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EMBRAER: A LÍDER MUNDIAL EM JATOS REGIONAIS

Por:   •  21/9/2017  •  1.335 Palavras (6 Páginas)  •  99 Visualizações

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A venda do ERJ 145 foi um sucesso e na mesma linha a Embraer lanço também o ERJ 135 E 140, foi quando registrou-se a saída da empresa do vermelho e 98.E em 99 estes três aviões foram responsáveis por 83% da receita e crescimento absoluto de quase 75% da companhia.

Com a saída da empresa do vermelho e o grande sucesso de vendas, Botelho apresentou ao conselho um novo projeto, o da “Família de jatos regionais” que foi aprovada de pronto, mas com algumas restrições quanto a velocidade de criação do mesmo.

Após o lançamento, em junho de 99, a maior companhia europeia realizou um pedido de 160 unidades, demonstrando com isso como a Embraer já estava sólida no mercado e possuía a confiança de todo o mercado.

Com toda a rapidez do processo chegou-se a uma constatação obvia, a rapidez do processo não seria possível se ainda fôssemos uma estatal.

Após pesquisa realizada por uma empresa americana, constatou-se que o ERJ170 era comercialmente o melhor avião em todos os sentidos, inclusive apresentando maior possibilidade de lucro liquido.

Diante da constatação de uma dianteira de três anos a Embraer, incluindo sempre o bem estar dos passageiros, desejava ainda se superar, porém ainda assim admitiu a forte força de vendas que tinha a francesa Bombardier.

Importante ressaltar que após pesquisa realizada por uma consultoria americana, identificou-se que o avião brasileiro superava o dois concorrentes em desempenho, lucro e características técnicas. E para que a empresa não dependesse mais de análises externas, Curado iniciou sua própria metodologia de análise e que atrelou ao desenvolvimento do PIB entre outros fatores.

A expectativa da Embraer para os anos seguintes foi, em minha opinião, um tanto quanto ousada, pois no início do novo século registramos um desaquecimento na economia, fato que especialistas deveriam ter previsto.

Após todas as análises de custo, benefícios, encargos entre outros, os cenários apostavam em um futuro otimista para a Embraer. Indicando assim que até o final de 2007 a empresa estaria com as contas estabilizadas e equilibradas com a venda de menos de 400 unidades.

Consolidaram-se parcerias com mais envolvimento e responsabilidade dos parceiros e a empresa esperou um apote financeiro destas empresas, mesmo que a empresa tivesse que devolver, caso as licenças não ocorressem. E após todas as análises, projeções e gerenciamento destes fornecedores, os 580 pedidos superaram os 400 inicialmente projetados.

As fases preliminares envolveram grandes grupos de parceiros em São Joé dos Campos, entre eles vários engenheiros e técnicos de nacionalidades diferentes, o que ocasionou inclusive disputas por quartos, que foi resolvido com a divisão de responsabilidades entre os parceiros. Mas isso não era importante, não fosse a enorme satisfação de que os profissionais estavam diante do único protótipo tridimensional do mundo.

A terceirização foi a estratégia utilizada pela Embraer para todos os fornecedores de longo prazo.

Algumas ações foram tomadas pela empresa canadense afim de frear a Embraer, incluindo nisso um queixa envolvendo o PROEX, que foi foi realizada após as frustradas tentativas de acordo com as regras da OMC.

Depois das tentativas frustradas do Canadá, foi o Brasil quem resolveu realizar sua própria queixa contra o Canadá. Concluiu-se porém, que os dois países entrariam, junto a OMC, com um pedido da uma criação de uma comissão para identificação quanto ao desrespeito às regras da OMC.

Esta comissão identificou que as taxas de juros do PROEX ao Brasil eram inconsistentes e determinou que em 90 dias fossem suspensos os pagamentos. Assim como a ajuda dada ao Canadá pela empresa TPC foi suspensa.

Em 1999 ocorreu o que nós brasileiros desaprovamos, 20% das ações da Embraer foram vendidas a um grupo francês com direito a voto, ficando a empresa com apenas 69% das ações.

Na opinião de Botelho a empresa precisava desenvolver maior escala. E a aliança com os franceses foi confirmada, mesmo com todos os protestos internos de várias áreas, além da aprovação do governo brasileiro.

A conclusão final e correta de Botelho foi: “Precisamos continuar sendo o braço tecnológico e industrial do governo, mas também precisamos dar lucro.”

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