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Biografia Jan Pol Sartre

Por:   •  13/11/2017  •  5.375 Palavras (22 Páginas)  •  153 Visualizações

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O objetivo do nosso trabalho é falar um pouco sobre o filosofo Jean Paul Sartre e de alguns tópicos referentes à sua filosofia como o Existencialismo, cujo principio básico para Sartre era “a existência precede à essência”, também iremos falar sobre A Náusea, Primeiro romance de Sartre, que põe em evidência a crise do homem moderno diante do vazio do cotidiano, e falaremos do Absurdo definido como a relação do filosofo com Deus.

Durante o trabalho iremos perceber que Sartre defende que o homem é livre e responsável por tudo que está à sua volta. Somos inteiramente responsáveis por nosso passado, nosso presente e nosso futuro. Em Sartre, temos a idéia de liberdade como uma pena, por assim dizer. "O homem está condenado a ser livre". Para Sartre, nossas escolhas são direcionadas por aquilo que nos aparenta ser o bem, mais especificamente por um engajamento naquilo que aparenta ser o bem e assim tendo consciência de si mesmo.

BIOGRAFIA DE JEAN-PAUL SARTRE

“O HOMEM, ESTA CONDENADO A SER LIVRE’’

Jean-Paul Sartre (1905-1980) nasceu em Paris, França, no dia 21 de junho de 1905. Filho de Jean Baptiste Marie Eymard Sartre, oficial da Marinha Francesa e de Anne-Marie Sartre. Ficou órfão de pai com apenas 15 meses de idade. Sua mãe muda-se para a casa dos avós maternos. Teve uma boa formação literária. Ingressou aos 19 anos na Escola Normal Superior no curso de filosofia, onde conheceu Simone de Beauvoir, sua futura companheira.

Sartre escreveu um romance, "A Lenda da Verdade", que não foi bem aceito pela crítica. Com o fracasso, enveredou-se pela filosofia a fim de estudar a fenomenologia do filósofo Husserl na Alemanha e as teorias existencialistas de Karls Jaspers e Martin Heidegger. Posteriormente, Sartre estudaria as obras de Kierkegaard. A partir desses estudos, Sartre elaborou sua própria ideia do existencialismo.

Publicou livros importantes na França, romances, contos e ensaios como forma de disseminar seus preceitos existencialistas: "A Náusea", "A Imaginação", "O Muro", além da peça teatral "As Moscas", no qual usou da lenda grega para simbolizar o domínio alemão sobre a França na segunda guerra.

Seu trabalho filosófico principal foi "O Ser e o Nada", publicado em 1946, onde tenta caracterizar as estruturas fundamentais da existência humana descrevendo o choque entre a consciência e o mundo objetivo, de forma a destacar a característica que definia o ser humano, sua liberdade.

Sartre era um intelectual engajado com os movimentos sociais na França. Era filiado ao Partido Comunista francês e apoiou a invasão comunista na Hungria feita pelo ditador soviético Stálin, o que foi criticado posteriormente por intelectuais liberais, segundo esses, atitude contraditória com os ideais de liberdade que o filósofo pregava. Foi homenageado com o Prêmio Nobel de Literatura, mas se recusou a recebê-lo.

Jean-Paul Charles Aymard Sartre morreu em Paris, França, no dia 15 de abril de 1980. Seu resto mortal encontra-se no Cemitério de Montparnasse, onde também está sepultada sua companheira Simone de Beauvoir.

SARTRE E O EXISTENCIALISMO

Para entender o significado de existencialismo, é preciso entender que a visão americana do existencialismo derivou das obras de três ativistas políticos, não puristas intelectuais. A América aprendeu o termo existencialismo depois da II Guerra. O termo foi criado por Jean-Paul Sartre para descrever suas próprias filosofias. Até 1950, o termo era aplicado a várias escolas divergentes de pensamento.

Apesar das variações filosóficas, religiosas e ideologias políticas, os conceitos do existencialismo são simples:

A espécie humana tem livre arbítrio; A vida é uma série de escolhas, criando stress; Poucas decisões não têm nenhuma consequência negativa; Algumas coisas são absurdas ou irracionais, sem explicação; Se você toma uma decisão, deve levá-la até o fim.

Sartre, em sua conferência, O Existencialismo é um Humanismo, proferida e publicada em 1946, defende, diante das questões de alguns católicos e marxistas, que o Existencialismo não se trata de uma Filosofia pessimista, contemplativa e passiva. Sartre concebe o Existencialismo como uma doutrina que torna a vida humana possível e, por outro lado, declara que toda verdade e toda ação implicam um meio e uma subjetividade humana. Ele diz que a maior parte das pessoas que utilizam o termo “Existencialismo” ficariam bem embaraçadas se tivessem que explicá-lo, pois essa palavra tinha assumido uma tal amplitude e extensão que já não significava absolutamente nada. Mas Sartre afirma que o Existencialismo é uma doutrina menos escandalosa e a mais austera; e destina-se exclusivamente aos técnicos e aos filósofos. No entanto, pode definir-se facilmente.

O Em-si

É importante postular que a forma como Sartre entende aquilo que ele batiza de "Em-si", termo emprestado de Hegel, 30 é diferente daquilo que outros pensadores da existência, como Heidegger, irá compreender o mesmo campo. Segundo o existencialismo sartriano, o mundo é povoado de "Em-si". Podemos entender um Em-si como qualquer objeto existente no mundo e que não é nada além daquilo que é. Este modo de aparição do ser, que não é o único, é fundamentado em três características: o ser é o ser é o que é o ser é em-si. Estas três características poderíamos resumir dizendo que este ser é opaco a si mesmo, absoluta plenitude de ser, retomando, segundo Gerd Bornheim, a ideia de um ser esférico presente em Parmênides, que não pode ser penetrado por nada externo a ele. A grosso modo, podemos dizer que possuem o modo de ser do Em-si todos aqueles objetos, que não possuem consciência, que não se fundam na alteridade, na presença do outro. Um ser Em-si não tem potencialidades nem consciência de si ou do mundo. Ele apenas é.

O Para-si

A consciência humana é um tipo diferente de ser, por possuir conhecimento o seu próprio respeito e a respeito do mundo. É uma forma diferente de ser, chamada Para-si.

É o Para-si que faz as relações temporais e funcionais entre os seres Em-si, e ao fazer isso, constrói um sentido para o mundo em que vive.

O Para-si não tem uma essência definida. Ele não é resultado de uma ideia pré-existente. O existencialismo sartriano desconsidera a existência de um criador

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