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As Principais fatores que ocasionaram o fechamento de empresas do MEI

Por:   •  6/11/2018  •  6.482 Palavras (26 Páginas)  •  108 Visualizações

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Neste contexto, este estudo teve como objetivo geral diagnosticar os principais fatores que ocasionaram o fechamento destas 189 empresas do segmento de comércio, ocorridas nos anos de 2013 e 2014, no município de Boa vista – RR.

Como objetivos específicos buscou-se analisar, por meio de pesquisa documental e de campo, os principais fatores que levaram os MEI’s a solicitar a baixa das empresas, nos anos de 2013 e 2014 em Boa vista – RR; e Descrever soluções possíveis para eliminar e/ou atenuar as principais dificuldades enfrentadas pelo MEI na gestão de seu negócio, possibilitando, assim contribuir com a manutenção dos MEI’s do município de Boa vista – RR.

Este estudo é justificado pela sua relevância, pois diagnosticar o porquê do grande número de empresas solicitando a Baixa do Registro de MEI é de uma prioridade para os empreendedores que pretendem atuar no município de Boa vista – RR.

Outro fator que o justifica é a importância e necessidade de se relevar dados que servirão como parâmetros para futuras pesquisas sobre empreendedorismo no Estado de Roraima, mais especificamente, em relação aos microempreendedores individuais, pois, apresentará em números, os principais motivos que levam os MEI’s a fecharem seu negócio em Boa vista – RR.

Este estudo busca, ainda, abrir horizontes no sentido de dar prosseguimento a novas pesquisas, devido ao seu grau de importância para empreendedores que estão pensando em abrir uma empresa, pois terão acesso aos principais motivos que levam os microempreendedores a fecharem seus negócios.

Como metodologia recorreu-se a pesquisa bibliográfica, documental e de campo, que possibilitou estabelecer o marco teórico necessário para a compreensão de todo o contexto da situação estabelecida e obter dados que levaram a análise dos fatores predominantes, que por meio de abordagens quantitativas e descritivas chegou-se aos resultados conforme os objetivos propostos.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 COMPREENDENDO O EMPREENDEDORISMO

Empreendedores são pessoas que não desistem de seus objetivos e lutam para alcançá-los, motivados pelos obstáculos, por isso, são imprescindíveis para as organizações modernas, onde em quase todas as definições de empreendedorismo, há um consenso de que é uma espécie de comportamento que inclui: (1) tomar iniciativa; (2) organizar e reorganizar mecanismos sociais e econômicos, a fim de transformar recursos e situações para proveito prático; (3) aceitar o risco ou o fracasso. (HISRICH & PETERS, 2004, p.29).

Já Filion (2000) documenta que os empreendedores não apenas definem situações, mas também imaginam visões sobre o que desejam alcançar. A tarefa principal parece ser a de imaginar e de definir o que querem fazer e, quase sempre, como irão fazê-lo.

Neste contexto, Chiavenato (2012, p. 3) afirma que "o empreendedor é a pessoa que inicia e/ou opera um negócio para realizar uma ideia ou projeto pessoal, assumindo riscos e responsabilidades e inovando continuamente".

Para Dornelas (2008, p. 39), o empreendedorismo

está relacionado a pessoas capazes de desenvolver um processo empreendedor. Este processo diz respeito à capacidade de transformar simples ideias e sonhos em oportunidades e capacidade de implantar e fazer essas darem certo. Sendo que, para o empreendedorismo ocorra realmente, é necessário que haja não somente boas intenções, mas sim o conjunto: pessoas com ideias dispostas a desenvolver processos empreendedores e capazes de implementar e manter o sucesso da organização.

Percebe-se que o empreendedor não é um talento que nasce da terra, o espírito empreendedor "é um potencial existente em qualquer ser humano que precisa ser desenvolvido e estimulado para que possa produzir efeitos". (DOLABELA, 2008, p. 24).

O que se compreende é que, embora cada uma das definições aborda os empreendedores de uma perspectiva distinta, todos contém noções semelhantes, como a criação de algo novo e dedicação no empreendimento futuro.

2.2 EMPREENDEDORISMO NO BRASIL

A primeira escola de Administração de Empresas no País, voltada para o empreendedorismo foi a Fundação Getúlio Vargas no ano de 1981, por iniciativa do professor Ronald Degen, e se chamava “Novos Negócios”. Muitos anos se passaram até que em 1996 houve um marco na área de ensino de empreendedorismo no Brasil. O programa Softxcom a finalidade a exportação do software brasileiro, implanta dois projetos: O Gênesis, de incubação universitária, e o soft start, na área de ensino de empreendedorismo. (DOLABELA, 2008, p.47).

No entanto, Dornelas (2008, p. 10) afirma, AINDA, que:

O empreendedorismo no Brasil começou a tomar forma na década de 1990, quando entidades como Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas) e Softex (Sociedade Brasileira para Exportação de Software) foram criadas. Foi com os programas criados no âmbito da Softex em todo o país, junto a incubadoras de empresas e a universidades/cursos de ciências da comutação/informática, que o tema empreendedorismo começou a despertar na sociedade brasileira. Passados 20 anos, pode-se dizer que o Brasil entra neste novo milênio com todo o potencial para desenvolver um dos maiores programas de ensino de empreendedorismo de todo o mundo.

Hashimoto apud Hisrich (2004) registram que a afirmação de Dornelas é reforçada quando que verifica-se que o empreendedorismo no Brasil inicia-se na década de 1990, tendo ocorrido a criação das entidades SEBRAE e SOFTEX, pois, antes raramente comentava-se sobre o empreendedorismo e a iniciativa para a criação de pequenas empresas.

É importante documentar que a situação política e econômica do Brasil não era favorável e não ocorria um apoio para o mercado empreendedor. Neste sentido pode-se afirmar que o SEBRAE é um dos principais órgãos do pequeno empresário, e que busca junto a essa entidade apoio necessário para instituir a sua empresa, e também a consultoria para a solução das principais dificuldades do setor. (HASHIMOTO,2010).

2.3 PERFIL DO EMPREENDEDOR

A pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM, 2014) com base nas respostas de 10 mil entrevistados espalhados por todas as regiões do país, o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade, apoiado pelo SEBRAE, traçou o perfil do empreendedor brasileiro. De acordo com os resultados, 34,5% da população

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