Resumo de Psicologia Definição de Comportamento
Por: Ednelso245 • 6/5/2018 • 7.195 Palavras (29 Páginas) • 440 Visualizações
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Comportamento Normal e Anormal
Caldas Aulete (2009, on-line), a definição da palavra “normal” pode ser descrita assim: “1. Que é natural ou habitual (reação normal). 2. Que é segundo a norma ou padrão. 3. Que é usual, comum, habitual, corriqueiro: ‘Mas não faz mal, é tão normal ter desamor’ (Antônio Carlos & Jocafi – Você abusou). 4. Mental e fisicamente saudável (diz-se de pessoa)”.
Não há normalidade absoluta em Psicologia, existe, sim, um padrão comportamental seguido pela maioria, pois entende-se que este padrão é o melhor para a vida em sociedade
podemos considerar o item 2 da citação do dicionário como o entendimento do que é normal, pois cabe ao Direito abordar a questão das normas estabelecidas para a vida em sociedade, de acordo com padrões que garantam o bem-estar da maioria das pessoas.
comportamento anormal numa visão do Direito é toda ação ou omissão, culposa ou dolosa, que fere o que está estabelecido na norma porque ameaça a harmonia social.
O comportamento pode, então, ser condicionado pela via da punição e eis o propósito das penas estabelecidas nas normas sociais: reduzir a frequência de
Comportamento
respostas fora da norma, visando à harmonia da sociedade e suas instituições. No entanto, a punição, ao contrário do reforço, gera dois efeitos colaterais conhecidos como Fuga e Esquiva.
Punição: ato de inibir a ocorrência de um comportamento por meio de estímulos. A punição pode ser positiva ou negativa:
• Punição positiva: quando o comportamento é inibido com a introdução de um estímulo aversivo.
• Punição negativa: quando o comportamento é inibido com a retirada de um estímulo reforçador.
Fugas de prisão, boas maneiras diante de autoridades e indisciplina na ausência delas são exemplos da não mudança de comportamento punível.
O papel coercitivo do Estado busca, assim, inibir os comportamentos destoantes da norma (anormais) para a vida em sociedade, mas é importante atentarmos para o fato de que a fuga e a esquiva existem e infelizmente nem todos os cidadãos estão dispostos a ter um comportamento dentro da norma estabelecida, optando pelas vias alternativas da não punição a ter que modificar seu comportamento para se adequar (se comportar) às regras de convívio social.
Reforço: ato de induzir a ocorrência de um comportamento por meio de estímulos. O reforço pode ser positivo ou negativo:
• Reforço positivo: quando o comportamento é estimulado a ocorrer com a introdução de um estímulo reforçador (uma recompensa).
• Reforço negativo: quando o comportamento é estimulado a ocorrer com a retirada de um estímulo aversivo.
Vivemos numa sociedade cujos dispositivos de controle social ainda priorizam a ação de “punir os maus” em detrimento de ações efetivas de “recompensa aos bons”. Faz-se necessário, assim, uma mudança de mentalidade na sociedade, buscando mudar o foco de ação para a mudança de comportamentos tidos como anormais.
Todos nós somos motivados a realizar determinadas tarefas com o intuito de obter algum benefício. A isso Skinner chamou de condicionamento operante. O mundo a nossa volta pode nos oferecer benefícios se agirmos para que ele nos dê o que precisamos; claro que dentro dos limites éticos, morais e legais.
Clodoaldo não tinha necessidade de dar chocolates para convencer a juíza a atendê-lo. Agiu assim como um gesto de cortesia, buscando dar qualidade ao bom relacionamento profissional que mantém com a amiga Renata, mas é inegável que tal gesto modifica uma predisposição em não atender para um comportamento mais aberto, disposto a receber o amigo por alguns minutos.
Funções mentais superiores
Linguagem é a codificação que o indivíduo utiliza para emitir, receber e interpretar informações com o meio. É a maneira que ele possui para exprimir seus pensamentos para o meio em interação com os outros indivíduos. Formas distintas de linguagem, como a falada e a escrita, abrangem áreas distintas do cérebro e mobilizam recursos próprios de aprendizagem e compreensão e estão diretamente relacionadas aos órgãos sensitivos e à área cerebral responsável pela percepção, cujo assunto abordaremos a seguir.
Percepção
Para falarmos de percepção, primeiramente devemos compreender o conceito de sensação. Sentir algo é captar impressões do ambiente por meio de nossos órgãos sensoriais interligados ao nosso sistema nervoso.
o é, então, a recepção destes estímulos por meio de órgãos especializados em interação com o sistema nervoso. Nossos olhos, ouvidos, tato, olfato e paladar são sistemas complexos especializados em captar diferentes tipos de estímulo:
Para Myers (2015, p. 175), percepção é o processo de organização e interpretação das informações sensoriais, habilitando-nos a reconhecer objetos e eventos significativos.
Sentir e perceber são partes de um processo contínuo, no entanto, a percepção trabalha com os processos mentais, enquanto que a sensação é o processo de recebimento das informações dos órgãos sensoriais para o cérebro. Este processamento pode ser compreendido em dois níveis distintos denominados de processamento: botton-up e top-down.
• Processamento de baixo para cima (botton-up): nível que se inicia com a recepção do estímulo até a recepção da informação recebida para o cérebro. Não há uma ideia pré-concebida sobre o estímulo recebido.
• Processamento de cima para baixo (top-down): nível em que o cérebro constrói percepções com base em nossas expectativas e experiências. Neste caso, as ideias pré-concebidas influenciam o que iremos perceber.
A Gestalt, explicada em nossa seção 1.2 fala um pouco sobre o fato de sermos o que percebemos e a percepção de cima para baixo explica bastante a Teoria de Gestalt.
Atenção
É um processo mental no qual há foco num estímulo específico. A atenção é de extrema importância para o processamento mental, pois é impossível ao indivíduo focar em todos os estímulos ao qual está submetido ao mesmo tempo. Na aprendizagem, por exemplo, faz-se necessário
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