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Trabalho de História da Arte Aplicada ao Turismo

Por:   •  1/12/2017  •  2.391 Palavras (10 Páginas)  •  217 Visualizações

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até hoje.

MICHELANGELO

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, mais conhecido como Miguel Angelo, ou Michelangelo, foi um pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente. Nascido na cidade de Capresse, na Itália, no dia 6 de março de 1475, era filho de Ludovico di Lionardo Buonarroti Simoni, um homem violento, e, Francesca di Neri di Miniato del Sera, que faleceu quando Michelangelo tinha apenas 6 anos de idade.

Após a morte de sua mãe, ele foi entregue aos cuidados de uma ama de leite, que era esposa de um cortador de mármore na aldeia de Settignano., o que despertou nele a vocação de escultor. Já aos 13 anos, Michelangelo entrou na oficina do pintor Domenico Ghirlandaio, onde ficou por um ano. Posteriormente, foi para a escola de escultura do rico banqueiro e mecenas, Lorenzo de Medici. Sua primeira obra produzida na escola foi "O Combate dos Centauros", um baixo relevo de tema mitológico.

Depois da morte de Lorenzo, em 1492, Michelangelo abandonou a cidade e fixou-se em Bolonha, aonde ficou por quatro anos. Esculpiu a obra de arte "Cupido Adormecido" e, em 1496, a convite do cardeal San Giorgio, que tinha adquirido a obra, foi residir em Roma. Sob a influência da cultura greco-romana fez duas obras de motivos pagãos, "Baco Bêbado" e "Adônis Morrendo", na mesma época em que fez a cristã e comovente "Pietà".

O artista regressou a Florença no ano de 1501, evidenciando maturidade em trabalhos como a escultura "Davi", e na pintura "A Sagrada Família". A genialidade de Michelangelo cativou o Papa Júlio Segundo, que chamou o artista em 1503 para edificar o túmulo papal. O trabalho só foi finalizado em 1545, anos após da morte do mencionado papa (falecido em 1513) e da sucessão de outros papas. Foi ainda o Papa Júlio Segundo que encarregou o artista da decoração da Capela Sistina. O projeto começou no ano de 1508 e foi finalizado em 1512. A pintura retratava todo o Antigo Testamento da bíblia em imagens dramáticas e tornou-se uma das fundamentais e mais importantes obras de arte do mundo.

O renomado artista auferiu outros trabalhos dos papas que sucederam Júlio Segundo, como tarefas de reestruturar fachadas de capelas e decorá-las. Merece também destaque sua incursão na poesia. Ele produziu sonetos de grande vivacidade sobre os temas religiosos, vindo a falecer aos 89 anos. Entre suas principais obras estão os já mencionados afrescos da Capela Sistina, a obra A Criação de Adão, Julgamento Final, Martírio de São Pedro, Cúpula da Basílica de São Pedro, Conversão de São Paulo, as esculturas de Davi e Pietá, entre muitas outras.

Suas obras sintetizam tamanho reconhecimento pela humanidade devido as características contidas nelas. Michelangelo teve a maior parte de sua carreira transcorrida em um ambiente agitado pelas mudanças da época em que vivia, e isso transparece em suas obras, expondo traços típicos desta escola que ele mesmo ajudou a fundar, quais sejam: uma marcada reação ao equilíbrio e harmonia do classicismo e à idealização da Alta Renascença, a distorção das proporções do corpo, uma tendência à estilização de feições, ao exagero e ao drama, o uso de uma paleta de cores pouco naturais, a anulação da perspectiva de ponto central com a criação de uma sensação de vários planos simultâneos, arbitrários e irracionais de espaço, e a preferência por formas espiraladas, contorcidas e bizarras, e por composições apinhadas de personagens.

Michelangelo se distinguiu da estética renascentista abandonando a crença de que a Beleza é produzida por uma relação matemática de proporções entre as partes do todo, e confiava antes nos sentidos. Dizia que é mais necessário ter um compasso no olho do que nas mãos, pois as mãos produzem a obra, mas quem a julga é o olho. Não se sentia obrigado a seguir leis estéticas apriorísticas dizendo que o artista não devia ser guiado senão pela ideia que concebera, e considerava possível definir outras proporções igualmente aceitáveis e belas.

Seu estilo e iconografia têm sido objeto, nos últimos dois séculos, dos mais acalorados debates entre os críticos e historiadores. Michelangelo foi um dos poucos artistas do mundo erudito que puderam penetrar na cultura popular e criar um folclore a seu respeito.

Ele deu o nome a uma quantidade de pessoas, estabelecimentos de ensino, empresas e produtos comerciais de vários tipos, incluindo uma mão biônica. É nome de um vírus de computador, de um grande transatlântico, de um asteroide, de uma cratera no planeta Mercúrio, de uma das Tartarugas Ninjas, e sua figura foi retratada no cinema, sendo considerado um clássico o filme The Agony and the Ecstasy (1965), dirigido por Carol Reed e com Charlton Heston no papel do artista.

Desta forma, fica evidente o quão renomado é este artista, sendo apreciado há mais de 500 anos, com obras ilustres, tanto suas pinturas quanto suas esculturas, poemas, obras arquitetônicas, entre outros.

RAFAEL SANZIO

Rafael Sanzio nasceu na cidade de Urbino, na Itália, no dia 6 de abril de 1483, foi um mestre da pintura e da arquitetura da escola de Florença, forma, junto com Leonardo da Vinci e Michelangelo, a tríade de grandes mestres do Renascimento. O artista era filho de Giovanni Santi, pintor da corte do duque de Urbino, crescendo então em meio às artes, e com apenas quinze anos já pintou um autorretrato, que fora sua primeira obra.

Deu início aos seus estudos com o mestre da Úmbria, Pietro Perugino. No ano de 1501 já era considerado um mestre. Em 1502 concluiu seu primeiro trabalho, o “Retábulo Baronci”, para a igreja de São Nicolau de Tolentino. Pouco depois foi para a cidade de Sienna, onde pintou uma série de afrescos na Biblioteca Piccolomini, e na Catedral Sienna, sempre com a ajuda do assistente de seu antigo mestre.

Entre 1504 e 1508, Rafael passou a viver em Florença, aonde recebeu influência de Michelangelo e de Leonardo da Vinci. Desenvolveu as técnicas de afresco com o pintor Perugino. Sobressaiu-se neste período com a pintura "O Casamento da Virgem" (1504) e "A Deposição de Cristo" (1507). Em 1508 pintou "Madona do Baldaquino", que continha a estética absorvida através do grande mestre, Michelangelo. Sob a influência de Leonardo da Vinci, pintou "Madona Esterházy" (1508) e "A Bela Jardineira" (1508).

Em 1508, fora chamado pelo próprio papa Júlio II para ir a Roma, para decorar com afrescos vários recintos do Vaticano. No primeiro deles, a “Stanza della Segnatura”, Rafael pintou uma de suas

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