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Linha do tempo sobre a História da Infância

Por:   •  25/1/2018  •  1.213 Palavras (5 Páginas)  •  117 Visualizações

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Áries (1978), afirma que a postura frente à criança mudou ao longo dos séculos foram inspirando práticas e instituições – como o colégio, que, movido pela instituição da disciplinam, fortaleceu o interesse psicológico e a preocupação moral em relação á criança. Par o mesmo a ideia de infância, é uma construção social moderna.

Uma síntese possível e aproximada das imagens da infância moderna como tentativa de mapeamento da evolução histórica da infância é apresentada por Soares (2001), com base no estudo de Hendrick sobre a infância inglesa (de 1800 até os dias atuais), no qual se evidencia a variabilidade do conceito de infância por meio da identificação de diferentes concepções de criança que foram sendo construídas pela sociedade inglesa ao longo dos séculos XIX e XX. Assim, com fortes influências rousseaunianas surge, no século XVIII, a concepção romântica de criança, que resulta de uma dualidade de posições, assumidas, por um lado, nas perspectivas pessimistas características do protestantismo, e, por outro lado, na valorização do bem, da inocência, que encontrou nos trabalhos de Rousseau a principal inspiração.

Da Revolução Industrial nasceu à criança operária, potencial vítima das transformações econômicas, sociais e familiares impulsionadas pela referida revolução. A criança operária somente adquiriu visibilidade social quando os movimentos filantrópicos iniciaram campanhas de denúncia e sensibilização relativas às condições sub-humanas em que estas crianças sobreviviam.

Dos movimentos filantrópicos torna-se visível, em meados do século XIX, uma nova concepção de criança: a criança delinqüente. Elas assumem-se como o rosto visível das deficiências de uma precoce escola da vida, assumida pela fábrica.

Durante os séculos XVIII e XIX, com os contributos médicos e psicológicos, surge uma nova concepção de criança: a criança médico-psicológica. Ela é o resultado de graduais e significativos investimentos na preocupação de obter respostas científicas acerca do desenvolvimento infantil.

Em fins do século XVIII, da escola pública, surge a concepção da criança aluna, em contra-corrente da criança delinquente á luz de tendências de socialização eu acentua a escola como um dos principais meios de moralizar as crianças e evitar a reprodução de comportamentos desviantes e perturbadores da ordem social. A escola surge como a principal fonte de socialização e uniformização.

No século XIX e inícios do século XX (1880 – 1918), após investimentos feitos nas áreas da saúde, da prevenção social e da educação, nasce a nova concepção de criança – a criança bem estar, organizando serviços específicos e especializados no sentido de atender ás suas necessidades especificas.

Durante a primeira década do século XX,a infância era alvo de interesses de campos específicos como a medicina e psicologia. Daí resulta a concepção da criança psicológica.

No período entre as duas Grandes Guerras, surge a dupla concepção de criança: a criança da família e a criança pública.

Enfim a criança sempre existiram desde os primeiros registros históricos. Já a regulamentação da infância e da família são ideias que surgem com a modernidade. Os estudos contemporâneos, nos quais podemos citar os realizados pela sociologia da infância, trazem como tese principal o fato de que as crianças participam coletivamente na sociedade e são dela sujeitos ativos e não meramente passivos. Rompendo com o adultecentrismo, entendendo a criança como um ser social e histórico, produtora de cultura.

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