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CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSO

Por:   •  3/12/2017  •  2.373 Palavras (10 Páginas)  •  58 Visualizações

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Quando uma medida está dentro dos limites de especificação, diz-se que o produto é conforme. Caso contrário, o produto é dito não conforme.

- Controle:

Conjunto de técnicas adotadas num processo produtivo para garantir que se alcancem os padrões previamente estabelecidos.

- Limites de controle:

São os extremos de um intervalo de medida, para um processo que está operando dentro dos padrões estabelecidos (isto é, que está sob controle).

- L.I.C.= limite inferior de controle.

- L.S.C. = limite superior de controle.

- Gráficos de controle:

Diagramas estatísticos que permitem acompanhar no tempo o desempenho de um processo. Os principais gráficos de controle são:

- Gráficos de controle para variável

- Gráficos X e R - para acompanhar, em paralelo, a média amostral e a Amplitude.

- Gráficos X e S - para acompanhar, em paralelo, a média amostral e o desvio padrão amostral.

- Gráficos de controle para atributos

- Gráfico p – para controlar a proporção de unidades defeituosas ou não conformes.

- Gráfico np – para controlar o número de unidades defeituosas ou não conformes.

- Gráfico c – para controlar o nº de defeitos ou de não conformidades em uma amostra.

- Gráfico µ - para controlar o nº de defeitos ou de não conformidades por unidade.

Representação de um gráfico de controle

[pic 1]

Os limites Os limites de controle podem ser definidos de duas maneiras:

- Utilizando a distribuição de probabilidades da variável aleatória em questão.

- Estabelecendo-se esses limites por meio de múltiplos do desvio padrão da variável.

Além dos limites superior e inferior de controle, podem-se utilizar limites de alerta. Quando um ponto ultrapassa os limites de controle ações corretivas devem ser utilizadas no processo de produção. No entanto, um limite menor pode ser utilizado como um limite de advertência. Assim, quando um ponto atinge os limites de alerta, pode-se, por exemplo, coletar amostras de tamanho maior ou amostras com maior frequência, a fim de obter mais rapidamente informações sobre o processo em questão. No entanto, limites de alerta devem ser usados com cautela, pois eles podem gerar falsos alarmes e, inclusive, aumentar custos sem necessidade.

[pic 2]

Criando um gráfico de controle

Para criar um gráfico de controle pela primeira vez é preciso ter fortes evidências de que o processo esteja sob controle, isto é, que variações causais foram controladas. Em geral segue-se as seguintes etapas:

1) Calibração:

Coleta-se, segundo um plano amostral, aproximadamente 25 amostras de tamanho n, e a partir delas estabelece-se a linha central (controle-CTR) e os limites de controle (LIC e LSC).

2) Verificação da calibragem:

Retiram-se então outras 25 amostras de tamanho n e verifica-se se as medidas de interesse (média, proporção, amplitude, desvio padrão, por exemplo) estão caindo entre LIC e LSC:

- Se sim, continua-se o processo de coleta de amostras, adotando se a linha central e os limites LIC e LSC iniciais como padrões referenciais.

- Se não, recomeça-se do início, isto é, retiram-se novas 25 amostras, estabelece-se a linha central e os limites LIC e LSC.

3) Monitoramento do processo:

Calcula-se índices de capacidade do processo, para se ter idéia do desempenho.

4) Ajuste do processo:

É preciso rever periodicamente os limites de controle, visando diminuí-los.

Observações:

- Se na fase da calibragem de um gráfico de controle uma medida cair fora dos limites de controle, não se pode simplesmente desprezar essa medida e utilizar as demais para calcular a linha central e os limites de controle. É preciso investigar as causas que levaram a esse ponto fora da zona de controle. Somente se conhecer realmente que a causa foi acidental (falta de energia, medição errada, por exemplo) é que tal observação pode ser retirada e utilizam-se as demais para calibragem.

- O tipo de variável a ser controlada e o tamanho da amostra influenciam na construção dos limites de controle.

- Os gráficos de controle devem ser “on line”, isto é, obtidos e interpretados em tempo real, não podendo coletar tudo e interpretar os gráficos uma semana depois, por exemplo, pois os prejuízos podem ser grandes.

Como o nosso interesse é para aplicação destes conceitos em tolerâncias dimensionais, podemos considerar;

Gráficos de controle para variável

Neste método as dimensões das peças são controladas através de aparelhos de medição, informando se o produto está ou não dentro das especificações e qual é o valor da medida em relação às dimensões especificadas.

Gráficos de controle para atributos

As dimensões são controladas por calibradores de fabricação ou outro método de inspeção, que fornece somente a informação de que o produto está ou não dentro das especificações.

Os gráficos de controle por variáveis permitem o controle de uma única característica quantitativa a cada vez. Se houver mais de uma característica a ser controlada, será necessário aplicar um gráfico de controle para cada uma delas. Para fins de controle, devem ser escolhidas as variáveis que causam rejeição ou retificação do produto, envolvendo custos

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