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As Classes e estratificação social

Por:   •  26/12/2018  •  7.942 Palavras (32 Páginas)  •  26 Visualizações

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Temos aqui a ideia de contradição, isto é, a acumulação na mesma pessoa, organização, classe, da qualidade de explorador ou explorado. Isto vai dar origem à “matriz W”.

Esta matriz vai ser feita de acordo com a teoria das relações múltiplas.

1ª fase: serve para dividir proprietários de meios de produção de não proprietários.

[pic 1]

A pequena burguesia tem de trabalhar e, em princípio, não explora trabalho alheio. A burguesia tem assalariados e não tem/precisa de trabalhar. Os pequenos empresários têm pessoas a trabalhar, mas não têm dimensão para serem absentistas. Nos não proprietários, vamos classificar tendo em conta os tipos de exploração. Nesta divisão, acabamos a ter os doze lugares de classe: três mais nove.

Mantém-se a ideia de que estas localizações fazem parte das relações de produção. Tem a ver com as condições materiais de existência, condiciona as práticas sociais e tem efeitos ideológicos paras as classes.

Um dos comentários que é feito, habitualmente, é o de que apesar de o autor ser neomarxista, nota-se uma referência weberiana. Isso nota-se nas qualificações: Weber falava das competências dos que são colocados no mercado, ou seja, das suas qualificações.

Há aqui uma lógica gradativa: qualificados, semi qualificados, não qualificados.

Isto não esgota o fenómeno da hierarquização das sociedades. A estratificação das sociedades conta com outros fatores. Weber até falava de duas ordens: económica e social.

. Gestores não são necessariamente aqueles que são oficialmente designados de gestores da empresa. Gestores são todos aqueles que têm trabalho de gestão, de direção, de autoridade de tomada de decisões, são designados de gestores, mesmo não sendo classificados como tal.

- Depois os supervisores não têm capacidade de decisão, autoridade, estratégia, não têm envolvimento na tomada de decisão, MAS têm autoridade sob subordinados.

Para recursos credenciais, são mais complicados, porque:

1- Segundo os países, havia consideráveis diferenças escolares. Hoje, na europa, já há uma maior homogeneização no ensino. Nesta altura não era bem assim.

- A rápida expansão do ensino provocou mudanças nos requisitos exigidos para certas profissões. Hoje, isto está a diminuir. Para certas profissões dantes não era preciso licenciatura e agora é. Ex.: os jornalistas, muito deles não eram sequer licenciados. Depois, a uma certa altura foi exigida licenciatura. Nesta época coexistiam pessoas com uma certa qualificação profissional, mas com credencias escolares diferentes.

2 - Segundo os países, havia consideráveis diferenças escolares.

- Problema das qualificações não pertinente (ex. um individuo doutorado em química, mas é motorista de táxi).

- Recursos valiosos, mas que não são certificados escolarmente.

3 – Inflação de qualificações que desvalorizam outra. A licenciatura hoje não tem a mesma importância que dantes tinha. O facto de ter vindo a aumentar o número de pessoas no ensino, devido ao ensino obrigatório, isto veio trazer uma certa desvalorização. Hoje, o 12º ano já não tem a mesma importância que antes.

4 - Dificuldade dos recursos credenciais- são os recursos, que são valiosos, mas que não são certificados escolares. Ex.: nos países nórdicos, em empresas de informática é habitual um informático ir estagiar para os estados unidos durante 2 ou 3 meses. Isto não dá grau académico mas tem muita importância.

30 de março

a) Qualificados: supervisores e gestores têm de ter pelo menos o 12º ano.

b) Semiqualificados: supervisores e gestores com menos do 12º ano. Os “empregados” semiqualificados têm de ter pelo menos o 12º ano e real autonomia. Os “artesãos especializados” também estão incluídos, porque têm de ter um pouco de qualificação.

c) Não qualificados: tudo o que é trabalho manual considerado não artesão; os indiferenciados (fazem um pouco de tudo: entregas ao domicilio, limpar janelas, etc.) e os “empregados” que não tenham ou 12º ano ou a real autonomia.

4 de abril

Exemplos. Gráficos.

6 de abril

Vamos falar da homogeneidade de classe das famílias. Quando os dois (pares conjugais) têm uma profissão e classe própria, vamos ver qual é o grau de homogeneidade.

A autoridade organizacional não é muito influente na escolha do cônjuge.

No que respeita à propriedade e às qualificações, o cenário é diferente: estas já têm influência na escolha do cônjuge. Como dizem os autores Estanque e Mendes, a propriedade e as qualificações são obstáculos ao casamento: a probabilidade de haver casamento com pessoas que têm qualificações muito diferentes é quase nula.

Segundo os dois sexos, em geral, quando há diferenças de qualificações a tendência é para que a mulher tenha mais qualificações que o homem.

Nos casais heterogéneos em termos de propriedade, a tendência é o homem ter mais propriedade que a mulher.

Propriedade e qualificações são obstáculos à livre circulação interclassista.

Para as grandes amizades, as qualificações são um obstáculo. Tendemos a escolher os amigos dentro daqueles que têm a mesma qualificação. A propriedade também é um obstáculo. A autoridade organizacional quase não tem influência.

No que se refere à consciência de classe, em geral, é de esperar que os proletários sejam mais pro-proletários ou os mais de esquerda. No entanto, não é isso que acontece: eles são mais de direita. Os autores chamam a isto um desencontro com o lugar de classe versus posição de classe. Em Portugal, os mais pro-operários são os supervisores semiqualificados e só há uma classe que é pró-capitalista. Em Portugal, os mais pro-operários do que os proletários são os supervisores semiqualificados, supervisores não qualificados e técnicos não gestores. Nos EUA, todos os gestores são pró-capitalistas. De acordo com a teoria, o

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