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Avaliação das disciplinas nos anos iniciais do ensino fundamental

Por:   •  16/1/2018  •  1.669 Palavras (7 Páginas)  •  289 Visualizações

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MODALIDADES DA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

A avaliação da aprendizagem pode ser classificada em três modalidades, a diagnóstica, a formativa e a somativa. A avaliação diagnóstica busca realizar um levantamento dos saberes prévios de cada aluno, que possibilita a construção de um planejamento pautado na realidade e que possa refletir sobre o nível da turma e de cada aluno, buscando caminhos para trabalhar suas dificuldades.

A avaliação diagnostica na prática cotidiana tem a finalidade de auxiliar o professor na tarefa de atingir as finalidades educativas, compreende uma sondagem do conhecimento do aluno e pode ser aplicada antes logo do início do ano, para verificar como a turma está ou sempre anteceder ao início do conteúdo novo, assim verificamos as representações mentais prévias dos alunos acerca de um tema.

A avaliação formativa visa o acompanhamento contínuo da evolução do aluno possibilitando reformulações no planejamento educacional visando alcance dos objetivos estabelecidos. ”É chamada formativa no sentido que indica como os alunos estão se modificando em direção aos objetivos” (SANT’ANNA, 2004, p. 34).

Para Perrenoud (1999) como Hadji (2001) colocam que a avaliação formativa não é um teste realizado ao final de um conteúdo ou período de tempo. É uma contínua regulação das aprendizagens do aluno, com vistas a um projeto educativo.

A avaliação somativa ou classificatória tem como finalidade classificar os alunos de acordo com critérios preestabelecidos e ocorre ao final de cada unidade de ensino, semestre ou ano letivo. “A avaliação somativa objetiva avaliar de maneira geral o grau em que os resultados mais amplos têm sido alcançados, tendo por parâmetros os objetivos previstos”. Tradicionalmente a avaliação tem sido associada à realização de provas, testes; cumprindo um ritual quase mecânico, essa avaliação combina com um modelo tradicional, em que ensinar é mera transmissão de conhecimento. A avaliação, nessa perspectiva, exerce uma função de controle, levando muitas vezes o aluno à memorização de conteúdos para alcance de notas exigidas pelo sistema de ensino.

EXPERIÊNCIA DE AVALIAÇÃO NA ESCOLA

Iniciei minha vida escolar aos sete anos no pré-primário e me recordo que minha primeira professora se chamava Cristina. Era muito dócil e me defendia das maldades dos colegas de turma, pois eu sofria muito preconceito racial e social. Nos anos iniciais do ensino básico, como era chamado na época, éramos avaliados de forma classificatória ou somativa, ou seja, por nota de provas e trabalhos periódicos realizados na classe, tarefas de casa e comportamento. As notas variavam entre ‘A’ e ‘E’, e caso o aluno não tivesse bom desempenho ficaria para recuperação. Desta forma, ele teria uma segunda chance para recuperar esta nota em forma de outra prova ou realizando trabalhos no período de férias. As faltas também seguiam a mesma metodologia, caso o aluno tivesse muitas faltas, era levado em conselho de classe e de acordo com a avaliação geral dos professores sobre o aluno, era realizado trabalhos para recuperação ou reprovado diretamente.

No quesito comportamento, o aluno que não se comportasse corretamente, segundo o regimento interno da escola, seu nome era registrado no livro de ocorrências, (O livro negro) e ao completar três ocorrências, o mesmo era expulso da escola por três dias. Caso o aluno fosse reincidente, era expulso da escola definitivamente.

Com éramos surpreendidos por provas surpresas, trabalhos em sala de aula ou redação que contavam como pontos positivos ou negativos, que somados, computavam a nota final do aluno.

Minha experiência nestes anos foi difícil, pois eu não tinha como contar com a ajuda de ninguém para a realização das tarefas e trabalhos escolares. Meus pais eram analfabetos não conseguiam me ajudar e nunca participavam das reuniões escolares, pois trabalhavam, meus irmãos mais velhos trabalhavam de dia e estudavam a noite, e consequentemente não tinham tempo para me ajudarem nos trabalhos escolares. Embora meus pais não participarem da minha vida escolar, nunca dei motivos para que professores chamassem minha atenção, e era considerada uma boa aluna. Sempre obtive boas notas, me recordo que certa ocasião precisei mudar de escola, e na primeira prova de matemática, recebi um zero, pois o nível de ensino era mais avançado que a escola anterior. Fiquei arrasada e estudei dias a finco para recuperar a nota. Era a primeira e única nota baixa em toda minha vida. Na época todos tínhamos muito medo de “repetir o ano”, pois os alunos repetentes eram taxados de ‘burros’ por todos os demais alunos, e isso era motivo de muita vergonha.

No decorrer da vida escolar sempre me deparava com professores enérgicos, sistemáticos, que exigia silêncio total na sala, ao qual não era permitida nenhuma participação de alunos, eram detentores de poder, por vezes alguns colegas que extrapolavam em comportamento, eram até agredidos verbalmente e fisicamente por estes, no entanto, também tive o privilégio de em minha formação escolar encontrar professores com didáticas, que nos cativavam em suas aulas, despertavam interesse nas matérias e até nos inspiravam a segui-los como exemplo. Assim se deu o início da minha experiência escolar até o inicio do ensino médio.

CONCLUSÃO

Para concluir, a educação nos dias atuais necessita de novas práticas, pois vivemos numa sociedade dinâmica, competitiva, tecnológica, onde nada está pronto e acabado, mas sempre em construção. Os alunos exigem inovação. A sociedade nos obriga a dar conta de outras concepções educacionais. Tudo é muito rápido e dinâmico, e, portanto, a avaliação não pode ser um instrumento de poder, punição e controle, mas um elemento integrador da aprendizagem e do ensino, e neste caso, não tão novo assim, causa ansiedade e medo, que poderá ser superado com estudos e reflexões, a fim de concretizar as ações replanejadas, repensadas e reformuladas.

Enfim, a avaliação não pode ser vista apenas como mecanismo de aprovação ou reprovação como já mencionamos em relato de nossa infância na idade escolar, e muito menos para controlar a disciplina dos alunos, temos que transformar a prática

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