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As Concepções de Infância ao Longo da História

Por:   •  26/6/2018  •  1.192 Palavras (5 Páginas)  •  96 Visualizações

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era observável, essa dura realidade em crianças e jovens era marcada por abandonos e crueldades. Houve tentativas para controlar e evitar o trabalho árduo para as crianças imigrantes ou órfãs, dando a elas tutores, alguém para cuidar dessa criança, porém isso acabou legalizando o trabalho infantil e aumentou a carência em que viviam estimulando-as a criminalidade.

Por este problema, a criança se reverteu a um problema social do Estado, com isto as medidas de atendimento direcionado a crianças tornaram-se muito comentadas e estimuladas. Na década de 40, por exemplo, houve inciativas governamentais, programas assistências com ênfase em higienismo, filantropia e a puericultura, visando o bem estar das crianças e adolescentes. E foi nesse mesmo período, que as instituições voltadas para a criança, se mostraram presente, mostrou-se ser uma preocupação, e organizações internacionais, que já lutam por isso fora do Brasil, além de demostrarem uma base para o ensino, se preocupou em formar profissionais competentes para isso, visando solucionar os problemas sociais.

No Ano Internacional da Criança, 1988, a temática infância recebeu mais atenção e divulgação. O acesso à educação era um foco, por isso é criado o Movimento de Luta por Creches – que eram instituições que serviam de abrigos para crianças pobres até 6 anos. Devido a isso, hoje a Constituição Federal Brasileira define a escolaridade de crianças menores como direito, ou seja, assistência gratuita para filhos e dependentes desde o nascimento até 5 anos em creches e pré-escolas. Em 1990 os direitos da criança e do adolescente são detalhadamente legalizados, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, pela Lei Federal 8.069.

No Brasil, infelizmente, ter direitos em legislações não garante a execução. As leis que contemplam a proteção à infância evoluíram muito, mas é preciso colocar em prática para assegurar esses direitos, para assim ter uma criança cidadã.

É evidente que os conceitos de infância mudam de acordo com o tempo, contextos econômico-sociais que possuem características próprias, por isso há uma constante transformação nos conceitos. Obviamente não há infâncias iguais a que houve há anos, que há no presente que haverá no futuro, porque apesar de todos terem infância é subjetiva a maneira de vivencia-la. Atualmente além da visão cuidadosa dos pais, percebe-se novamente uma visão do adulto em miniatura, tendo como base a existência de mercado de consumo voltado para estas crianças, mas isso poderá mudar. A definição sobre criança e infância permanecerá numa continua construção e transformação, logo seria incoerente criar apenas uma definição. Mas o entendimento dos fatores que levam a esse estudo/pesquisa é um trabalho muito importante e que deve se manter através das épocas estando em constante mudança, para servir como bases como: como entender e como ocorrem as mudanças nesses conceitos.

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