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A ANALISE DE TEXTO

Por:   •  23/11/2022  •  Resenha  •  839 Palavras (4 Páginas)  •  41 Visualizações

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ANÁLISE DO TEXTO DE MARILENA CHAUI

TÓPICOS ESPECIAIS EM GESTÃO DE PESSOAS E RELAÇÕES DE TRABALHO

JAMESSON DOS SANTOS CELESTINO

PROF. PEDRO SOARES

RECIFE-NOVENBRO 2022

QUESTÕES DE ATIVIDADE

1 – COMO SE VINCULAM A IDEOLOGIA DA COMPETÊNCIA E O DISCURSO DA COMPETÊNCIA PRIVATIZADA?

Marilena Chauí ressalta o caráter multifacetado da ideologia, mostrando ser esta “um conjunto lógico, sistemático e coerente, de representações (idéias e valores) e normas ou regras de conduta que indicam aos membros da sociedade o que devem sentir e como devem sentir, o que devem fazer e como devem fazer”

2 – POR QUE A COMPETÊNCIA É UM PODEROSO ELEMENTO IDEOLÓGICO PARA JUSTIFICAR O EXERCÍCIO DA DOMINAÇÃO?

As pessoas, logo, podem ser competentes pela experiência, ou porque possuem especializações, outras por adquirem conhecimento capaz de aprová-las em concursos públicos, haja vista que todas são agentes daquilo que é pautado na concorrência de cargos e profissões do livre mercado.

Percebemos que muitas organizações dominam o esvaziamento destinado ao exercício da competência, porém, faz-se necessário que a sociedade, metodologicamente, se transforme, aos poucos, num modelo mais humanizado onde haja espaço, no que possível, para todos de acordo com a singularidade funcional disponível no meio social, ou seja, fornecendo capacidade real de sobrevivência, mas, sem perder de vista o zelo pela dignidade humana em seus diversos setores sociais.

Criou-se a ideia institucional de que os que possuem determinado conhecimento serão os especialistas capazes de falar, representar, agir pelos outros e, até mesmo, excluir dos outros o direito de serem sujeitos dos seus próprios discursos e ações.

 A suposta neutralidade objetiva da tecnociência usa em seu fundamento o indicativo da competência, sendo, portanto, um poderoso instrumento oculto justificador do exercício da dominação ideológica.

Considera-se naturalmente necessário o desenvolvimento tecnológico, todavia, muitas vezes se cria, de outro lado, a figura do trabalhador ignorante submisso ao técnico sapiente, legitimando o pensamento do indivíduo que sabe e comanda, bem como a pessoa considerada sem conhecimento e comandada, além de promover a divisão da exclusão, da capacidade de decisão, controle do processo da força do trabalho.

A especialização do conhecimento vinculada a hierarquia burocrática nas sociedades gerou grupos sociais denominados incompetentes.

A organização família deve viver autenticamente diante dos fatos favoráveis e desfavoráveis, embora existam tendências sociais buscando persuadir seus membros de que não têm competência para entender e resolver seus problemas internos, pois apenas os especialistas podem solucionar esses obstáculos.

O discurso da competência passou a prevalecer como marca distintiva da exclusão e não validação de pessoas quanto ao cumprimento de regras e ritos decisórios acerca de quem pode falar e ouvir, qual lugar ou outra situação existente para o exercício de suas escolhas.

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