem voluntariar-se para serem soldados na causa do progresso da medicina. A medicina científica nos tornou possível colocar a natureza em teste, e aos poucos passamos a crer que tais testes são imperativos – já que podemos adquirir conhecimentos que ajudarão futuras vítimas, precisamos adquiri-los. A exigência do consentimento foi desenvolvida tanto para possibilitar a pesquisa como para limitá-la: possibilitá-la, autorizando-nos a alistar os que realmente se voluntariarem limitá-la, guardando –nos da tendência de usar alguns , sem consentimento ,para o bem de outros.Uma vez que a exigência de consentimento estabelece limites ao avanço da pesquisa , sempre seremos tentados a encontrar alternativas.

A única salvaguarda contra a tentação-que nos cega porque somos idólatras por natureza – é a certeza de que o como vivemos é mais importante que o quanto vivemos a certeza de que o que fazemos tem afinal muito mais peso do que aquilo que alcançamos, a certeza de que há limites em nossa responsabilidade de aliviar o sofrimento.Protegidos por tal entendimento , podemos ser gratos pelos benefícios da pesquisa médica e esperar um progresso continuo, sem transformá-lo em um deus.

Notei neste livro a posição do autor que é considerada, argumentada e fundamentada com seriedade em uma visão cristã, assim entendo que este livro deveria ser lido por pessoas

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