Condutividade de Eletrolitos
Por: Salezio.Francisco • 30/4/2018 • 1.229 Palavras (5 Páginas) • 389 Visualizações
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[pic 2]
[pic 3]
Observa-se que a condutividade de uma solução depende do numero de íons presentes nessa solução, ou seja, varia com a concentração, no Gráfico 1 que é o gráfico do eletrólito forte (KCl) percebemos que a condutividade varia proporcionalmente com o aumento da concentração, já em um eletrólito fraco (ácido acético) como no caso do Gráfico 2 isso não é observado, pois o numero de íons dissociados nessa solução não depende apenas da concentração da solução, mas também do grau de dissociação do ácido e das interações fortes entre um íon e outro, que faz com que a condutividade não seja exatamente proporcional ao numero de íons presentes.
Com os dados da Tabela 1, também pode-se calcular a condutividade molar (Λm) para todas as soluções através da fórmula:
[pic 4]
Tabela 3: Condutividade molar para as soluções de KCl
Solução
Condutividade molar (Scm²mol-1)
1
128,6
2
127
3
124,5
4
142,6
5
140,6
6
153,2
7
131,0
8
186,2
9
303,0
Tabela 4: Condutividade molar para as soluções de ácido acético
Solução
Condutividade molar (Scm²mol-1)
1
5,46
2
7,36
3
15,85
4
18,26
5
22,6
6
35,24
7
53,90
8
72,66
9
78
Com os dados da Tabela 3 e as respectivas concentrações das soluções de KCl, pode-se obter o Gráfico 3:
[pic 5]
Através do Gráfico 3, onde, obtêm-se o valor da condutividade molar limite ou à diluição infinita do KCl, o valor é de Λ°m = 153,49 Scm²cm-1, pois como o KCl é um eletrólito forte, o coeficiente linear da reta é o valor da condutividade molar limite segundo a equação:
[pic 6]
Comparando o resultado obtido com o descrito na literatura de 149,8 Scm²cm-1, tem-se um erro de 2,46%.
Erro = [pic 7][pic 8] x 100= ((153,49– 149,8) / 149,8 )[pic 9] x 100 = 2,46%
Com os dados da Tabela 4 e as respectivas concentrações das soluções de ácido acético, pode-se obter o Gráfico 4:
[pic 10]
Através do Gráfico 4, nota-se uma grande diferença do Gráfico 3, isso acontece devido a dependência entre as condutâncias molares e as concentrações. No caso do KCl, por ser um eletrólito forte, a condutividade molar tem uma dependência muito pequena com a concentração molar (e, em geral, diminui pouco quando a concentração aumenta). Já no caso do ácido acético, por ser um eletrólito fraco, a condutividade molar tem um comportamento normal em concentrações muito baixas, mas rapidamente decresce para valores extremamente baixos com o aumento da concentração. Então, é praticamente impossível determinar o valor da condutividade molar limite por extrapolação dos valores de Λm, pois para obter-se uma completa ionização, a concentração deve ser exageradamente pequena. Como alternativa, calcula-se o valor limite para eletrólitos fracos a partir dos valores de Λ0m para eletrólitos fortes: Λ0m do ácido acético, por exemplo, resulta da soma das condutividades molares dos íons H+ e CH3COO-, as quais podem ser determinadas a partir de medidas com eletrólitos fortes (HCl e acetato de sódio, por exemplo):
Λom(HAc)=Λom(HCI) + Λom(NaAc) - Λom(NaCl) = 426,16+91,01-126,45 = 390,72 S cm2
Outra maneira de se obter o valor da condutividade molar é através do Gráfico 5 utilizando a fórmula abaixo:
[pic 11]
[pic 12]
O valor da condutividade molar limite é obtido através do coeficiente linear da reta, que é 0,002, esse valor é 1/Λºm, logo Λºm = 500 Scm²mol-1. Dessa maneira há um erro de 27,96%.
Erro = [pic 13][pic 14] x 100= ((500 - 390,72) / 390,72)[pic 15] x 100 = 27,96%
Com o valor de Λom do ácido acético pode-se calcular o grau de dissociação α para cada solução de ácido através da fórmula abaixo e obter a Tabela 5:
[pic 16]
Tabela 5: valores do grau de dissociação das soluções de ácido acético
Solução
Grau de dissociação (α)
1
0,01092
2
0,01472
3
0,0317
4
0,03652
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