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A Cartografia Escolar

Por:   •  15/5/2018  •  2.018 Palavras (9 Páginas)  •  93 Visualizações

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um retrato do recorte espacial em questão e sim uma opção de quem o fez fundamentado em um conjunto de convenções previamente estabelecidas.

O ENSINO DE GEOGRAFIA E A ALFABETIZAÇÃO CARTOGRAFICA.

Cartografar é uma atividade comum para qualquer pessoa em uma sociedade, ao longo da nossa vida vamos desenvolvendo as representações sobre o espaço habitado e mais tarde as relações sobre locais distantes. Todos nós precisamos saber se localizar, conhecer, descobrir e viver o espaço, seja para atividades cotidianas ou viagens. Alfabetizar um aluno na leitura de mapas ajuda na formação de como ele pode desenvolver a sua comunicação que em partes é um trabalho social, ou seja, possibilita a ele a usar um instrumento de síntese do espaço.

Quando se fala em alfabetizar não devemos pensar que essa tal afirmação se resume apenas em repetir, copiar, escrever, estar alfabetizado na geografia significa segundo CASTROGIOVANNI (1998), relacionar espaço com natureza, natureza com sociedade, é perceber a interação entre os aspectos sociais, econômicos, políticos, culturais. É saber situar-se e posicionar-se frente às questões do mundo, é perceber que o espaço é disputa de poder e ter um posicionamento com relação às desigualdades sociais-espaciais.

Entrando neste âmbito de alfabetização cartográfica e também sobre o ensino de Geografia na educação escolar, todos os discentes vão à escola para aprender a ler, a escrever e a contar. Porque não para aprender a ler mapas?” (Lacoste, 2005 pag 55) Ao ler estra frase de Ives Lacoste, citada por Passini, em seu livro Alfabetização Cartográfica, questionei-me quanto a minha própria alfabetização cartográfica no período escolar, e recordando rapidamente, percebi que assim como se relata no livro, sou um dos muitos alunos que perfizeram toda sua vida escolar sem ter a mínima noção do que realmente é ser alfabetizado cartograficamente. Confesso que, a priori, me questionei sobre a utilidade prática da cartografia no dia a dia, e a diferença que esse conhecimento agregaria no cotidiano, e realmente percebi que é de suma importância, logo cedo, nos primeiros anos da educação infantil, haver essa inserção dos princípios cartográficos para uma maior e melhor compreensão do mundo a sua volta. Más o que entende-se por alfabetização cartográfica? Passini diz que educação cartográfica “deve ser entendido como um processo de aquisição, pelos alunos, de um conjunto de conhecimentos e habilidades, para que consigam ler o espaço, representa-lo, e construir seus conceitos das relações espaciais”. O resultado desse agregado de conhecimento é gerar no aluno e nas demais pessoas AUTONOMIA, a capacidade de ver nas organizações espaciais uma participação responsável, consciente e que propõe alternativas de mudança, um pensamento crítico, incentivados pelos seus próprios pensamentos. Assim como as habilidades de ler, escrever, trabalhar com aritmética, são habilidades uteis aprendida na escola e trazem uma independência para o indivíduo, a capacidade de ler mapas, tabelas e cartas deveriam ser vista com mais importância que um simples complemento metodológico de ensino da geografia, saber esse que pode ser visto como saber estratégico.

(..)como defesa contra dominações. É claro que mesmo sendo um saber estratégico, sem quem possa lê-lo ou decodifica-lo, esse conhecimento tornar-se-á nulo. Lacoste (1998)

A Cartografia precisa caminhar junto com a Geografia. Pontos da Cartografia como orientação e localização podem ajudar a compreender os conteúdos da Geografia. Ou seja é muito importante que o letramento Geográfico se inicie a partir das noções cartográficas. Para terem essa interpretação do mundo, os educandos não podem ser alfabetizados com uma Geografia Tradicional, uma ciência ministrada para que os alunos decorem os dados e fatos, e que não irá servir em sua vida. Portanto uma forma mais dinâmica, eficaz e interessante de ensinar precisa ser adotada. Os educadores tem que estar preparados, organizados e dispostos para mostrar a importância da Geografia e o quanto esta faz diferença em nossa vida.

A (re)produção de um ciclo vicioso e atividades cognitivas.

Infelizmente no Brasil estamos passando por um processo de precarização na área da educação, ou seja, estamos sofrendo uma decadência da qualidade do ensino e nesse contexto temos um ciclo vicioso o qual Passini destrincha com a seguinte passagem: A produção dos livros de má qualidade – a escolha aleatória do professor – sua condição de trabalho – má qualidade de ensino – má remuneração – falta de condição de reciclagem – falta de condição de escolha criteriosa – fomento à produção de livros de má qualidade.

Existe algumas atividades que ela se destaca no quesito aprendizagem cartográfica, temos como alguns exemplos de atividades que podem ser utilizadas para melhorar e fixar rapidamente o aprendizado da cartográfica: Construção de uma maquete do quarto e o jogo batalha naval.

O intuito dessa primeira atividade é: trabalhar a escala cartográfica e a construção de legenda. O discente fará o mapa mental de seu quarto, separando o posicionado dos moveis. Desta forma, o educando já trabalha com a atividade de mapeamento ao fazer a transposição da imagem do real para o imaginário, além de demonstrar a compreensão do espaço em sua volta.

“Os mapas mentais nos revelam como os lugares estão sendo compreendidos.” Nogueira (2005)

CONSIDERAÇÕES FINAIS.

O professor precisa criar novas metodologias de ensino para a sala de aula, deixando de trabalhar somente com o livro didático e com assuntos que não tem atrelamento com a realidade dos discentes. Isso pode gerar desinteresse pelas aulas de Geografia, apresentada por muitos alunos como uma disciplina que para poder passar é necessário memorizar e usar essa memória curta na prova. Assim, a Geografia perde a sua importância como disciplina que serve para que o aluno saiba ler e pensar o mundo que está a sua volta.

Cabe a todos os professores vencer esse pensamento que está enraizado de que a Geografia estática que foi por muito tempo repassado nas escolas. Para isso, é preciso instigar/estimular a curiosidade dos discentes para que ele possa trazer suas experiências empíricas para a sala de aula, gerando um espaço onde exista trocas de conhecimento, diálogo e contato com realidades diferentes. Essas trocas de conhecimentos não podem ser desperdiçadas, pois a escola

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