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Consumismo na Adolescencia

Por:   •  13/3/2018  •  2.535 Palavras (11 Páginas)  •  7 Visualizações

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De acordo com Colombo (2012), a máxima da sociedade moderna é promover o consumo, o que afeta a formação psicossocial dos sujeitos, e acaba gerando novas formas de sensibilidades, novas necessidades, novos desejos, novas formas de sentir e perceber o mundo no qual vivem. O consumismo de hoje não diz respeito mais as necessidades, mas sim aos desejos sempre crescentes e aos quereres constantes. Para Azevedo et al. (2008), o consumismo dos tempos atuais não é motivado por necessidades reais, mas sim pelo simples prazer e pela aceitação do grupo social.

Essas características do sujeito pós-moderno podem produzir sofrimento. Segundo Colombo (2012), o mal-estar causado por esse ritmo de vida vem sendo criticado por diversos autores. Portanto, o presente trabalho justifica-se por propor um estudo desse cenário imposto pela pós-modernidade que tem afetado a construção do sujeito pós-moderno, especialmente em relação ao adolescente, que já nasce em um tempo difuso e em constante transformação, no qual as relações interpessoais são trocadas por produtos de consumo.

2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral

Compreender como a cultura de consumo imposta pela sociedade pós-moderna tem influenciado o comportamento do adolescente.

2.2 Objetivos Específicos

- Analisar o período da adolescência;

- Apresentar e avaliar a cultura de consumo presente na pós-modernidade;

- Entender os efeitos dessa cultura sobre o comportamento do adolescente pós-moderno;

- Investigar, através de uma pesquisa feita com adolescentes entre 12 e 16 anos, como tem sido o comportamento de consumo entre esses adolescentes.

3 METODOLOGIA

Para desenvolver este trabalho, será feita uma revisão de literatura através de uma pesquisa bibliográfica em livros dispostos no acervo da Biblioteca do Centro Universitário Newton Paiva e em artigos científicos pesquisados nos bancos de dados da Scielo e Pepsic, através das palavras chaves: pós-modernidade, consumismo e adolescência. Além de uma pesquisa realizada através da aplicação de um questionário em 23 adolescentes, entre 12 e 15 anos, de escolas particulares, no Colégio Coleguium Ouro Preto, em Belo Horizonte e no Colégio Ibituruna, em Governador Valadares. E em 21 adolescentes, entre 13 e 16 anos, de escola pública, na Escola Municipal Paulo Mendes Campos, em Belo Horizonte.

4 REFERENCIAL TEÓRICO

O PERÍODO DA ADOLESCÊNCIA

Segundo Frota (2007), a maior parte dos estudiosos do desenvolvimento humano entende a adolescência como um período de mudanças físicas, cognitivas e sociais que, juntas, ajudam a traçar o perfil desta população. Além disso, atualmente, pensa-se na adolescência como uma fase do desenvolvimento humano que faz uma ligação entre a infância e a idade adulta, sendo compreendida como um período atravessado por crises, que encaminham o jovem na construção de sua subjetividade.

Nesse contexto, Dessen e Sena (2012) afirmam que a visão de uma adolescência única parece inapropriada e, sobretudo, limitada e ultrapassada. Isso porque a adolescência não é algo acabado, que tenha um início e um fim bem definidos, uma vez que a delimitação deste período ultrapassa aspectos cronológicos e biológicos e esbarra em condições sociais, culturais, históricas e psicológicas específicas.

Frota (2007), explica ainda que a adolescência não pode ser compreendida somente como uma fase de transição, pois ela é bem mais do que isso. Para tal, a adolescência deve ser pensada para além da idade cronológica, da puberdade e transformações físicas que ela acarreta, dos ritos de passagem, ou de elementos determinados. A adolescência deve ser pensada como uma categoria que se constrói, que se exercita e se re-constrói dentro de uma história e tempo específicos.

A CULTURA DE CONSUMO NA PÓS-MODERNIDADE

O mundo pós-moderno é demarcado por diversos comportamentos, tais como o imediatismo, o hedonismo, o individualismo e o consumismo. Para Vieira e Stengel (2012), há um constante apelo para a inovação, para experimentação e para a cultura imediata, no qual os valores que norteiam a vida dos sujeitos pós-modernos desqualificam-se hoje e amanhã voltam a ser importantes. Nesse sentido vivemos num mundo onde os produtos disponíveis para consumo são fabricados para imediata obsolescência e as identidades são adotadas com a mesma rapidez em que são descartadas.

A cultura de consumo tem permeado a vida de todos os sujeitos pós-modernos. Para Bauman (2011), o consumismo de hoje não diz respeito mais as necessidades, mas sim aos desejos sempre crescentes e aos quereres voláteis. Nesse sentido vamos às compras pelo tipo de imagem que gostaríamos de vestir, por modos de levar o outro a acreditar que somos o que vestimos, por maneiras de fazer novos amigos e de atrair atenção, pelas comidas mais deliciosas e pelas dietas mais eficazes, pelas melhores pílulas contra a dor. Todavia, por mais longa que seja a lista e mesmo que ela não tenha fim, a opção de não consumir não se faz presente nela (BAUMAN, 2011).

Ainda para Bauman (2011) o consumismo pode ser definido como a tendência a situar a preocupação com o consumo no centro de todos os demais focos de interesse, sendo muito mais que um mero consumo, uma vez que visa transformar os seres humanos em consumidores e rebaixar assim todos os outros aspectos a um plano inferior.

EFEITOS DA CULTURA DE CONSUMO SOBRE O COMPORTAMENTO DO ADOLESCENTE

Segundo Wasum (2012), a sociedade atual vê o consumo como algo determinante para definir a posição social e o bem-estar dos indivíduos. Esta realidade reflete no comportamento dos adolescentes e nas suas relações com o mundo e entre si. Além disso, a ideia de que só existimos a partir do que consumimos atinge negativamente os adolescentes, provocando sentimentos ruins quando não conseguem comprar o que desejam.

De acordo com Freitas (2014), ao pensarmos na criança e no adolescente hoje devemos levar em conta a identificação intensa com a materialidade necessária ao papel mais ativo enquanto consumidora, uma vez que nas atuais sociedades de consumo, as crianças são interpeladas, posicionadas e produzidas como consumidoras. Além disso, refletir acerca do cotidiano da

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