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Rossi e Venturi

Por:   •  13/3/2018  •  1.262 Palavras (6 Páginas)  •  9 Visualizações

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Por outro lado, surge uma revisão mais disciplinada traduzida pela arquitectura de Venturi e Aldo Rossi.

O pensamento de Venturi é liberal proveniente da cultura americana. Venturi propõe-se a compreender a arquitectura a partir da cidade de Las Vegas, enquanto que, Aldo Rossi opta por retomar à tábua rasa da arquitectura, ao alicerce da tipologia e da forma.

A revisão crítica ao movimento moderno é um fenómeno que se distingue por um certo “retorno” à pura arquitectura, expressa pelas mais variadas experiências de Venturi e Rossi. Com o mesmo propósito de recolher à essência da arquitectura, Rossi e Venturi actuam e interpretam o objectivo de modos distintos.

Roberto Venturi patenteia “Complexidade e Contradição em Arquitectura”, no qual sustenta a reflexão de que a arquitectura deve contrair ambiguidade: evoca a história da arquitectura e exibe arquitecturas ambíguas e redundantes; aproxima e mistura a cultura erudita da cultura popular.

Aceitando a execução de um cidade ”quase perfeita”, Venturi assume-se como um arquitecto em Paz com o Mundo, apto para aceitar as suas harmónicas imperfeições.

A sua arquitectura exprime-se pela vontade de reconciliar arquitectura moderna à arquitectura industrial e, por isso, Venturi aplica o conceito, evidenciando a arquitectura comercial anexada à cidade de Las Vegas.

A arquitectura não constitui preocupação em Las Vegas: interessa antes a publicidade que reveste um ocasionado edifício.

O espaço conforma-se pela sua sinalética, em detrimento da própria arquitectura e, a sua continuidade é determinada pelo percurso do homem no espaço. As várias arquitecturas surgem sem relação aparente.

A atitude adoptada por Venturi e Rossi é marcadamente pedagógica perante o mundo e a sua actividade arquitectónica - ensina a empregar a arquitectura moderna no sentido do avanço.

Aldo Rossi influi contra o princípio moderno: “ A Forma segue a Função”. Recorre a elementos – janela, porta e pilar – que facultam a percepção da arquitectura e, contrariamente a Venturi, o seu trajecto procura a Essência.

Simultaneamente refunda a arquitectura e labora imagens que sugerem rompimento com o passado. A sua obra assinala-se por um certo infantilismo, contrário aos seus desenhos reveladores de uma investigação perspicaz da arquitectura assinalada por jogos de luz e sombra, repetições e ampliações, cores e uso de formas puras.

Rossi não especula o desenho urbano, num sentido de um manual ou conjunto de princípios, no que concerne questões contíguas de prática profissional.

Legitimando a revalorização das formas urbanas tradicionais contribui para revisar e abandonar o urbanismo moderno. Contrariando os ideais da urbanística moderna, Rossi considera a arquitectura da cidade não é aquela do edifício isolado, mas antes, um princípio ordenador através do qual se desenvolvem e estruturam as tipologias integrantes da forma urbana.

O entendimento da cidade traduz-se por intervenções arquitectónicas qualificadoras da urbanística: bairro e rua como conjunto de arquitectura e factores urbanos, em detrimento dos esquemas directores de planeamento.

O movimento moderno e os seus conceitos base acabaram por produzir equívocos inesperados e, por isso, foram suspensos. A orientação solar na orientação das construções, a divisão do transito, a disposição livre dos edifícios bem como a distinção localizada funcional de programas, constituíram um conjunto de princípios denunciados e abandonados pelos pós-modernistas.

Novas maneiras de pensar a cidade surgiram como soluções inovadoras para o bem-estar social.

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