O Descartes
Por: Carolina234 • 28/11/2018 • 1.011 Palavras (5 Páginas) • 304 Visualizações
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- Por fim, só um ser perfeito pode ter colocado a ideia da perfeição na mente humana.
Assim, o ser perfeito que colocou essa ideia na mente dos homens só pode se Deus.
7 – Para mim, Descartes aparenta ser um pouco inconsistente quando fala sobre a existência de Deus. Uma vez que o filósofo afirma que os conhecimentos obtidos pelos sentidos e pela imaginação são errôneos ou incompletos, ele ainda acredita que, pelo fato de os seres humanos conseguirem pensar na ideia de perfeição, Deus deve existir. Ou seja, a imaginação é usada por ele como uma “prova irrefutável” mesmo ele duvidando da própria validade dessa forma de conhecimento.
8 – A obra Discurso do Método de René Descartes apresenta um modelo de busca da verdade baseado na dúvida e na aceitação do “aparente”. Essa obra revela que, para se obter a verdade, deve sempre se perguntar sobre a coerência do que é apresentado e não simplesmente aceitar o que nos é imposto. Ou seja, nunca nos conformamos com as informações que nos são impostas pela sociedade. Esse método de nunca aceitar a verdade sem antes pesquisa-la pode ajudar o homem moderno a não ser facilmente influenciado pelas centenas de veículos midiáticos e outros tipos de formadores de opinião. Descartes ensina o homem a penar por si mesmo e tirar a suas próprias conclusões.
9 – Na obra Meditações Metafísicas, Descartes, faz a demonstração da existência de Deus e também discorre sobre a distinção entre o corpo e a mente. Durante o curso do livro, Descartes utilizará o seu método racionalista desenvolvido em seu outro livro, O Discurso do Método. O objetivo final do livro é, então, comprovar a existência da certeza intelectual como o critério real da verdade.
A obra é dividida em 6 partes referentes à casa uma das meditações de Descartes. Nessas meditações, o autor põe em dúvida tudo o que não é factualmente real e tenta, então, expor o que se pode tomar como real. Na primeira meditação, Descartes tenta usar o seu método da dúvida da forma mais geral possível, duvidando de tudo e de todas as coisas. Na segunda meditação, Descartes discorre sobre a possibilidade de sua existência, ele a prova ao dizer que a consciência é uma prova da existência. No final da Meditações Metafísicas, o autor discursa sobre a relação entre o corpo e a mente.
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