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Identidades e Políticas Coloniais: guaranis, índios infiéis, portugueses e espanhóis no Rio da Prata, c.1750-1800

Por:   •  24/10/2017  •  1.073 Palavras (5 Páginas)  •  281 Visualizações

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A autora também narra a aliança entre espanhóis e portugueses para combater os infiéis, depois da frustrada tentativa de aldeá-los.

Por fim, Frühauf defende que os acordos estabelecidos entre índios, espanhóis e portugueses eram bem pontuais e dependiam dos interesses e privilégios instituídos num dado momento.

Elisa Frühauf Garcia fez graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1999) e mestrado (2003) e doutorado (2007) na Universidade Federal Fluminense, onde hoje é professora-adjunta. Realizou ainda um estágio de pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas de 2007 a 2009. Desde o início dos seus estudos, quando se interessou pela história colonial, achava estranho o lugar reservado aos índios na bibliografia. Seu interesse pelo assunto surgiu da contraposição entre os fascinantes dados encontrados nos variados arquivos em que pesquisou e uma historiografia que reiterava ideias e, em alguma medida, projetos do século XIX. Atualmente, atua tanto em pesquisas acadêmicas sobre as populações indígenas quanto em iniciativas relacionadas à divulgação científica da temática.

Podemos perceber no texto, que autora expõe a dinâmica das relações (índios – portugueses e espanhóis) demonstrando que são essencialmente históricas, principalmente no que diz respeito às categorias designadas aos seus agentes diretos. Estas são, muitas vezes, apenas classificações gerais que nem sempre condizem com a realidade. A autora insiste na idéia da heterogeneidade do índio, talvez até pelos questionamentos levantados em sua própria formação e carreira.

O texto de Eliza merece destaque por apresentar uma idéia diferente da concepção consagrada do lugar do índio no processo de colonização, na historiografia contemporânea, ao demonstrar um índio mais participativo, e por vezes, extremamente manipulador.

Sua linguagem simples e clara, bem como as notas de rodapé explicativas, tornam o texto bem agradável de ser lido. Por vezes, a autora, sabiamente, lança mão de trechos de textos de outros autores, para ratificar seu argumento.

Podemos perceber no texto de Garcia, uma certa “simpatia” pelo grupo dos índios, que são frequentemente mencionados: personagens e fatos que se relacionam a eles. Caberia a autora, explicitar um pouco mais o modo de vida e as relações dos outros grupos envolvidos – os espanhóis e portugueses.

Não obstante, as informações não contidas no texto, são incapazes de apagar o seu brilho. Certamente, a leitura do texto de Eliza Frühauf é de vital importância, não só para os alunos de História, como para o leitor leigo, por tratar da questão colonial de uma maneira mais pontual, mais específica e, especialmente, para entendermos os meandros das relações coloniais mencionadas no início.

Bibliografia

http://www.historia.uff.br/ciadasindias/?p=826 no dia 13/08/14 às 20h.

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