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A Família: Evolução do modelo familiar ao longo do tempo

Por:   •  26/12/2018  •  2.349 Palavras (10 Páginas)  •  20 Visualizações

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O nosso tema de maior foco está diretamente direcionado com o artigo da Rádio Renascença, cada vez se percebe que a prioridade do Estado não são as famílias e muito menos as famílias numerosas. Este é o nosso ponto central. Porque não investir nas famílias numerosas? Porque não dar hipótese às pessoas de escolher? Porque não dar prioridade àquilo que da sustentabilidade ao mundo? Até nas propostas de orçamento aceites pelo governo as famílias numerosas são esquecidas. (Rádio Renascença, 2017)

Sendo assim, com a literatura revista chega-se a uma conclusão. A culpa é do Estado. Não podemos fazer juízos sem dados, é certo, mas nem no orçamento de Estado o governo tem em conta ajudas para famílias numerosas e a parte mais dispendiosa da vida dos filhos não é considerada despesa pública. A culpa não é Estado?

Será que onde comem quatro comem cinco? É assim tão linear?

Objetivo geral

As famílias numerosas diminuíram pela falta de apoio do Estado? Qual a influência desta mudança na população?

Hipóteses

1º Hipótese- Espera-se que o Estado não seja o único responsável pela diminuição das famílias numerosas

2º Hipótese- Espera-se que as famílias “nucleares atuais” apresentem um desagrado significativo relativamente ao número de irmãos, ou à falta deles.

Metodologia

Neste projeto de investigação decidimos utilizar entrevistas exploratórias. Optamos por utilizar 2 tipos de entrevistas: para pessoas com famílias numerosas e outra para pessoas com famílias mais pequenas.

Relativamente às respostas à entrevista para famílias numerosas sente-se uma certa nostalgia no entrevistado especialmente quando se foca a relação que estabelece com os seus irmãos. A nível pessoal, o entrevistado considera que a atenção dos pais não pode ser igual para todos os filhos, mas não se mostra incomodado. A resposta que se pretende dar relevo, e que foi copiada na integra, é: “Há sempre aquelas coisas de os irmãos serem os nossos “parceiros do crime”, os nossos “cúmplices”, os nossos “alibis” quando os pais pedem justificações em relação a algo. Tentamos proteger-nos uns aos outros.”

Relativamente à outra entrevista, o entrevistado revela uma tristeza maior quando faz uma reflexão sobre a vontade de ter irmãos. As respostas apresentam uma clara vontade de “ter uma família maior”, mas o entrevistado apresenta a noção de que se os pais tivessem mais filhos, a situação financeira deles pioraria. Esta entrevista chegou a uma conclusão inesperada: mesmo as famílias mais pequenas têm a noção que o Estado não presta o devido apoio às famílias numerosas.

Fizemos ainda uma análise teórica a 4 artigos escolhidos de revistas cientificas. O objetivo central era fazer uma leitura integral desses artigos e “aproveitar” as ideias principais de cada artigo adequadas ao projeto. Já desde 1995, o Estado-Providência entrou em crise, passando muitas responsabilidades para as mãos de famílias. O trabalho das mulheres vistas como educadoras e mães, deixou de ser reconhecido com a existência de serviços públicos que ficavam responsáveis por estas funções. Em 2016 foi feito um estudo relativo à evolução da fecundidade em Portugal, chegando à conclusão que existe um adiamento no nascimento dos filhos (o que leva à diminuição do número de filhos por casal). Portugal a partir de 1981-1985 não conseguiu recuperar os índices de fecundidade apresentados anteriormente.

Com base na análise dos artigos escolhidos concluímos que: a idade da mãe, a idade com que se casam e a duração do casamento influenciam a fecundidade, que aumenta a partir dos 15 anos e no máximo aos 25/30 anos. Estes fatores foram observados num estado em 1950 (Santos, 1970). Assim, entre 1950 e 1960, as taxas de fecundidade e natalidade eram elevadas, em Portugal, comparativamente ao resto da Europa. Quanto à família, as famílias rurais eram extensas porque reuniam várias gerações. Poderemos considerar o campo o ponto crucial onde existem famílias numerosas?

O foco principal desta investigação é tentar perceber de que forma as famílias numerosas deixaram de existir e os motivos que causaram esta situação. Cada vez aumenta o número de casais sem filhos, explicado pelas tecnologias contracetivas e existem cada vez mais famílias monoparentais e nascidas fora do casamento formal. Será está a principal manifestação da redução das famílias extensas?

Procedimentos

1º Pesquisa sobre o tema relativamente a estudos e teorias já estudos.

2º Escolha das pessoas a quem realizar a entrevista.

3º Solicitou-se autorização aos indivíduos para futuramente poderem ser entrevistados.

4º Escolha de um dia para aplicar os instrumentos.

5º Aplicam-se os instrumentos a indivíduos previamente selecionados.

6º Análise dos resultados.

7º Apresentação e discussão da entrevista.

Resultados

Com base nas entrevistas exploratórias chega-se a conclusão que as pessoas, apesar de não estarem dentro de algumas situações dramáticas, sabem que o Estado não presta o apoio necessário às famílias numerosas. Sendo assim, o nosso projeto não atingiu o objetivo esperado. Esperava-se contrapor esta ideia, mas esta é uma verdade. O Estado não presta ajuda necessária e como vimos na análise dos artigos, este problema já é antigo. O Estado esperava sempre que as famílias resolvessem os problemas sociais e foram aumentando gradualmente os encargos. Apesar de tudo, chegou-se a um resultado inesperado: uma parte da situação que se vive atualmente é culpa das famílias que se sujeitam a estas mudanças e a estas “injustiças” (um termo forte, mas necessário neste campo).

Discussão

Apesar de a equipa esperar contrapor a hipótese inicial, de facto esta verificou-se. Concluímos assim que as noticias recolhidas foram pertinentes para este estudo uma vez que relatam a dura realidade da ligação Estado-Família.

Fazendo um comentário mais subjetivo: será que as famílias quando pensam sobre este assunto dizem “Outro

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