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A Análise Bicho de 7 Cabeças

Por:   •  17/5/2022  •  Resenha  •  627 Palavras (3 Páginas)  •  537 Visualizações

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O filme Bicho de sete cabeças é baseado em fatos reais e expõe a trajetória de Neto (personagem principal), um adolescente passando por problemas e dilemas comuns dessa fase e que não pode contar com o apoio da família, pois seu pai é um homem ignorante e conservador e ignora totalmente as dores do filho e sua mãe é uma mulher sem voz e submissa às atitudes do marido. Neto acaba buscando na rua e nas amizades a resposta para os conflitos que está atravessando como uma forma de tentar se “encaixar” na sociedade. Seu drama começa quando seu pai encontra um cigarro de maconha nas suas coisas, já supõe que ele seja viciado e o interna em um manicômio contra sua vontade e sem ao menos conversar com o filho antes para entender os seus motivos.

Dentro do manicômio percebe-se uma realidade extremamente problemática, em que o médico só está preocupado com as verbas que receberá ao atingir um certo número de pacientes, mesmo que isso cause uma superlotação - realidade muito comum nos sistemas de “correção” do indivíduo que se encontra fora do padrão normativo social - e nem um pouco preocupado com os pacientes, visto que eles são medicados sem exames e os remédios que deveriam “curá-los” é o que faz com que eles fiquem piores. Infelizmente, essa realidade é atravessada por muitas pessoas, que acabam ficando sem voz, excluídos e sendo considerados “anormais” em uma sociedade cujos padrões normativos estão bem distorcidos, considerando esse tipo de situação.

É possível perceber no decorrer do filme cenas de extrema violência e o uso de “corretivos” de todos os tipos para “consertar” os pacientes, como camisa de força, solitária e choque. Esse tipo de negligência com os enfermos gera traumas, como por exemplo, as alucinações que Neto passou a ter mesmo depois de ter alta, e muitos jamais voltam a ser os mesmos. Portanto, percebemos que os doentes mentais acabam adoecendo mais ainda devido ao próprio sistema que deveria ajudá-los e protegê-los, e oferecer alternativas para que eles possam se reinserir na sociedade após atravessar por essas dificuldades. Porém, a realidade é bem diferente, visto que a sociedade “democrática” não permite o erro e agride àqueles que acabam saindo do “caminho” que decretaram como “moral e correto”.

Tal fato se exemplifica quando Neto recebe alta e não consegue se reinserir novamente, começa a ter surtos, delírios, é estigmatizado pelos “amigos” como retardado e chega a ser expulso da casa de um deles por ser considerado má influencia, até que em um desses episódios acaba sendo internado novamente e atravessando por mais uma experiência traumática dentro do manicômio. O conjunto de fatos que se sucedem acaba levando Neto a tentar o que a maioria acaba conseguindo, o suícidio, mas felizmente, é socorrido antes, mas percebe-se que até mesmo nessa hora houve negligência, visto que um dos médicos havia

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