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Relatório Avaliação do Projeto Pedagógico da Sala

Por:   •  28/7/2021  •  Resenha  •  2.538 Palavras (11 Páginas)  •  65 Visualizações

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[pic 1]Relatório de Avaliação do Projeto Pedagógico31 de agosto de 2017[pic 2]

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Avaliação do Projeto Pedagógico da Sala 2

2016/2017

1º Período

        O ano letivo iniciou em Setembro, na sala 2 das instalações da Fundação Padre Tobias no Porto Alto, com um grupo constituído por oito bebés. Apesar de serem oito, em Setembro sete frequentaram a instituição, sendo que o oitavo elemento só frequentou a instituição a partir de Outubro. As idades, em Outubro de 2016, estavam compreendidas entre os oito e os dez meses, sendo que dos bebés constituintes do grupo, três eram do sexo masculino e cinco do sexo feminino. Podemos ainda dizer que todas as crianças começaram a frequentar uma creche pela primeira vez, neste ano letivo.

        Iniciou-se o ano letivo com um período de adaptação que decorreu ao longo do mês de Setembro, para os sete bebés iniciais. Neste período, o grupo contou com o apoio da Educadora Coordenadora Tânia Ferro e com a presença da Auxiliar Cecília Marques e da Auxiliar Joana Dias.

        A adaptação do grupo decorreu sem grandes dificuldades, quer por parte da maioria das crianças, quer por parte de todos os adultos envolvidos. Tendo em conta que prontamente se criou um ambiente harmonioso, no qual as crianças e os seus pais se sentiram seguros, conseguindo desta forma criar vínculos com os profissionais que os recebiam. O grupo adaptou-se bem à organização do espaço educativo, pelo que não houve necessidade de recorrer a alterações durante o primeiro período. Sendo que apenas uma criança teve um período de adaptação um pouco mais alargado, por estranhar muito as pessoas “estranhas”. Precisou de mais tempo para se sentir confortável e começar a explorar por si só, tudo o que a creche lhe oferecia.

        Existiu também uma excelente integração nas rotinas diárias, o que nos proporcionou uma boa gestão do tempo, permitindo-nos equilibrar bem o tempo educativo e o tempo não letivo. Permitiu também que existisse uma melhor exploração e um melhor aproveitamento de todo o espaço educativo.          

        Os materiais presentes na sala eram diversos, com diferentes texturas, cores e formas, o que se tornou numa mais valia para o enriquecimento do percurso destas crianças, eram de fácil lavagem e não tóxicos, adequados à faixa etária em questão. Sentimos apenas falta de alguns recursos que achamos serem fundamentais para o desenvolvimento pleno da criança, nomeadamente de livros, jogos de encaixe e de sequência. No entanto tentamos colmatar esta falta sempre que possível levando para a sala materiais diferentes, sempre adequados a esta faixa etária.  

Este mês foi dedicado aos afetos, à construção de confiança, à brincadeira livre e por isso não foram trabalhados temas. A intenção primeira era a de criar um ambiente acolhedor e confortável para a criança e foi nesse sentido que a equipa da sala se debruçou neste tempo de adaptação.

A criança que começou a frequentar a creche em Outubro, não teve uma adaptação fácil, já que dependia muito do leite materno ao longo de todo o dia. Apenas com o trabalho em equipa, entre a mãe e a equipa da sala, conseguimos que a criança se adaptasse e não dependesse o dia todo da mãe. Esta foi uma “ação” gradual, em que todos fomos habituando a criança ao biberão e ao leite em pó. Assim que houve aceitação por parte da criança, o dia a dia da creche começou a decorrer harmoniosamente.

        Quanto ao desenvolvimento do grupo, neste primeiro período foi desde logo notória uma grande evolução principalmente a nível motor. Sendo que no início do ano letivo apenas três crianças se sentavam sem apoio e no fim do primeiro período todo o grupo o fazia à exceção de um menino. Refletindo sobre este e outros desenvolvimentos, chegamos à conclusão que a constante interação entre os adultos da sala e as crianças e também as interações entre as crianças do grupo foram fundamentais para a existência destes tão rápidos desenvolvimentos. Tanto pela quantidade, como pela qualidade das interações, já que neste processo foram sempre respeitados os tempos e os espaços de todas as crianças. Assim podemos afirmar que ao longo deste período os objetivos propostos foram sendo trabalhados e alcançados pelas crianças, respeitando os seus ritmos e as suas necessidades.

        Os temas trabalhados foram principalmente as estações do ano e as datas festivas. Sendo que é importante salientar que tal como indica o titulo do projeto “Com os sentidos eu vou explorar, brincar, crescer e aprender!”, a descoberta, a constante exploração de objetos do quotidiano pelos sentidos e a brincadeira aliada foram uma constante. Esta realidade veio a mostrar-se muito importante durante todo o processo, captando muito o interesse de todas as crianças.

        Assim sendo, neste primeiro período escolar, trabalhamos essencialmente o Outono, o São Martinho, o Dia Nacional do Pijama, o Inverno, o Natal e os objetos do quotidiano. Para isso recorremos a histórias, imagens reais das épocas e principalmente a trabalhos manuais, atividades de expressão plástica que permitiram às crianças explorar novos materiais, diferentes técnicas e novas sensações.

        Findo este período, realizamos um balanço positivo, tendo em conta que a adaptação da maioria das crianças ao dia-a-dia da creche decorreu muito bem. É importante salientar que sentimos algumas dificuldades, nomeadamente conseguirmos que existisse uma boa adaptação de algumas crianças aos berços e também como se tratava de um periodo de adaptação foi difícil começar a realizar as atividades do dia a dia já que existia um alargamento excecional da hora de entrada de cada criança.

        Relativamente à primeira dificuldade sentida, depois de refletirmos sobre o assunto, percebemos que o trabalho em equipa entre a creche e a família é fundamental para o bom e fácil desenvolvimento/adaptação da criança, desta forma assim que em casa começaram a realizar a adaptação dessas crianças ao berço foi notória uma grande mudança e melhor adaptação.

Quanto à segunda dificuldade sentida, só se sucedeu porque como pelo meio existiram dois meses de adaptação, as crianças podiam entrar na instituição um pouco depois do horário estipulado no regulamento, o que por vezes causava dificuldades nas atividades do grupo, pois muitas vezes tinham de ser interrompidas e quebrava-se assim a mínima atenção que esta faixa etária tem. Só conseguimos resolver esta dificuldade no segundo período, quando os horários estipulados já eram cumpridos por todos.

         

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