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A ECONOMIA, MEIO AMBIENTE E A SUSTENTABILIDADE

Por:   •  26/12/2018  •  1.605 Palavras (7 Páginas)  •  20 Visualizações

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A busca incessante do capitalismo em obter lucro, a crescente inovações tecnológicas pelas indústrias, leva um processo de limitação e inibição de inovações tecnológicas voltadas para a exploração sustentáveis aos recursos naturais. Com um enfoque totalmente voltado para a tecnologia, sem referência aos recursos naturais utilizados pelos novos processos produtivos desenvolvidos, SCHUMPETER não relaciona a limitação da expansão do capitalismo à escassez de fontes enérgicas e de matérias primas, e como RICARDO posiciona o centro dessa limitação nas descobertas tecnológicas e em seu processo de desenvolvimento (MONTIBELLER-FILHO, G., 2001, p. 64-71).

É notável que a partir do século XX a pressão sobre os recursos naturais tem crescido espontaneamente. A preocupação com as relações entre crescimento econômico e meio ambiente pode ser encontrada já nos trabalhos dos chamados economistas clássicos, como Adam Smith, David Ricardo e John Stuart Mill. Em seus modelos de crescimento, construídos nos séculos XVIII e XIX, esses autores postulavam a necessidade de um “estado-estacionário”, na medida em que a finitude dos recursos naturais e a impossibilidade de crescimento ilimitado da produtividade apresentavam-se como um empecilho à continuidade da expansão do sistema econômico. Mas só a partir dos anos 60 e 70 do século XX e que surgem de fato as criticas ambientalistas. Pois antes a economia não considerava os aspectos e implicações para a economia das inter-relações entre economia e o meio ambiente. O que pode se analisar é que a concepção da economia apenas estava ligado ao fluxo entre empresas e famílias, em um ciclo fechado de circulação contínua. Assim a sociedade não registrava uma troca com o meio ambiente, considerando que a natureza tem limitações ao funcionamento do sistema econômico, pois a natureza sempre forneceu gratuitamente a matéria prima recebendo em troca a disposição de resíduos e rejeitos sem impactos sobre o ambiente. Este período marca o inicio de uma nova concepção sobre desenvolvimento, ou seja, a busca pela sustentabilidade.

A partir da falência do conceito de que os recursos ambientais seriam infinitos, eles passaram a ser objeto de gestão (administração), ferramenta através da qual os seres humanos poderão obter o Desenvolvimento Sustentado. O principal objetivo do desenvolvimento é satisfazer as necessidades e as aspirações humanas. Segundo o relatório ‘Nosso futuro comum’, perseguindo estes objetivos, no passado, nos preocupamos apenas com os impactos do crescimento econômico sobre o meio ambiente. Agora temos que nos preocupar com os impactos do desgaste ecológico sobre nossas perspectivas econômicas.( BELLIA, 1996, p.64-5).

2.2 Sustentabilidade da Economia Ambiental

A sustentabilidade surge da discussão de como sustentar o crescimento no longo prazo, pois a função de produção incorpora os recursos naturais. Para a economia ambiental a sustentabilidade do capital natural é de especial importância, pois é ela que garante a existência de vida humana na terra.

É inevitável o crescimento econômico de uma nação tão rica em recursos naturais, mas em nem um momento deve ser esquecida sustentabilidade ambiental. Deve sempre existir um elo entre a sustentabilidade ambiental e a economia.

Porem é fato que para que haja sustentabilidade ambiental, é necessário que haja adoção de políticas publicas com diretrizes voltadas para construção do desenvolvimento sustentável.

Segundo dados do ONU o planeta esta fadado a conviver com desequilíbrios ambientais constantes. Isso é um fato que esta relacionado diretamente com a economia, pois se as ciências econômicas não analisar tais fenômenos e propor soluções a curto, médio e longo prazo, é visível que terá um colapso na economia, uma vez que a mesma depende diretamente dos recursos naturais.

O desenvolvimento sustentável introduz uma dimensão ética e política que considere o desenvolvimento como um processo de mudança social, com conseqüente democratização do acesso aos recursos naturais e distribuição eqüitativa dos custos e benefícios do desenvolvimento.

Camargo, apud Novaes (2002), diz que nos últimos dois séculos têm vivido sob a tríade da liberdade, da igualdade e da fraternidade. À medida que caminhamos para o século XXI, precisamos tomar como inspiração os quatros valores da liberdade, da igualdade, da fraternidade e da sustentabilidade.

O fato é que precisa mudar o sistema produtivo numa ótica em que a visão seja a oferta de novos produtos e procedimentos, onde melhore a competitividade sem agredir a oferta dos recursos naturais. Pois o avanço do capitalismo consumista não corresponde hoje a ótica da sustentabilidade e da economia ambiental.

A busca pelo desenvolvimento sustentável esta diretamente ligada ao desenvolvimento econômico, e trás uma grande responsabilidade no processo de mudança, onde o desenvolvimento tecnológico tem que adquirir para a exploração dos recursos naturais. Segundo Kraemer (2015) o desenvolvimento da tecnologia deverá ser orientado para metas de equilíbrio com a natureza e de incremento da capacidade de inovação dos países em desenvolvimento, e o progresso será entendido como fruto de maior riqueza, maior benefício social eqüitativo e equilíbrio ecológico.

A sustentabilidade ambiental é uma busca constante, na verdade é um processo em construção e deve caminhar junto à economia, pois os quesitos econômico e ambiental devem ser encarados como partes de um mesmo esquema maior, inserindo a sustentabilidade em todos os meios de produção.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluímos que os desafios da economia ambiental e da sustentabilidade são grandes, pois alem de necessitar de políticas públicas e leis ambientais que possam dar diretrizes rumos a sustentabilidade econômica dos recursos naturais, é necessário uma mudança na cultura do consumismo do capitalismo desenfreado, ou seja, é necessário uma mudança de paradigma,onde os meios de produção possam

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